quinta-feira, 19 de maio de 2011

O Domingos

O anúncio oficial da contratação de Domingos Paciência para treinador principal do Sporting está por dias. A minha preferência sempre foi para um treinador estrangeiro. Os perfis de Rijkard ou Zico, treinadores anunciados por candidatos derrotados à presidência do clube, cumpriam à priori os requisitos necessários mas a realidade é outra e é essa agora que interessa. Foi pena a derrota do Braga nesta final da Liga Europa pois abriria um precedente importante – o de bater o pé ao todo poderoso Dragão. No entanto, Domingos definitivamente não é Paulo Sérgio. Fez coisas importantes no Braga apesar da ausência de títulos e da perda do terceiro lugar na última jornada, onde saliente-se um jogador como Miguel Garcia é titular indiscutível, o que diz muito acerca do mérito do seu trabalho.
Esperemos que em Alvalade deixe de ser o quase para passar a ser mesmo Campeão. Entrará com alguma margem de confiança por ter chegado à final da Liga Europa eliminando vários colossos, mas os níveis de exigência em Alvalade serão outros e Domingos não é Mourinho e o Sporting não é o Porto. A meu ver, ainda não se desmarcou suficientemente de Pinto da Costa para poder ter um ascendente maior sobre a massa associativa leonina, e podia ter aproveitado esta final para o fazer, mas optou por não incomodar a eminência papal talvez na esperança de um dia ainda voltar à casa que o notabilizou.
Obviamente que a vinda dele para o Sporting é um risco também para a sua carreira, sempre ascendente até ao momento. Fá-lo nitidamente por confiar no trabalho da dupla Luís Duque-Carlos Freitas. Digamos que a coisa até pode dar certo. Eu, sem morrer de amores por Domingos, quero vê-lo a trabalhar e essencialmente quero perceber os alicerces por onde ele vai começar a construir a equipa. Depois desses primeiros tempos, já vai dar para perceber melhor o efectivo potencial dele para treinar um Gigante adormecido como é o actual Sporting...

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