domingo, 17 de abril de 2011

Os Tolos

Marinho Pinto incita a população a fazer um grave à Democracia. Por outro lado, Otelo Saraiva de Carvalho fala em Democracia directa, seja lá o que isso for, dando o exemplo da actual Islândia.
Acontece que Portugal não é a Islândia. A mentalidade portuguesa, com todos os seus defeitos e virtudes, nunca jamais poderá ser comparada à islandesa, nem em sonhos. E obviamente, a receita para a doença nunca poderá ser a mesma. O que lá é um relativo êxito, cá poderia significar algo semelhante a uma guerra civil.
E depois essa coisa de se apelar à abstenção em massa só serve para agudizar a crise. Votem em branco, façam desenhos provocatórios nos boletins de voto, manifestem-se contra o estado das coisas, mas votem. É a melhor forma de demonstrar o descontentamento generalizado com as políticas que nos têm desgovernado e ao mesmo tempo respeitar a memória de quem ajudou a tornar a democracia uma realidade. Eu até me identifico em grande parte com o estilo arrojado, descomprometido e corajoso de Marinho Pinto, mas desta vez mais valia ter ficado calado…

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