
Um país com 10 milhões de habitantes, um pouco mais pequeno que o estado de Indiana, consegue ser a segunda selecção da Europa e a quarta do Mundo na modalidade considerada unanimemente como desporto rei.
Exceptuando relevos pontuais em diversas âmbitos que se devem mais a talentos individuais do que a estratégias estruturais devidamente planeadas, em quantas áreas conseguimos atingir esse estatuto? Pois, assim de repente….
Não pretendendo silenciar o indesculpável de atitudes assumidas no passado pelo excessivamente emocional Luís Filipe Scolari, relembro apenas que os resultados são indesmentíveis, e somente as atávicas hipocrisias indígenas podem ter duvidas relativamente a isso. Mais, independentemente das quantias manifestamente exageradas que circulam nos meios futebolísticos, cada cêntimo de €uro auferido por este senhor tem representado um retorno maior para o país do que as remunerações astronómicas pagas a sucessivas administrações absolutamente ruinosas de algumas empresas de capitais públicos.
Obviamente que falta ainda a esta selecção uma grande vitória que poderá até nunca chegar mas quando assistimos ao entusiasmo da comunidade emigrante disposta inclusivamente a pagar uns vergonhosos 15 € para assistir a um simples treino, percebemos o que isto representa em termos de tónico para os jogadores. Essa paixão sem precedentes que se vive um pouco por toda o Mundo Luso deve-se em grande parte à competência, ao carisma e capacidade de liderança de um homem. O resto são balelas das hipocrisias indígenas.
Relativamente aos lamentáveis 15 €uros, não bastará a um emigrante ter sentido necessidade de “fugir” do seu País de origem para poder aceder a um direito universal básico, o trabalho? E já agora, para que serve mesmo o Professor Cavaco?...

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