Londres tem 8 milhões de habitantes. Estima-se que a sua área metropolitana tenha 14 milhões. É uma metrópole com demasiada gente, talvez! Imagino que se deve tornar asfixiante em inúmeras situações viver de forma permanente numa cidade assim.
Para fazer frente à normal ebulição de uma cidade onde circulam diariamente milhões de pessoas o sistema de transportes públicos instalado, apesar de caro para quem os utiliza, é de uma imensidão impressionante, sendo aparentemente eficaz e funcional com periodicidades satisfatórias e períodos de funcionamento bastante alargados.
Na capital inglesa fica-se com a sensação que para um nível de emprego um pouco menos qualificado, mesmo com a actual crise, não deverá haver grande dificuldade em arranjar trabalho. A cidade com toda a sua vivacidade natural vive subordinada à lógica dos serviços desde a hotelaria às mais variadas lojas de todo o tipo de produtos. E consumidores para isso não faltam, de facto.Saliente-se que a Inglaterra, e a região de Londres especificamente, já se tornaram num dos destinos de emigração privilegiados para os portugueses que vão à procura de um futuro mais risonho fora do País de origem.
A cidade tem uma vida cultural e artística proporcional à sua própria dimensão. Estou convencido que um mês integral não seria suficiente para visitar todos os museus e galerias que valem a pena ser vistos em Londres, sem falar claro dos espectáculos e peças em cena, por exemplo, na Broadway Londrina.É em alguns aspectos uma cidade bastante dispendiosa mas o facto de muitos dos museus terem as suas colecções permanentes abertas gratuitamente ao público - deixando ao critério de cada um, a quantia a deixar depositado numas das caixas colocadas estrategicamente para esse efeito à saída - é sinónimo de uma civilização cultural infelizmente ainda muito distante do nosso Portugal democrático.



1 comentário:
Das duas vezes que estive em Londres, a primeira durante 3 meses, a segunda de férias apenas 10 dias, senti sempre essa asfixia. Lembro-me que o meu amigo que lá viveu muitos anos, dizia que o facto de praticamente não existir horizonte não ajudava. Talvez fosse só isso, não sei, tenho de lá voltar numa altura mais positiva da minha vida do que as duas anteriores.
Enviar um comentário