domingo, 20 de junho de 2010

O Carreirista Supersónico (III)

Depois das acidentadas passagens pela ticket line e pela CP – Comboios de Portugal, Armado Vara recebe o justo prémio pelas trapalhadas efectuadas e é convidado para director de serviços de um organismo estatal ligado à cobrança de impostos onde será responsável pelo cumprimento escrupuloso dos procedimentos instituídos. O convite para tal posição – já com algum relevo – partiu de uns compadres ligados ao Partido que ocupava o poder com os quais tinha travado conhecimento numa cerimónia protocolar ocorrida quando exercia ainda funções na CP. Claro que o diligente Armando Vara depressa se inscreveu como militante do Partido em causa, tornando-se um hábil, empenhado e dinâmico propagandista dos interesses do mesmo, comparecendo diariamente de forma disciplinada na respectiva secção partidária.

No primeiro dia em que abraçou as novas funções, depois de ter sido apresentado aos seus subordinados, Vara promete logo ali num discurso inspirado e inflamado (previamente preparado por um antigo professor do Secundário com o qual mantinha cordiais relações a troco de 500 €uros pagos por debaixo da mesa sem que houvesse qualquer recibo válido como comprovativo do pagamento) tudo fazer para defender os interesses da equipa e ao mesmo tempo imprimir uma rigorosa eficácia na cobrança dos impostos….

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