quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

As cidades de Londres

Londres tem 8 milhões de habitantes. Estima-se que a sua área metropolitana tenha 14 milhões. É uma metrópole com demasiada gente, talvez! Imagino que se deve tornar asfixiante em inúmeras situações viver de forma permanente numa cidade assim.

Para fazer frente à normal ebulição de uma cidade onde circulam diariamente milhões de pessoas o sistema de transportes públicos instalado, apesar de caro para quem os utiliza, é de uma imensidão impressionante, sendo aparentemente eficaz e funcional com periodicidades satisfatórias e períodos de funcionamento bastante alargados.

Na capital inglesa fica-se com a sensação que para um nível de emprego um pouco menos qualificado, mesmo com a actual crise, não deverá haver grande dificuldade em arranjar trabalho. A cidade com toda a sua vivacidade natural vive subordinada à lógica dos serviços desde a hotelaria às mais variadas lojas de todo o tipo de produtos. E consumidores para isso não faltam, de facto.
Saliente-se que a Inglaterra, e a região de Londres especificamente, já se tornaram num dos destinos de emigração privilegiados para os portugueses que vão à procura de um futuro mais risonho fora do País de origem.

A cidade tem uma vida cultural e artística proporcional à sua própria dimensão. Estou convencido que um mês integral não seria suficiente para visitar todos os museus e galerias que valem a pena ser vistos em Londres, sem falar claro dos espectáculos e peças em cena, por exemplo, na Broadway Londrina.
É em alguns aspectos uma cidade bastante dispendiosa mas o facto de muitos dos museus terem as suas colecções permanentes abertas gratuitamente ao público - deixando ao critério de cada um, a quantia a deixar depositado numas das caixas colocadas estrategicamente para esse efeito à saída - é sinónimo de uma civilização cultural infelizmente ainda muito distante do nosso Portugal democrático.

Cidade com inúmeras vidas integradas, desde a central Covent Garden a Chinatown bem no limiar de Soho, ao celebérrimo Nothing Hill passando pelo próprio Hyde Park com os seus admiráveis esquilos. Londres tem muitas cidades dentro, a aguardar descobertas…

1 comentário:

np disse...

Das duas vezes que estive em Londres, a primeira durante 3 meses, a segunda de férias apenas 10 dias, senti sempre essa asfixia. Lembro-me que o meu amigo que lá viveu muitos anos, dizia que o facto de praticamente não existir horizonte não ajudava. Talvez fosse só isso, não sei, tenho de lá voltar numa altura mais positiva da minha vida do que as duas anteriores.