terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Bloco

Continuo em grande medida a concordar com a relevância das questões que Francisco Louça e o Bloco de Esquerda trazem à luz do dia. Não foi por aí que tombou o meu entusiasmo. É nessas pequenas mas significativas aldrabices à Portuguesa, na corrupção de vão de escada, na hipocrisia reinante, na Chico-espertice saloia que continua a estar o atávico e irrecuperável atraso do País.
Continuo, inclusive, a achar que algumas das bandeiras ditas fracturantes levantadas pelo Bloco são de essencial importância para a evolução da sociedade Portuguesa.

Porém, existe uma grande incoerência na génese intrínseca do Bloco. Foge da zona de governabilidade como o diabo da cruz.
Apesar de intelectualmente cativante (também já foi mais) é um projecto político esgotado. Ou melhor, ficou esvaziado quando ultrapassou os 3% de votantes. Perdeu a piada quando deixou de estar limitado a uma imensa minoria. Esta é a verdade. O Programa eleitoral do BE de 2004 já era uma fantasia sem sentido.

O meu problema será quando os votos em branco atingirem os 5 %. Pelo que me parece já não deve faltar muito. A partir daí, tornar-se-á um voto de protesto obsoleto só me restando provavelmente deixar de votar. Atingirei talvez aí, finalmente, a maioridade democrática….

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