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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pequenas Mentiras Entre Amigos

Pequenas Mentiras Entre Amigos vem comprovar que uma banal crónica de costumes pode resultar num belíssimo filme. A narrativa anda às voltas com as angústias afectivas de um grupo de velhos amigos de classe média.

Com um naipe de grandes actores como François Cluzet, Gilles Lellouche, Benoit Magimel e Marion Cotillard este filme realizado pelo jovem realizador francês Guillaume Canet merece ser devidamente apreciado. O entretenimento que o argumento desponta talvez faça lembrar, aqui ou ali, estarmos perante um produto mais televisivo que cinematográfico, mas essa versatilidade de públicos é também um dos grandes mérito do filme. E, num tempo em que têm escasseado aquelas grandes realizações possíveis de ser comparáveis a verdadeiras obras-primas, este projecto 100 % francês ainda é do melhorzinho que anda por essas salas de cinema…

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hadewijch

Um filme de Bruno Dumont que percorre os caminhos da fé de uma jovem rapariga de nome Céline que vive apaixonadamente as suas convicções religiosas. Quando a jovem, filha de uma abastada e respeitada família, trava amizade com um grupo de jovens muçulmanos radicais embarca num perigoso mundo que vem complicar ainda mais a sua desordenada mente.
Dumont , do qual nunca tinha visto nenhum filme anteriormente, vacila aqui ou ali, mas consegue com um fim libertador justificar a sua aposta. De um ex-presidiário nasce a improvável redenção para a jovem Céline….

terça-feira, 21 de junho de 2011

Viagem a Portugal

Viagem a Portugal é um filme de Sérgio Tréfaut que aborda as contingências, por vezes desumanas, do controle de estrangeiros nos aeroportos europeus.
Maria, uma médica ucraniana interpretada por Maria de Medeiros, aterra no aeroporto de Faro em Portugal, com visto de turismo, e com o objectivo de se juntar ao marido senegalês que trabalha nas obras da Expo, decorria então o ano de 1997. Maria vai embater de frente com a inflexibilidade de um sistema cego cujo principal rosto é assumido por uma inspectora preconceituosa interpretada por Isabel Ruth.
Tréfaut parte de uma abordagem original com cenários minimalistas rodados a preto e branco. O filme baseado num caso verídico conta a história com precisão, sem entrar por outros caminhos que o podiam tornar mais interessante. É de realçar no entanto o fio condutor e a extrema coerência de toda a obra do realizador que tem tido o mérito de pôr o país a pensar sobre as prementes questões da imigração…

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carlos

Filme de Olivier Assayas.sobre o lendário terrorista, Carlos o chagal, figura chave na história dos anos 70 e 80.
Diga-se desde já que Carlos não era uma pessoa particularmente interessante. Apareceu associado à extrema-esquerda marxista e acabou como um mercenário oportunista ao serviço de quem lhe pagasse melhor. Começou pela defesa da causa palestiniana e depois deambulou como colaboracionista de inúmeras ditaduras (no médio oriente e não só) até ser capturado no Sudão onde estava exilado.
O filme feito originalmente para televisão tem ritmo, mas pouco mais que isso. É entretido mas não desperta curiosidade por aí além. Atendendo a que o argumento do filme é ficcionado, apesar de baseado no percurso de vida do terrorista venezuelano, podia ter ido mais além ao nível da exploração das potencialidades que o projecto à partida oferecia.
Não me engano muito ao afirmar que Carlos não perdia nada se tivesse ficado simplesmente como projecto televisivo (um série de 5 episódios com 100 minutos cada) sem os necessários cortes que a adaptação cinematográfica foi alvo. Talvez apresentado nesse formato o projecto seja mais conseguido...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Árvore da Vida

Terrence Malick, o realizador do aclamado "A Barreira Invisível" de 1998 leva-nos numa inolvidável viagem pela Palma de Ouro em Cannes deste ano.
The tree of life é uma épica odisseia de imagem, cor e som. Um filme imenso e intrinsecamente original na abordagem. Apesar do argumento não ser tão pujante como em a barreira invisível, continua a andar às voltas com os fantasmas da morte, aqui explorados com especial misticismo.
O filme conta com Brad Pitt no papel de pai austero de um complexo adolescente, mas nunca foram os actores a marcar o compasso na cabeça do Realizador americano. Terrence Malick é um dos últimos Samurais do cinema de Autor. As árvores que obsessivamente filma crescem muito para além do óbvio. Resistem a todas as tempestades e representam as raízes de um enorme prazer em fazer Cinema com C Grande…


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pina

Uma homenagem a Pina Bausch (1940-2009) por um dos realizadores provavelmente mais indicados para o efeito; Wim Wenders. Além de terem nacionalidade alemã, ambos deambulam por universos contíguos onde a arte é considerada um meio e não um fim, e onde a liberdade criativa é uma questão de princípio, sendo por esse motivo considerada inegociável.

É um filme com uma banda sonora notável. O trabalho da coreógrafa alemã é escalpelizado por actores, colaboradores e companheiros de muitas batalhas. Poderei não ser a pessoa mais indicada para fazer uma crítica minimamente decente às obras mais conhecidas de Pina Bush como o extraordinário "Café Müller" - obras essas que o filme aborda exaustivamente – mas sei descortinar que estamos perante uma figura incontornável que servirá de referência a uma geração de coreógrafos e dançarinos.

«Amo dançar porque sempre tive medo de falar»...
Pina Bausch

sexta-feira, 6 de maio de 2011

48

48 é um documentário muito, muito elogiado de Susana Sousa Dias. Por isso mesmo fui com alguma expectativa vê-lo. Quarenta e oito significam os 48 anos da ditadura do estado novo encabeçada por esse grande português (de acordo com o que nos deu a entender recentemente Otelo Saraiva de Carvalho) que dá pelo nome de oliveira salazar.
Relativamente ao documentário em si, parte de uma abordagem interessante: uma amostragem das fotografias tipo passe tiradas aos prisioneiros pela PIDE/DGS disponíveis no arquivo da policia política. Partindo dessa ideia inicial, Susana Sousa Dias confrontou o visionamento das fotografias com as palavras dos próprios prisioneiros retratados nas mesmas.
Não sei quantos dos depoimentos foram integrados no filme e quantos ficaram de fora. Imagino que muita gente terá sido ouvida. Acontece que da escolha final talvez para aí metade fosse dispensável por não difundir nada de novo. Ou seja, parte significativa dos depoimentos não acrescenta emoção alguma ao resultado final. Na minha perspectiva, um documento histórico-político com estas características devia transmitir essa tal emotividade que falta em diversos planos. E o problema não é de forma nenhuma a incapacidade de expressão dos retratados. Relembre-se que vivíamos num país maioritariamente analfabeto. Era essa aliás uma das marcas do regime. Alguns dos depoimentos mais bem conseguidos até são dos mais pobres ao nível gramatical. O problema é mesmo a repetição até à exaustão de alguns dos episódios abordados e já amplamente divulgados.
Em conclusão, mesmo não partilhando o fascínio a que muita da crítica tem dado largas, penso estarmos perante uma realizadora prometedora. Não vi Natureza Morta, anterior documentário igualmente premiado de Susana Sousa Dias, mas fico expectante relativamente a trabalhos futuros….

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Happy Ending - Ken Loach

Dando continuidade à apresentação das Curtas que integraram Cada Um o Seu Cinema - um festival de cinefilia que celebrou os 60 anos do Festival de Cannes - deixo a participação de Ken Loach com este divertido Happy Ending...

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Potiche

Com uma Catherine Deneuve quase em piloto automático, mas incapaz de decepcionar, o mais recente filme de François Ozon é uma agradável comédia, bem francesa por sinal. Potiche – Minha Rica Mulherzinha apesar de apresentar algumas fragilidades ao nível da reconstrução temporal que pretende efectuar (existe algum desfasamento a esse nível e não me pareceu que fosse propositado) é um filme bem conseguido.
A Grande Diva anda com o filme todo às costas. Em alguns aspectos faz lembrar o célebre Belle de Jour em que Deneuve foi dirigida pelo realizador mais emblemático do surrealismo, Luis Buñuel. Aquela perversidade insuspeita só poderá ter sido adquirida pelo contacto com o Mestre Espanhol.
Potiche conta ainda com as interpretações de Gérard Depardieu e Fabrice Luchini. Aliás, já perdi a conta aos filmes em que Deneuve e Depardieu contracenaram. É do género em equipa que ganha não se mexe, contudo não me parece que sejam assim tão complementares quanto isso….

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ônibus 174

Deixo o documentário de 2003, em versão integral, realizado por José Padilha e baseado no perturbante episódio ocorrido no Rio de Janeiro em 2000 que relata o sequestro de um autocarro que terminou em tragédia.
Vale bem a pena o visionamento. Ajuda a perceber a realidade que rodeia os meninos de rua crescidos nos subúrbios das grandes cidades brasileiras e a impreparação dos Governos para ligar com tais problemáticas. Felizmente que hoje em dia a situação económica e social no Brasil está mais serenada....

segunda-feira, 28 de março de 2011

Poesia

É um muito elogiado filme do veterano sul-coreano Lee Chang-Dong que venceu o prémio de melhor argumento na edição de 2010 do Festival de Cannes.
Mija (Yun Jong-hee) é uma mulher que vive sozinha com o seu neto e é confrontada com o envolvimento do rapaz na violação colectiva de uma rapariga que acaba por resultar na sua morte. Para salvar a pele do neto tem de arranjar dinheiro para pagar o silêncio da família da rapariga. Mija tem uma particularidade: esquece-se com frequência dos nomes das coisas o que faz com que se apaixone perdidamente pelo poder afrodisíaco da Poesia.
É um filme de uma humanidade extraordinária que revela um Cineasta de extrema sensibilidade. A Interpretação de Yun Jong-hee é excelente, principalmente nos segmentos em que surge mais divertida, brincando com as palavras que tanto aprecia.
Poesia acaba com um vibrante poema. Como se pretendesse oferecer uma prenda a cada espectador….

sexta-feira, 18 de março de 2011

Film Socialism por JLG

O último devaneio cinematográfico de Jean-Luc Godard - que actualmente já tem 80 anos recorde-se - chegou agora a Portugal.
Um dos míticos criadores da Nouvelle Vague traz-nos "Filme Socialismo"; um fragmento de imagens e sons que deixa ao espectador total liberdade para construir o seu próprio enredo, num acto (com c) de pura divagação artística. Trata-se de um ensaio em três movimentos que viaja pelas orlas mediterrâneas, questionando os alicerces da actual Europa que conta com a aparição muito discreta mas inconfundível de Patti Smith.
Filme Socialismo além de tudo o mais é um belo passeio de cruzeiro marítimo por Barcelona, Egipto, Odessa, Palestina, Nápoles e Grécia marcado por imagens deslumbrantes e com ilustrações históricas pelo meio.
"Qando a lei é injusta, a justiça passa antes da lei" é a profecia de JLG que aprece escrita no ecrã como epitáfio do filme. Depois disso só resta espaço para um “no comments” em letras garrafais; frase ouvida anteriormente no decorrer do filme pela boca de uma astuta criança…

sexta-feira, 4 de março de 2011

I Travelled 9.000 km to Give it to You



Dando continuidade à saga cada um o seu cinema, deixo a Curta com que Wong Kar-Wai participou no filme que serviu de comemoração aos 60 anos do Festival de Cannes. Inconfundível, é a palavra que melhor a define….

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Indomável

O último Cohen é brilhante. Quando me refiro ao último Cohen obviamente que o que está em causa é o mais recente filme de Ethan e Joel Coen.
Indomável, com Jeff Bridges como grande candidato ao óscar no papel de Rooster Cogburn, conta ainda com as assinaláveis presenças de Hailee Steinfeld e do versátil Matt Damon. O filme recupera uma história clássica dos westerns em que uma filha procura vingança pelo assassinato do pai.
Com 10 nomeações para os Óscares antevejo grande estardalhaço à volta deste filme, aposto que nem sempre pelos motivos certos.
Tem boas interpretações, de bons actores, sem contudo serem memoráveis. É verdade. Recupera um estilo – o Western – que ultimamente andava um bocado votado ao abandono abrindo-lhe novos caminhos, outra verdade. No entanto o que mais me agradou nesta última criação dos irmãos Cohen é o regresso a uma cintilante ironia que já não se encontrava há algum tempo nos filmes da dupla. Como que por magia, cada palavra aparece cirurgicamente colocada no sítio certo. Como se o cinema excepcional que ambos respiram fosse simples de fazer e não desse trabalho algum….

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Bom Soldado

Realizado pelo japonês Koji Wakamatsu que vê agora finalmente a sua obra reconhecida na Europa é um filme sobre tudo e sobre nada pois existe alguma descontinuidade nos universos que pretende abordar. O que não é obrigatoriamente depreciativo, assinale-se. Acima de tudo, é um improvável filme de guerra, apesar de numa análise mais superficial poder não parecer.
Os efeitos da guerra no Japão imperial são abordados na perspectiva de um relacionamento conjugal entre o tenente Kurokawa (Keigo Kasuya) que regressa à aldeia de origem condecorado e cheio de insígnias, mas surdo, mudo e com pernas e braços amputados e Shigeko (Shinobu Terajima), a jovem mulher do tenente, que de acordo com o convencionado deve honrar o Japão cumprindo o seu dever ao devotar a vida a um ex-combatente que, apesar de desfigurado e dependente não deixa de ser um herói. Acontece que à medida que o tempo vai passando, a relação entre ambos caminha perigosamente para um doentio jogo de poder baseado em obsessões várias.
Caterpillar - nome na versão original - funciona bem como catarse para as memórias de guerra de um País martirizado e tem o mérito de desvendar sem contemplações o que são verdadeiros traumas de guerra….

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um Ano Mais

Another Year é mais uma sublime criação de um dos meus cineastas preferidos, Mike Leigh - um dos filhos mais consagrados do realismo inglês.

Depois de alguns filmes menos conseguidos, Leigh já tinha voltado à grande forma com Happy-go-lucky. Neste “Um ano mais” a acção centra-se numa pacata família inglesa de classe média que vai gerindo a sua rede de ligações com um extraordinário bom senso,  curiosamente sempre bem regado por inspiradores néctares inebriantes, revelando-nos os contornos da arte de saber envelhecer. A narrativa tem a precisa duração de um ano e é enquadrada pelas quatro habituais estações e o que representam em sentido metafórico: Primavera – Verão – Outono – Inverno por esta ordem de apresentação.

Na sequência do peculiar e singular método de trabalho que Mike Leigh estabelece com os seus Actores, assombram em Another Year duas magníficas interpretações: Lesley Manville e Jim Broadbent. A personagem interpretada por Manville - uma neurótica Mary - podia muito bem ser a nossa vizinha do lado. E que melhor elogio se pode fazer a um filme….

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Preço da Traição

Atom Egoyan apresenta-nos este “Chloe”, assim denominado na versão original, interpretado por Julianne Moore e Liam Neeson. Baseado no argumento original de Natalie - filme francês de 2003 realizado por Anne Fontaine - conta a história de um, à primeira vista, casal perfeito. Felizes e com um filho adolescente parecem ter uma vida idílica, mas quando a mulher começa a suspeitar que o companheiro pode ter uma amante tudo muda. Assim, decide contratar uma acompanhante de nome Chloe interpretada por Amanda Seyfried, para seduzir o marido e testar a sua verdadeira lealdade. Tal acto, porém, pode vir a revelar-se um autêntico pesadelo que colocará toda a família em perigo.
Sem ser um filme grandioso, o que o torna mais marcante é sem dúvida a magnífica interpretação, mais uma vez, de Julianne Moore que não tendo demonstrado até aqui grande versatilidade, possui de facto um talento especial para este tipo de papéis de índole familiar com uma dose generosa de perversidade pelo meio….

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Anna

Na sequência desta empreitada cinematográfica, deixo mais uma pujante Curta que integrou "Cada um o seu cinema" composto por 32 filmes com a duração de 3 minutos que serviu de homenagem aos 60 anos do festival de Cannes.
Desta vez fica “Anna”, a singular contribuição de Alejandro González Iñarritu para a celebração do festival francês. E os alicerces da sua visão de cinema estão todos aqui. É um pequeno filme intensíssimo, no mínimo….



sábado, 25 de dezembro de 2010

Close–up

Um filme de Abbas Kiarostami datado de 1990 que só agora visionei e que me agradou sobremaneira.
Após ler uma reportagem jornalística sobre um homem chamado Hossain Sabzian, que se fez passar pelo realizador Mohsen Makhmalbaf junto de uma pacata família Iraniana e por esse motivo foi acusado de fraude, Kiarostami percebeu que tinha matéria para um grande filme. E se bem o pensou, melhor o executou.
Na fronteira entre o documentário e a ficção, com os reais protagonistas da história como actores não profissionais, Close-up junta-se para mim a “O Sabor da Cereja” como obras-primas absolutas na cinematografia do Iraniano.
Em Close-up o espectador entrega-se completamente nas mãos do Realizador que maneja a narrativa (mais real que ficcionada) com mestria.
As dissertações do acusado durante o julgamento sobre o cinema, sobre o seu papel na sociedade, sobre a nobre arte de representar, sobre as razões que o levaram a cometer o delito são de um sublime humanismo e de um esplendor sem limites.....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Inside Job - A Verdade da Crise

Um documentário de Charles Ferguson que revela alguns dos motivos para o despoletar da grande crise mundial de 2008, que de resto ainda sentimos na pele em Portugal. E de que maneira.
Com narração de Matt Damon o que quer se queira quer não ajuda a credibilizar a coisa é um documentário que, com as devidas distâncias, faz lembrar Michael Moore. A associação com o Realizador de Fahrenheit 9/11 faz mais sentido nas partes em que Ferguson arrasa alguns dos poderosos com responsabilidades na altura dos factos. Por exemplo o ainda presidente da reserva federal americana, Ben Bernanke, que muito estranhamente no início do corrente ano foi reconduzido no cargo. Dá que pensar esta recondução de Bernanke por Obama. Pessoalmente nunca me iludi extraordinariamente com Obama, mas não deixa de ser um ângulo interessante esta primeira abordagem cinematográfica menos positiva ao desempenho do Presidente Americano.
Outra perspectiva possível para Inside Job é a realidade assustadora que apresenta, mas aí só se chocará quem acreditava que o capitalismo mais selvagem não tinha um lado B, bem menos idílico do que os prazeres subjacentes à sociedade de consumo.
Nos tempos do Wikileaks, das revelações à escala mundial dos podres escondidos nas relações diplomáticas e da discussão generalizada da existência ou não de limites para a liberdade de expressão, não deixa de ser esclarecedor o visionamento deste documentário no sentido de percebermos como "os governos de Wall Street" controlam o mundo em que vivemos…