domingo, 6 de julho de 2008

A Ilha de Fidel


Como já referi anteriormente estive recentemente em Cuba a gozar uns dias de férias. A Ilha de Fidel continua bela como nunca, as praias são de sonho, e a capital Havana imponente em todo o seu esplendor com uma imensa riqueza histórica e cultural.


Como não tenho referências passadas somente posso relatar as sensações do viajante actual, já em pleno processo de abertura gradual ao exterior sob a liderança de Raul Castro. E o que salta à vista é que esta abertura tem sido gerida de forma inteligente, sem precipitações e sem mudanças repentinas, tentando salvaguardar o muito que está bem e que até se recomenda como a educação, saúde, justiça..…. coisas sem importância, portanto.......



Contudo, há factores que sempre me importunaram na revolução cubana:
A intolerância com a liberdade de expressão e a incapacidade demonstrada de, até aqui, compreender a frustração crescente do povo.
No entanto, quando oiço Fidel Castro afirmar que o capitalismo selvagem é uma ilusão e um falacioso caminho para a natureza humana, conhecendo como conheço as sociedades ditas modernas porque numa vivo, sei que tem razão…



Ao contrário do que muitos apregoam, não encontrei um povo amarrado e descontente, mas sim caloroso, consciente, informado, culto e até irreverente na forma de estar, sendo que isto não significa que não exista alguma decepção por parte das pessoas face ao que podiam ambicionar no exterior…..


Por enquanto ainda não se vêem nas ruas de Havana crianças a atenderem os telemóveis ou a jogar nas mais badaladas playstation’s. Essencialmente fazem todas muito desporto, e não me pareceu que estivessem menos felizes por isso…..

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