Fica o bloco de notas do repórter indígena na apresentação aos sócios do Grande Sporting para a época 2010/2011 ontem no Alvalade XXI com uma vitória sobre o Lyon por duas bolas a zero.
Positivo:
- Razoável assistência o que pode ser um sinal positivo relativamente à recuperação do fervor leonino;
- a instalação sonora emite agora um rugido de leão de quando em quando. Uma apropriada ideia que fica mesmo assim aquém do desejado. Aquele rugido devia estar sempre a bombar. Intimidava os adversários e sempre calava o idiota do speaker;
- vitória justa e clara contra semifinalista da última liga dos campeões;
- finalmente temos dois laterais sólidos, Evaldo e João Pereira. Nenhum deles é o Maicon, mas dão garantias de competitividade;
- felizmente que com o Mundial, Miguel Veloso não teve tempo suficiente nas férias para engordar os habituais 10 quilos;
- André Santos e Salomão deram mostras de ter potencial;
- a escolha de Polga para a primeira opção como capitão parece-me acertada. É uma alternativa segura para o lugar. Alia experiência com serenidade (ás vezes até demais) e leva meia dúzia de anos de leão ao peito. Face à curva descendente em que se encontra a sua carreira, não me parece que seja capaz de possuir ainda ambições externas que ponham em causa a coesão do grupo. A realidade é que para um lugar tão fulcral como o de capitão, o clube não se pode dar ao luxo de errar novamente depois da caldeirada Moutinho que ainda continua a dar que falar;
- uma defesa alta em linha para os jogos em casa. Quem quer ser campeão tem que correr riscos. Agradou-me sobremaneira essa forma de encarar a partida mas é muito cedo para tirar mais ilações.
Morno:
- Pongolle e Matias Fernández têm tudo para explodir esta época mas as primeiras indicações não foram auspiciosas. Espero estar enganado. O Francês passa demasiado tempo ao lado do jogo. Tem dificuldades em provocar desequilíbrios. Por sua vez, o Chileno tem tudo para dar certo. Tem talento (o seu simples toque de bola não engana), tem velocidade explosiva e é bom nas bolas paradas, no entanto começo a ter aquela estranha sensação que me acompanhava quando via jogar Tonito aqui há uns anos atrás. Quando tem a bola controlada, em 90 % das situações Matias toma a decisão errada para o desenvolvimento da jogada ofensiva. Era isso que acontecia com o jogador espanhol que chegou a ser campeão, saliente-se. E não estou a comparar ambos os jogadores. Matias Fernández tem inegáveis qualidades e é a época do tudo ou nada para ele.
Negativo:
- Já escrevi tudo o que havia para escrever sobre Grimi. Já me faltam os adjectivos. A palavra anedota chateava-se;
- Carlos Saleiro não tem lugar neste plantel. É esforçado mas como jogador não enche as medidas a ninguém;
- faltam reforços e o retardamento da sua inclusão na equipa dificulta a construção e o crescimento do colectivo. Não nos podemos esquecer da valia dos plantéis rivais. A época vai ser longa e há constantemente jogadores lesionados. Neste momento, por exemplo, já estão impossibilitados dois presumíveis titulares, Carriço e Izmailov….
Positivo:
- Razoável assistência o que pode ser um sinal positivo relativamente à recuperação do fervor leonino;
- a instalação sonora emite agora um rugido de leão de quando em quando. Uma apropriada ideia que fica mesmo assim aquém do desejado. Aquele rugido devia estar sempre a bombar. Intimidava os adversários e sempre calava o idiota do speaker;
- vitória justa e clara contra semifinalista da última liga dos campeões;
- finalmente temos dois laterais sólidos, Evaldo e João Pereira. Nenhum deles é o Maicon, mas dão garantias de competitividade;
- felizmente que com o Mundial, Miguel Veloso não teve tempo suficiente nas férias para engordar os habituais 10 quilos;
- André Santos e Salomão deram mostras de ter potencial;
- a escolha de Polga para a primeira opção como capitão parece-me acertada. É uma alternativa segura para o lugar. Alia experiência com serenidade (ás vezes até demais) e leva meia dúzia de anos de leão ao peito. Face à curva descendente em que se encontra a sua carreira, não me parece que seja capaz de possuir ainda ambições externas que ponham em causa a coesão do grupo. A realidade é que para um lugar tão fulcral como o de capitão, o clube não se pode dar ao luxo de errar novamente depois da caldeirada Moutinho que ainda continua a dar que falar;
- uma defesa alta em linha para os jogos em casa. Quem quer ser campeão tem que correr riscos. Agradou-me sobremaneira essa forma de encarar a partida mas é muito cedo para tirar mais ilações.
Morno:
- Pongolle e Matias Fernández têm tudo para explodir esta época mas as primeiras indicações não foram auspiciosas. Espero estar enganado. O Francês passa demasiado tempo ao lado do jogo. Tem dificuldades em provocar desequilíbrios. Por sua vez, o Chileno tem tudo para dar certo. Tem talento (o seu simples toque de bola não engana), tem velocidade explosiva e é bom nas bolas paradas, no entanto começo a ter aquela estranha sensação que me acompanhava quando via jogar Tonito aqui há uns anos atrás. Quando tem a bola controlada, em 90 % das situações Matias toma a decisão errada para o desenvolvimento da jogada ofensiva. Era isso que acontecia com o jogador espanhol que chegou a ser campeão, saliente-se. E não estou a comparar ambos os jogadores. Matias Fernández tem inegáveis qualidades e é a época do tudo ou nada para ele.
Negativo:
- Já escrevi tudo o que havia para escrever sobre Grimi. Já me faltam os adjectivos. A palavra anedota chateava-se;
- Carlos Saleiro não tem lugar neste plantel. É esforçado mas como jogador não enche as medidas a ninguém;
- faltam reforços e o retardamento da sua inclusão na equipa dificulta a construção e o crescimento do colectivo. Não nos podemos esquecer da valia dos plantéis rivais. A época vai ser longa e há constantemente jogadores lesionados. Neste momento, por exemplo, já estão impossibilitados dois presumíveis titulares, Carriço e Izmailov….






