Já fui da geração rasca, da geração à rasca, da geração disto e daquilo e ainda só ando pelos trintas.
A discussão só me interessa do ponto de vista sociológico, nada mais que isso. Isto porque as novas gerações, muito por culpa própria, tornaram-se bem mais cínicas que as anteriores, apesar de terem acesso a outros níveis de informação. A cultura de facilitismo que se vive nas sociedades actuais faz com que os filhos se tornem, em muitos casos, mais perigosos e mais cretinos que os próprios pais. A questão é que dantes as pessoas eram ignorantes e tinham essa consciência. Hoje continuam a ser ignorantes, mas pensam que sabem muito. Hoje em dia toda a gente se acha tendencialmente o máximo, e isso torna-se um problema numa sociedade onde proliferam os compadrios, as cunhas e o tráfico de influências.
Por outro lado a precariedade nas relações laborais é uma realidade que se tem vindo a agravar ao longo dos anos. Relativamente a isso não há dúvidas. Portugal desde Roberto Carneiro que está a pagar o preço por uma imprudente ambição desmedida e pelo desfasamento existente ao nível dos diversos factores económicos. O crescimento sustentado para nós nunca passou de uma miragem, muito por culpa dos políticos e das políticas que temos tido.
A questão fulcral é que vivemos num País que pouca ou nenhuma riqueza cria e, como consequência dessa situação, o cenário é inevitavelmente negro.
O facto de uma malta bem bebida num dia de fim-de-semana à noite ter achado piada a uma letra (até um bocado primária, diga-se) de uma qualquer música apresentada pela primeira vez, não é coisa que me comova por aí além. Ainda para mais em concertos para os quais, presumo, os bilhetes nem eram baratos. E que se localizaram em algumas das principais salas de espectáculos das duas mais desenvolvidas cidades do País.
A Geração que está verdadeiramente lixada é aquela que, sem óbvias perspectivas de vida, há muito morre ao abandono, vitima de uma coisa que se convencionou chamar envelhecimento da população e que, agora de repente, todos se lembraram de falar....
A discussão só me interessa do ponto de vista sociológico, nada mais que isso. Isto porque as novas gerações, muito por culpa própria, tornaram-se bem mais cínicas que as anteriores, apesar de terem acesso a outros níveis de informação. A cultura de facilitismo que se vive nas sociedades actuais faz com que os filhos se tornem, em muitos casos, mais perigosos e mais cretinos que os próprios pais. A questão é que dantes as pessoas eram ignorantes e tinham essa consciência. Hoje continuam a ser ignorantes, mas pensam que sabem muito. Hoje em dia toda a gente se acha tendencialmente o máximo, e isso torna-se um problema numa sociedade onde proliferam os compadrios, as cunhas e o tráfico de influências.
Por outro lado a precariedade nas relações laborais é uma realidade que se tem vindo a agravar ao longo dos anos. Relativamente a isso não há dúvidas. Portugal desde Roberto Carneiro que está a pagar o preço por uma imprudente ambição desmedida e pelo desfasamento existente ao nível dos diversos factores económicos. O crescimento sustentado para nós nunca passou de uma miragem, muito por culpa dos políticos e das políticas que temos tido.
A questão fulcral é que vivemos num País que pouca ou nenhuma riqueza cria e, como consequência dessa situação, o cenário é inevitavelmente negro.
O facto de uma malta bem bebida num dia de fim-de-semana à noite ter achado piada a uma letra (até um bocado primária, diga-se) de uma qualquer música apresentada pela primeira vez, não é coisa que me comova por aí além. Ainda para mais em concertos para os quais, presumo, os bilhetes nem eram baratos. E que se localizaram em algumas das principais salas de espectáculos das duas mais desenvolvidas cidades do País.
A Geração que está verdadeiramente lixada é aquela que, sem óbvias perspectivas de vida, há muito morre ao abandono, vitima de uma coisa que se convencionou chamar envelhecimento da população e que, agora de repente, todos se lembraram de falar....

2 comentários:
Nem a letra é primária, nem a música é simples, nem a nova geração é cínica. Dá-lhes uma oportunidade. Não sejas primário, simples e cínico, do alto da arrogância do teu confortável sofá. Cais no descrédito...
Musicalmente falando, eu iria mais longe:
http://exiladonomundo.blogspot.com/2011/02/imprecisas-impressoes-musicais.html
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