Como eu já suspeitava, Manuel Alegre recuou na vontade de criar um novo partido excluindo assim a anunciada ruptura total com Sócrates.
A minha embirração com Manuel Alegre nasce precisamente da estranheza que me causa ver alguém com um discurso tão critico, tão anti-sistema, que gosta tanto de ser posicionar à margem do poder instituído no partido, não abdicar do seu lugarzinho de vice-presidente da Assembleia da República e paralelamente das mordomias todas que tal posição lhe oferece. É portanto um rebelde de causas muito selectas…...
Parece-me também evidente que quer Sócrates (com toda a atenção que lhe concede), quer a generalidade da opinião pública, valorizam excessivamente o mítico peso eleitoral de Alegre. A votação que teve nas Presidenciais - o célebre milhão de votos - foi conquistada em circunstâncias muito particulares e por isso irrepetíveis.
Alegre vale pouco e o seu discurso cadavérico, sem um único fundamento inovador, também….

2 comentários:
Joga ao centro. Faz lembrar o Rochamback. Um triste. Como todos os tristes, tem os seus simpatizantes. É a vida do "respeitinho".
Ainda hoje estive a falar com o meu pai sobre o respectivo, e a ideia por cá é a mesma.
Uma boa personagem deste nosso Portugal dos tristes.
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