Como por magia, o Dia do Trabalhador transformou-se numa corrida desenfreada à cadeia de supermercados Pingo Doce por força da campanha levada a cabo pelo Grupo Jerónimo Martins que consistia em descontos de 50 % aos clientes que totalizassem compras superiores a 100 €. E o que tenho a dizer de toda esta fantochada?
Foi um acontecimento triste num país economicamente à deriva. A ironia da data escolhida pelo patrão da Jerónimo Martins tem obviamente como objetivo pôr a nu as fragilidades de um país de plástico assente em pilares de hipocrisia e de uma megalomania destrutiva. Parece-me que existe aqui matéria para investigação pelos órgãos próprios, designadamente a prática de algo muito semelhante a dumping, sendo que dificilmente se chegará a qualquer conclusão válida ou castigo justo. Para fazer o que fez, o Pingo Doce deve estar devidamente salvaguardado a esse nível, o que vem comprovar a margem brutal de lucro que tem em muito dos produtos que vende normalmente. Em tudo o resto, não se pode pôr em causa a estratégia do empresário que como é evidente tenta dinamizar o seu negócio.
Nestas circunstâncias, já se sabe que existe como habitual um extremar de posições pouco racional. Há quem diga que foi um golpe de génio de Soares dos Santos, o que me parece manifestamente exagerado. Por outro lado, a Esquerda militante, cada vez mais isolada num país falido sem contemplações para sindicalismos caducos, insurge-se contra o Zé Povinho que com a corda na garganta correu para as enormes filas para comprar coisas que muito provavelmente nem necessitava. As cenas televisivas que elucidaram o pagode são, para muita gente, dignas de um país de terceiro mundo.
Eu não consigo criticar as pessoas que com os bolsos cheios no princípio do mês aderiram em massa a esta campanha, mas há uma coisa que para mim é evidente. Portugal na sua essência, nunca deixou de pertencer ao terceiro mundo. Uma imagem mais atraente; uns cursos superiores com nomes sofisticados; uns tiques permanentes de ostentação embrulhados em putativos atos de cidadania e umas cirurgias faciais muito eficazes para esconder a podridão, não mudaram o essencial. E o essencial é que em Portugal a Ignorância e a boçalidade mais primária continua a fazer escola e a denominada Cultura de um Povo - Cultura essa, sem direito a ministério na actual composição governativa - está patente em cada virar de esquina para quem realmente quiser ver….
Foi um acontecimento triste num país economicamente à deriva. A ironia da data escolhida pelo patrão da Jerónimo Martins tem obviamente como objetivo pôr a nu as fragilidades de um país de plástico assente em pilares de hipocrisia e de uma megalomania destrutiva. Parece-me que existe aqui matéria para investigação pelos órgãos próprios, designadamente a prática de algo muito semelhante a dumping, sendo que dificilmente se chegará a qualquer conclusão válida ou castigo justo. Para fazer o que fez, o Pingo Doce deve estar devidamente salvaguardado a esse nível, o que vem comprovar a margem brutal de lucro que tem em muito dos produtos que vende normalmente. Em tudo o resto, não se pode pôr em causa a estratégia do empresário que como é evidente tenta dinamizar o seu negócio.
Nestas circunstâncias, já se sabe que existe como habitual um extremar de posições pouco racional. Há quem diga que foi um golpe de génio de Soares dos Santos, o que me parece manifestamente exagerado. Por outro lado, a Esquerda militante, cada vez mais isolada num país falido sem contemplações para sindicalismos caducos, insurge-se contra o Zé Povinho que com a corda na garganta correu para as enormes filas para comprar coisas que muito provavelmente nem necessitava. As cenas televisivas que elucidaram o pagode são, para muita gente, dignas de um país de terceiro mundo.
Eu não consigo criticar as pessoas que com os bolsos cheios no princípio do mês aderiram em massa a esta campanha, mas há uma coisa que para mim é evidente. Portugal na sua essência, nunca deixou de pertencer ao terceiro mundo. Uma imagem mais atraente; uns cursos superiores com nomes sofisticados; uns tiques permanentes de ostentação embrulhados em putativos atos de cidadania e umas cirurgias faciais muito eficazes para esconder a podridão, não mudaram o essencial. E o essencial é que em Portugal a Ignorância e a boçalidade mais primária continua a fazer escola e a denominada Cultura de um Povo - Cultura essa, sem direito a ministério na actual composição governativa - está patente em cada virar de esquina para quem realmente quiser ver….

1 comentário:
ótimo blog, parabéns...
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