Uma fábrica estatal de produção de aviões em Chengdu na China encerra e é obrigada a despedir grande parte dos seus empregados. No local da fábrica é construído o "24 City", um luxuoso condomínio.
Jia Zhang-ke, o mesmo de “Plataforma”, que chegou a ser objecto de culto por essa Europa fora, traz-nos uma narrativa seca que em determinados momentos consegue ser comovente.
Tal como em anteriores filmes, o realizador chinês continua a dissecar o processo de transformação da sociedade chinesa e os efeitos da progressiva abertura ao exterior. Desta vez, através dos extraordinários depoimentos de alguns dos envolvidos no processo, mostra-nos a devastação emocional por que passa uma comunidade que dependia essencialmente da fábrica cujos proprietários decidem deslocalizar e modernizar, esvaziando assim a vida de umas largas centenas de pessoas que sobrevivem sem perspectivas de um qualquer futuro tornando-as órfãs dos ideais que preconizavam.
Jia Zhang-ke confirma que tem talento suficiente para adequar discursos e realidades tão díspares como a resistência ao imperialismo americano e a procura de novos estímulos proporcionados pelo capitalismo globalizante. E é esse o principal e original mérito de Zhang-ke que, assinale-se, tem apenas 40 anos.
24 City é um recomendável filme com pessoas dentro, a que não falta a omnipresente Internacional cantada em mandarim…..
Jia Zhang-ke, o mesmo de “Plataforma”, que chegou a ser objecto de culto por essa Europa fora, traz-nos uma narrativa seca que em determinados momentos consegue ser comovente.
Tal como em anteriores filmes, o realizador chinês continua a dissecar o processo de transformação da sociedade chinesa e os efeitos da progressiva abertura ao exterior. Desta vez, através dos extraordinários depoimentos de alguns dos envolvidos no processo, mostra-nos a devastação emocional por que passa uma comunidade que dependia essencialmente da fábrica cujos proprietários decidem deslocalizar e modernizar, esvaziando assim a vida de umas largas centenas de pessoas que sobrevivem sem perspectivas de um qualquer futuro tornando-as órfãs dos ideais que preconizavam.
Jia Zhang-ke confirma que tem talento suficiente para adequar discursos e realidades tão díspares como a resistência ao imperialismo americano e a procura de novos estímulos proporcionados pelo capitalismo globalizante. E é esse o principal e original mérito de Zhang-ke que, assinale-se, tem apenas 40 anos.
24 City é um recomendável filme com pessoas dentro, a que não falta a omnipresente Internacional cantada em mandarim…..

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