terça-feira, 18 de novembro de 2008

A Agonia

Repudiava com veemência as atrocidades cometidas. Envolto num oportunismo característico encarava cada pequena injustiça como se fosse a mãe de todas as lutas.
Possuía uma eloquência arrebatadora que oprimia qualquer tentativa de supremacia intelectual. Era um vencedor por natureza.

Um dia percebeu que estava a sufocar lentamente. Descomprimiu, repousou, pensou que podia voltar a ser quem foi mas aquele desespero inquietante nunca mais o abandonou. A sua luta terminou nesse momento.
Compreendeu assim que a agonia não estava para brincadeiras…..

Importa-se de repetir?

Ferreira Leite - o maior erro de casting de que há memória na política portuguesa - sugeriu hoje «se não seria bom haver seis meses sem democracia para pôr tudo na ordem»....
Força Portugal.....

domingo, 16 de novembro de 2008

DALI - pietà


A Notícia

Parece que PSP deteve hoje 30 membros da claque organizada do Benfica ““No Name Boys” tendo apreendido droga e tochas incendiárias.
Acontece que os serviços noticiosos das televisões têm dado destaque de abertura a este assunto. O mesmo se passa com os principais jornais online. No meu entender trata-se de uma questão absolutamente menor que não devia dar mais que uma nota de rodapé.
Clubismos à parte, constato que no fundo a verdadeira notícia é o facto dos rapazes sem nome, meros energúmenos imbecis, serem dignos deste destaque informativo. Isso sim, é notícia….

sábado, 15 de novembro de 2008

Eu quero ser campeão! (round 8) Sporting 0 Leixões 1

Depois de alcançado o apuramento para os oitavos da Champions e da injusta eliminação da taça diante do Porto, o Sporting voltou à Liga com uma comprometedora derrota caseira frente ao confiante líder Leixões averbando assim a terceira derrota em apenas 8 jogos.
Quando os dois melhores jogadores da equipa não rendem – Liedson e Izmailov – as probabilidades de vencer diminuem exponencialmente.
Numa prova de regularidade quando não se consegue ganhar seria importante não perder….
No entanto, ainda não é tempo de atirar a toalha ao chão.....

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pennyroyal Tea – Nirvana



Podia mencionar Last Days do enormíssimo Gus Van Sant mas é preferível ficar com o último fôlego de um condenado pela voz e corpo do próprio........

Filosofia de época

A castanha assada já não é o que era.

Não tem problema, as pessoas também nunca são o que parecem…….

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Bíblia

Guardava religiosamente a bíblia dentro da gaveta na mesa de cabeceira. Aliás, tinha uma bíblia escondida em cada divisão da casa.
Declamava religiosamente cada versículo com uma paixão exacerbada até à exaustão. Mesmo na casa de banho não dispensava a leitura dos ensinamentos do Senhor.
Acreditava religiosamente na verdade do que lia. Nunca pôs em causa qualquer das orientações sugeridas pelo Todo-Poderoso.
Desacreditava religiosamente que fosse algum dia pecar, pois o pecado era mau conselheiro.
Confiava religiosamente no objecto da sua fé. Ausentava-se somente para assistir à missa, levando sempre consigo a bíblia debaixo do braço.
Um dia, enquanto o Pároco da aldeia celebrava a missa, morreu de forma repentina. Religiosamente..….

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas.

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos – Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Tapete Voador

Documentário realizado pelo sempre interessante João Mário Grilo, ao qual assisti recentemente no DocLisboa.
Remete-nos para a milenar tradição da tecelagem de tapetes numa extraordinária e maravilhosa viagem a um mundo improvável e desconhecido.
O Realizador pretende com esta magnifica experiência abordar o legado dessa tradição nas suas múltiplas perspectivas, o que a meu ver é amplamente conseguido.

As filmagens deste documentário decorreram no Irão – Teerão, Shiraz, Esfahan e Kashan, em Londres – Casa Museu Sigmund Freud e em Lisboa especialmente no Museu Nacional de Arte Antiga durante a exposição O Tapete Oriental em Portugal. Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII.

Existe no filme um longo travelling, absolutamente fascinante, filmado numa Mesquita Iraniana. Mas o que mais impressiona é a dedicação consagrada pelos artesãos e artesãs à complexa arte de produção dos famosos tapetes.
A cena final do Documentário onde uma Senhora Iraniana recrimina a equipa de filmagem é absolutamente lapidar e a perfeita síntese do que se pretende transmitir com o mesmo.

Apesar de os Tapetes serem um tema pelo qual não tenha particular interesse ou sinta especial curiosidade não posso deixa de salientar o grande trabalho realizado por João Mário Grilo e a sua equipa, nesta viagem, por um universo tão particular….

O homem que sabia demais

Era uma vez um homem que sabia demais. Levantava-se manhã cedo espreguiçando-se penosamente perante a hesitação em enfrentar mais um dia.
Encarava sempre cada desafio como se fosse o último, aproveitando o tempo para alimentar os seus doutos conhecimentos que o levaram a ser reconhecido mundialmente por possuir uma versatilidade ímpar, sendo constantemente requisitado para receber os mais variados prémios em múltiplas áreas.

Certo dia conheceu a mulher que criava demais e num ápice tudo mudou na vida do homem que sabia de mais.
Apaixonaram-se numa noite de verão quando ambos passeavam os seus cães junto à marginal. Sentiram-se de imediato atraídos pelo saber e criatividade que inconscientemente ambos denunciavam. Falaram durante horas sobre a arte do saber discorrendo sobre os mais aprimorados temas.
Num momento mágico e após uns segundos de inspirador silêncio, empurrado por uma coragem que desconhecia ter, o homem que sabia demais acariciou com os seus graciosos dedos os lábios da mulher que criava demais. Após uns segundo em que os olhos lacrimejantes de emoção se contemplaram mutuamente os lábios de ambos aproximaram-se, envolvendo-se num beijo interminavelmente escaldante.
Num abrir e fechar de olhos, e perante o reflexo do espelho cintilante desenhado nas águas do Oceano, as mãos do homem que sabia demais deslizavam pela doce pele do deslumbrante corpo da mulher que criava demais. Os seus lábios extasiados percorriam o pescoço, os seios da mulher que criava demais perante os sussurros de prazer desta. Entregues sem contemplações à fogueira da paixão, as roupas de ambos pareceram voar para a eternidade, tal foi a velocidade a que foram despidas.
Enrolados pela areia húmida e sob o testemunho cúmplice de um luar luminoso os dois corpos fundiram-se num só alcançando em momentos o êxtase absoluto.

Dessa relação abençoada nasceu passados 9 meses aquele que viria a ser denominado anos mais tarde como o Homem que fazia demais.
Na senda dos seus progenitores prosseguiu de forma exemplar o brilhantismo herdado. Era um executor por excelência. Minucioso, ficou conhecido pela sua capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo, sem nunca perder o foco revelando sempre uma invulgar e elevada competência.

O Homem que sabia demais e a Mulher que criava demais tiveram ainda mais uma filha que ficou conhecida como a mulher que sentia demais.
Uma hipersensibilidade sem igual granjeou-lhe fama e fortuna tendo sido inclusivamente considerada a Rainha das Emoções. Dominava o Reino dos sentimentos com obstinação. Era a susceptibilidade em pessoa sem nunca demonstrar um mínimo sinal de racionalidade.

O homem que sabia demais e a mulher que criava demais separaram-se ao fim de 20 anos quando o pessimismo resultante do conhecimento empírico da realidade circundante do primeiro começou a esbarrar sistematicamente no optimismo proporcionado pela frutuosa imaginação criativa da segunda.
Passado aproximadamente um mês da separação, ambos vieram a falecer com um intervalo de uma semana.
Descobriu-se então que a arte e o saber, o saber e a arte, não sobrevivem por si sem coexistirem pacificamente de forma harmoniosa.

O homem que sabia demais sempre soube que a morte seria o seu fim….

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A Profecia

A vitória de Barack Obama nas eleições americanas é uma excelente noticia para a humanidade em geral e para os jovens em particular.
É um sinal incontestável que vivemos num mundo mais tolerante, mais plural que começa finalmente a deixar de parte divisões estéreis e inúteis.
As distinções sociais alicerçadas na cor de pele têm definitivamente os dias contados e isso é uma coisa extraordinária.
Para mim na mesma noite houve dois negros que me deram duas alegrias imensas. Derlei - o mágico - em Alvalade e Obama - o salvador - do outro lado do atlântico. Com evidências desta magnitude não podia mesmo ter quaisquer tendências racistas.

Ainda que tudo à sua volta seja demasiado encenado, Barack Obama possui uma capacidade de comunicação brilhante. O seu discurso de vitória é uma justa homenagem a todas as vítimas indefesas que tombaram na luta pelos direitos humanos.
Vai ser o presidente mais protegido na história da humanidade. Com a derrota dos republicanos ficaram muitos ódios reprimidos que podem explodir a qualquer momento.
Na ressaca da grande noite libertadora vão ressurgir movimentos radicais de extrema-direita tentando aproveitar ao máximo a incerteza dos tempos que correm. Além do mais, ao contrário do que muitos pensam, a América profunda não mudou. O triunfo de Obama é fruto de um contexto económico particularmente difícil.

Independentemente desta oportuníssima réstia de esperança no futuro da humanidade e de sentir uma alegria, ainda que efémera, pela morte politica do repugnante W. Bush não acredito, como já referi aqui, que algo de essencial mude com esta eleição.
A sociedade em que vivemos continuará a premiar o egoísmo e o umbiguismo. Continuará a valorizar a superficialidade das aparências. Continuará numa incessante caminhada rumo ao absoluto vazio.…

Concluindo, é absolutamente imprescindível hoje para mim recordar as palavras proféticas de Robert F.Kennedy quando em 1968 vaticinou que passados 40 anos haveria um Presidente negro nos Estados Unidos da América.
É necessário conhecer muito bem a terra que se pisa e ao mesmo tempo ser um profundo conhecedor da natureza humana para se proferir uma afirmação com essa longitude que passados precisamente 40 anos se cumpre em toda a sua plenitude.
E 40 anos foi demasiado tempo…….

Amadeo de Souza Cardoso


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A Santa Aliança

Podem rejubilar, a partir de agora o BPN é de todos nós.
Um presente antecipado para toda a população anunciando o natal que se aproxima. Um verdadeiro acto de puro altruísmo de quem nos vem governando….

Um regabofe, esta negociata nascida das intimas relações estabelecidas no âmbito do Bloco Central de interesses que vem dominando e já agora envenenando Portugal desde os primórdios da democracia.
O governo socialista resolveu dar a mão, neste caso muito pouco invisível, ao BPN que foi literalmente dizimado até ao actual estado de insustentabilidade e insolvabilidade financeira em que se encontra por ex-governantes, todos ligados ao PSD, limpando assim o Governo para debaixo do tapete toda a porcaria acumulada por esses senhores. Os nomes dos visados são do conhecimento público
Esta pérfida medida governamental, de um Governo amigo do seu amigo, vem simplesmente realçar o carácter promíscuo de toda esta gente que nos tem governado ou desgovernado ao longo dos anos….

O mais chocante, quanto a mim, é que não se vislumbrou no meio das declarações proferidas quer pelo Governo quer pelo Governador do Banco de Portugal até ao momento um mínimo sinal de repreensão (ou condenação) aos responsáveis por esta efectiva agressão aos cofres do estado e consequentemente ao bolso do pobre contribuinte…

Mais um dia normal de Alice no Pais da Maravilhas. Viva Portugal.….

domingo, 2 de novembro de 2008

Um fim do dia com José Sócrates (ou como transformar uma excelente ideia inicial numa enfadonha obsessão)

Olá querida, hoje foi um dia complicadíssimo.
Tomei o pequeno-almoço com o Ministro Magalhães com o objectivo de agilizar os procedimentos para expedição dos Magalhães para África. Depois estive numa reunião com o Assessor Magalhães onde preparámos a cerimónia de entrega de mais uns Magalhães numa escola. Seguidamente almocei com o gestor da empresa fornecedora do Magalhães tendo a conversa consistido em saber que mais podemos fazer para produzir um maior número de Magalhães no mais curto espaço de tempo possível. Depois fui fazer uma conferência solicitada pelo Presidente Magalhães para dar a conhecer os benefícios trazidos pelo Magalhães ao mundo....
À tardinha como era aniversário do Secretário Magalhães fomos todos comer e beber uns Magalhães. Embriagados pelo Magalhães ficámos ainda umas valentes horas a Magalhanzar….
Vem querida, vem deitar-te aqui com o Magalhães.

Porreiro, pá!….

Eu quero ser campeão! (round 7) Rio Ave 0 Sporting 1

O verdadeiro resultado foi Rio Ave - 0 Liedson - 2 mas somente 1 dos 2 golos facturados pelo levezinho é que contou.
Aliás gostava que alguém me dissesse com precisão quantos golos limpos é que já foram injustamente invalidados ao brasileiro no decorrer dos 6 anos que está em Portugal? Os dedos de ambas as mãos não sei se seriam suficientes para essa contabilização…
Mas o mais importante é que foi uma vitória alcançada com toda a justiça, em terreno difícil, num jogo crucial para as aspirações da equipa. Diria mesmo que com esta vitória recuperamos os 2 pontos perdidos na passada semana em Paços de Ferreira.
Em suma, foi a classe, determinação e a tenacidade de um incansável lutador que fazendo uso da sua habitual abnegação RESOLVEU o que tinha de ser RESOLVIDO!...