Gostava de se imaginar como uma pessoa decorosa. No fundo não passava de um nostálgico desalinhado da ortodoxia vigente.
A sua Mãe era a grande culpada da sua decência. Nunca lhe agradeceu esse predicado pois a maldita consciência revelava-lhe que tal decoro era substancialmente prejudicial à sua parca ambição.
Morreu, um dia, sem ter onde cair morto. De acordo com o comentado pelas diligentes vizinhas, acabou por ter uma morte indecorosamente indecente…..
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
A Decência
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