A Palma de Ouro do festival de Cannes em 2009 premiou o filme de Michael Haneke, o Laço Branco.
Depois dos elogiados Funny Games de 1997 e a Pianista de 2001 com uma inolvidável Isabelle Huppert como protagonista, Cannes consagrou finalmente o cineasta austríaco que já tinha sido galardoado como realizador de “nada a esconder” de 2005, então com Juliette Binoche.
Foi no entanto o magnífico “Código desconhecido”, datado de 2000, o filme de Haneke que mais apreciei. Aí, chegou mesmo a roçar os limites da obra-prima absoluta. Talvez por isso, vejo mais esta Palma de Ouro como um justo prémio pela carreira profícua do Realizador nos últimos anos do que pelas virtudes deste filme agora coroado.
O Laço Branco filmado a preto e branco conta com uma fotografia rigorosíssima. Apesar da intensa mise-en-scène de Haneke e de algumas boas interpretações deixa-nos com a frustrante sensação de não chegar a descolar para voos mais condizentes com a verdadeira capacidade do Realizador. No entanto, mantém o traço essencial e a visão inconfundível que são a marca do Cineasta. Nessa perspectiva o genérico final - sem qualquer música de fundo - é já uma imagem distintiva de Haneke. Deixa o espectador entregue a si próprio, às suas fragilidades, às suas incertezas relativamente ao desenlace da narrativa. No cinema de Haneke não sobra espaço para artifícios. Abandona-nos, sem vestígios de uma qualquer rede, deixando-nos entregues às nossas próprias vulnerabilidades…
Depois dos elogiados Funny Games de 1997 e a Pianista de 2001 com uma inolvidável Isabelle Huppert como protagonista, Cannes consagrou finalmente o cineasta austríaco que já tinha sido galardoado como realizador de “nada a esconder” de 2005, então com Juliette Binoche.
Foi no entanto o magnífico “Código desconhecido”, datado de 2000, o filme de Haneke que mais apreciei. Aí, chegou mesmo a roçar os limites da obra-prima absoluta. Talvez por isso, vejo mais esta Palma de Ouro como um justo prémio pela carreira profícua do Realizador nos últimos anos do que pelas virtudes deste filme agora coroado.
O Laço Branco filmado a preto e branco conta com uma fotografia rigorosíssima. Apesar da intensa mise-en-scène de Haneke e de algumas boas interpretações deixa-nos com a frustrante sensação de não chegar a descolar para voos mais condizentes com a verdadeira capacidade do Realizador. No entanto, mantém o traço essencial e a visão inconfundível que são a marca do Cineasta. Nessa perspectiva o genérico final - sem qualquer música de fundo - é já uma imagem distintiva de Haneke. Deixa o espectador entregue a si próprio, às suas fragilidades, às suas incertezas relativamente ao desenlace da narrativa. No cinema de Haneke não sobra espaço para artifícios. Abandona-nos, sem vestígios de uma qualquer rede, deixando-nos entregues às nossas próprias vulnerabilidades…

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