quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O Kamikaze Sonhador
Sonhou, sonhou, sonhou sem hesitar. Abdicou de tudo pelo seu sonho.
Até que um dia sonhou que era Kamikaze e nunca mais acordou…...
Um Natal Proletário
Ao que parece as grandes Instituições que tornaram este País grandioso como por exemplo o BCP - em caso de dúvida perguntem ao filho do Jardim Gonçalves (por curioso lapso da primeira vez escrevi em caso de dívida, em vez de dúvida ….) - vão deixar no corrente ano de apostar na quadra que se aproxima prescindindo de patrocinar a gigantesca árvore de natal que habitualmente congestiona o terreiro do paço.Será que a Banca deixou mesmo de acreditar no Pai Natal? Ou pretendem substituí-lo pelo Pai Sócrates, que como se sabe é amigo de seu amigo?
O que não deixa de ser estranho é que o homem de barba banca que mais tem sido recordado ultimamente é mesmo Karl Marx. É caso para dizer, Pais Natal de tudo o mundo, uni-vos……
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Lisboa
no seu coração profundo de alicerces
de argilas e de sísmicos arroios - cresce uma voz
que sobe e fende a brandura das casas
da escrita dos enumeráveis povos quase
nada resta - deitas-te exausto na lâmina da lua
sem saberes que o tejo te corrói e te suprime
de todas as idades da europa
mais além - para os lados do corpo - permanece
a tosse dos cacilheiros os olhos revirados
dos mendigos - o tecto onde um navio
nos separa de um vácuo alimentado a soro
plátanos brancos recortam-se luminescentes no olhar
de quem nos olha contra um céu desesperado - jardim
de iris açucenas palmeiras cobertas de rocio e
a ponte que nos leva aos campos do sul - lisboa
lugar derradeiro do riso
que já não te pode salvar do cemitério dos prazeres
e morres
carregado de tristezas e de mistérios - morres
algures
sentado numa praceta de bairro - o olhar fixo
no inferno marítimo das aves
Al Berto
A vida vivida da vidinha
numa existência vivida da alma
passa mais um dia resignado na vidinha….
domingo, 23 de novembro de 2008
A Turma
Com um nome bem mais interessante na denominação original do que na versão Portuguesa “Entre les murs” de Laurent Cantet, foi consagrado muito justamente este ano como Palma de Ouro em Cannes.No seguimento de Recursos Humanos de 1999 e de o Emprego do Tempo de 2001 (dois belíssimos filmes) Cantet continua a presentear as suas personagens com um realismo inexorável e entusiasmante.
Cineasta de excepção, procura com esta obra explorar o universo multicultural de uma grande cidade como Paris. Os códigos e as referências utilizadas pelas diferentes etnias são desvendadas de forma natural, sobrando ainda espaço para vivermos lado a lado com a amargura de um Professor perante os complexos reptos que lhe são lançados pelos seus rebeldes, pertinentes e sagazes alunos.
A referida turma é formada por actores não-profissionais que foram seleccionados entre alunos de uma escola dum bairro problemático da cidade luz com quem o realizador trabalhou todas as semanas sem excepção - durante um ano lectivo - em diversos ateliers de improvisação.
Um filme bastante actual face aos desafios que as políticas de educação no nosso País têm estado sujeitas em diversos prismas durante o presente ano de 2008. Talvez advenha daí a excelente adesão de público que o filme tem demonstrado, o que esperemos possa ser um bom sinal para um País cada vez mais multi-étnico no caminho de uma sociedade mais tolerante face à diversidade...
Eu quero ser campeão! (round 9) Naval 0 Sporting 1
Numa jornada absolutamente decisiva como resultado das três derrotas entretanto acumuladas houve direito a heroísmo de leão na Figueira da Foz.Paulo Bento pode muito bem ter ganho hoje uma equipa apesar da qualidade do jogo praticado continuar longe do que é exigido. Com excepção do jogo com o Porto para a taça - que até acabámos por perder - a equipa não tem conseguido apresentar um futebol acutilante e ambicioso. No entanto, só para que conste, eu sou daqueles que prefiro ganhar mal e porcamente por um a zero do que assistir a uma exibição de encher o olho sem vencer.
Como o verde será sempre a cor da esperança na próxima quarta-feira lá estaremos para ver Lionel Messi, Samuel Eto’o e companhia passarem um mau bocado em Alvalade – pelo menos assim o espero - apesar das inúmeras baixas que o Sporting certamente apresentará.
Relativamente ao jogo o segundo golo cruelmente desperdiçado por Liedshow quase no fim do mesmo daria, quanto a mim, maior justiça ao resultado. Quem reage como o Sporting reagiu a uma série de adversidades durante todo o encontro merecia mais essa recompensa.
Por outro lado, as expulsões incompreensíveis de dois jogadores experientes como são Derlei e Caneira deveriam ser alvo de um conduta disciplinar ao nível pecuniário por parte da SAD até porque ambos são reincidentes. Todavia relativamente a Derlei assinalo a seguinte questão:
O Jogador sempre teve mau feitio - não é de agora – mas nos tempos em que actuava no FCP não era tantas vezes expulso, isto se bem me lembro. Talvez os apitos nessa época fossem mais dourados e menos propensos a julgamentos precipitados?.....
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Porquê, só agora?
José Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado de um dos governos do Professor Cavaco, fundador do grupo Sociedade Lusa de Negócios que integra o BPN, foi hoje detido na sequência de buscas domiciliárias efectuadas a duas das suas residências por suspeita de burla agravada, falsificação de documentos, fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Saliento que este homem foi Secretário de Estado de Assuntos Fiscais, uma área pela qual nutre, claramente, especial predilecção….
Mas porque é que Justiça em Portugal anda sistematicamente a reboque dos media e dos assuntos que estão na ordem do dia?
Mas porque é que a actuação da Justiça em Portugal está sujeita a critérios de oportunidade? Recordo-me da primeira detenção de Vale e Azevedo em que se aguardou que a Excelência deixasse de ser presidente de um clube de futebol para poder ser detido e constituído arguido….
E como é que os cidadãos de um estado constitucionalmente de direito podem ter confiança numa justiça que age desta forma?....
A detenção de Oliveira e Costa, tardiamente efectuada, somente serve para descredibilizar ainda mais um sistema que já não tinha credibilidade.
A Procuradoria-Geral da República tenta com esta operação defender o indefensável e justificar o que não tem justificação…….
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A Agonia
Possuía uma eloquência arrebatadora que oprimia qualquer tentativa de supremacia intelectual. Era um vencedor por natureza.
Um dia percebeu que estava a sufocar lentamente. Descomprimiu, repousou, pensou que podia voltar a ser quem foi mas aquele desespero inquietante nunca mais o abandonou. A sua luta terminou nesse momento.
Compreendeu assim que a agonia não estava para brincadeiras…..
domingo, 16 de novembro de 2008
A Notícia
Parece que PSP deteve hoje 30 membros da claque organizada do Benfica ““No Name Boys” tendo apreendido droga e tochas incendiárias.
Acontece que os serviços noticiosos das televisões têm dado destaque de abertura a este assunto. O mesmo se passa com os principais jornais online. No meu entender trata-se de uma questão absolutamente menor que não devia dar mais que uma nota de rodapé.
Clubismos à parte, constato que no fundo a verdadeira notícia é o facto dos rapazes sem nome, meros energúmenos imbecis, serem dignos deste destaque informativo. Isso sim, é notícia….
sábado, 15 de novembro de 2008
Eu quero ser campeão! (round 8) Sporting 0 Leixões 1
Quando os dois melhores jogadores da equipa não rendem – Liedson e Izmailov – as probabilidades de vencer diminuem exponencialmente.
Numa prova de regularidade quando não se consegue ganhar seria importante não perder….
No entanto, ainda não é tempo de atirar a toalha ao chão.....
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Pennyroyal Tea – Nirvana
Podia mencionar Last Days do enormíssimo Gus Van Sant mas é preferível ficar com o último fôlego de um condenado pela voz e corpo do próprio........
Filosofia de época
A castanha assada já não é o que era.
Não tem problema, as pessoas também nunca são o que parecem…….
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
A Bíblia
Guardava religiosamente a bíblia dentro da gaveta na mesa de cabeceira. Aliás, tinha uma bíblia escondida em cada divisão da casa.
Declamava religiosamente cada versículo com uma paixão exacerbada até à exaustão. Mesmo na casa de banho não dispensava a leitura dos ensinamentos do Senhor.
Acreditava religiosamente na verdade do que lia. Nunca pôs em causa qualquer das orientações sugeridas pelo Todo-Poderoso.
Desacreditava religiosamente que fosse algum dia pecar, pois o pecado era mau conselheiro.
Confiava religiosamente no objecto da sua fé. Ausentava-se somente para assistir à missa, levando sempre consigo a bíblia debaixo do braço.
Um dia, enquanto o Pároco da aldeia celebrava a missa, morreu de forma repentina. Religiosamente..….
Tabacaria
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas.
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos – Heterónimo de Fernando Pessoa
terça-feira, 11 de novembro de 2008
O Oásis de Jardim
Alberto João Jardim continua imparável e leva assim ao extremo o seu próprio conceito de avaliação dos professores.
Sem tempo para discussões que isso são mariquices de democracias enfraquecidas e com base em critério de um exemplar rigor....
O Professor Cavaco, mais uma vez, assobia para o ar...................
Força Portugal!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O Tapete Voador
Documentário realizado pelo sempre interessante João Mário Grilo, ao qual assisti recentemente no DocLisboa.Remete-nos para a milenar tradição da tecelagem de tapetes numa extraordinária e maravilhosa viagem a um mundo improvável e desconhecido.
As filmagens deste documentário decorreram no Irão – Teerão, Shiraz, Esfahan e Kashan, em Londres – Casa Museu Sigmund Freud e em Lisboa especialmente no Museu Nacional de Arte Antiga durante a exposição O Tapete Oriental em Portugal. Tapete e Pintura, séculos XV-XVIII.
Existe no filme um longo travelling, absolutamente fascinante, filmado numa Mesquita Iraniana. Mas o que mais impressiona é a dedicação consagrada pelos artesãos e artesãs à complexa arte de produção dos famosos tapetes.
A cena final do Documentário onde uma Senhora Iraniana recrimina a equipa de filmagem é absolutamente lapidar e a perfeita síntese do que se pretende transmitir com o mesmo.
Apesar de os Tapetes serem um tema pelo qual não tenha particular interesse ou sinta especial curiosidade não posso deixa de salientar o grande trabalho realizado por João Mário Grilo e a sua equipa, nesta viagem, por um universo tão particular….



