terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pastelaria

Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
— ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo:
fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria e, lá fora — ah, lá fora! — rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra.

Mário Cesariny

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As Autárquicas

Lisboa afinal ainda tem sentido.
Santana declarado morto pela centésima vez.
Valentim tremeu mas continua a berrar em Gondomar.
Oeiras cada vez é mais espertalhona e menos instruída.
Os grosseirões de Felgueiras não precisam mais de ir à Escola….

A Magnífica




sábado, 10 de outubro de 2009

O Absurdo





Talvez daqui a uns anos - dependendo do seu comportamento - fosse merecedor de tal distinção mas neste momento não passa de uma sintomática subserviência sem sentido.
A Estupidez é mesmo universal…..

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eu voto Branco (parte III)

Estou ainda recenseado fora de Lisboa, provavelmente por pouco tempo, pois brevemente terei de requerer o cartão do cidadão e a partir desse momento começarei a votar em Lisboa.
Independentemente disso, por questões operacionais, não sei se irei ou não votar no próximo Domingo mas se tal suceder votarei certamente branco na senda das anteriores eleições de 2009. Aliás, o Concelho onde estou recenseado é um caso típico da decadência do Poder Autárquico em Portugal. O Presidente da Câmara está no poder há 24 anos com as vicissitudes que isso representa. No caso, felizmente sem sacos azuis e afins, pelo menos que sejam do conhecimento público.
A conclusão óbvia que o cidadão comum retira é que a lei de limitação dos mandatos pecou por tardia e também por ser branda ao permitir mais quatro anos de permanência em funções a quem já se vem perpetuando no poder. Num país com os ancestrais problemas que Portugal continua a ter – olhe-se para os índices galopantes de corrupção – a durabilidade da permanência dos Autarcas à frente das Câmaras é um crime absolutamente sufocante para o desenvolvimento do País.
O problema central é que o conceito de serviço público nasce precisamente da lógica inversa. Ou seja, as pessoas durante um determinado período da sua vida abdicam das suas carreiras profissionais para, caso sejam eleitos e a troco de uma remuneração, exercerem as nobres funções de Autarcas tendo como desígnio servir os seus conterrâneos. Acontece que na grande maioria dos casos as pessoas fazem disso a sua profissão e quando assim é aparecem os Isaltinos e as Felgueiras deste mundo….

Basta pensar no caos urbanístico das nossas cidades e na tendência generalizada que existe para negociatas com construtores civis, basta pensar na estúpida propensão para construir rotundas sem sentido, basta pensar nas mordomias auto-proclamadas pelos caciques que estão pregados ao poder, basta pensar que num país ainda do respeitinho as Câmaras Municipais são as maiores entidades empregadoras, basta pensar na apetência instituída para formar círculos de poder com base em relações puramente pessoais sem o mínimo de respeito por critérios de competência, basta pensar nisto tudo e percebemos o porquê do atraso irreparável do País…

No entanto, caso já estivesse recenseado em Lisboa muito provavelmente iria escapar à minha tendência pela brancura em eleições. Não por apoiar declaradamente esta ou aquela candidatura mas por não poder perder a oportunidade de votar contra Santana Lopes e assim tentar contribuir para que ele não atinja os seus objectivos.
Tendencialmente votaria António Costa. Apesar de um mandato bastante limitado pelas circunstâncias - onde objectivamente não existe obra visível - tenho a convicção de ser pessoa séria, corajosa e competente. Seria obviamente uma excepção à minha consciência cívica que me obriga a votar normalmente em branco. Justifica-se esta minha recaída pelo simples facto de que votaria contra Santana Lopes qualquer que fosse a eleição. Se hipoteticamente Santana Lopes se candidatar a secretário de um associação de Pais de uma qualquer escola, voto contra. Se Santana Lopes se candidatar a tesoureiro da associação cultural e recreativa dos amigos da pinga, voto contra. Isto pelo simples facto de entender que Pedro Santana Lopes é um péssimo, um terrível candidato a algo que seja..….

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Arena + Taking Woodstock

A curta-metragem Arena, primeiro filme do realizador português João Salaviza, que recebeu a Palma de Ouro da categoria no Festival de Cannes aparece como complemento a Taking Woodstock e deixa muita expectativa relativamente ao percurso futuro do jovem cineasta. E não é pelo prémio que apesar de prestigiante, não significa por si grande coisa. Arena é uma bela metáfora à brava vida das sociedades actuais. A narrativa, ou melhor os gladiadores, encontram-se no Bairro da Flamenga em Chelas mas podiam estar em luta selvática pela sobrevivência noutro lugar qualquer….

 
Baseado numa história real, Taking Woodstock realizado pelo consagrado - e agora muito americanizado Ang Lee - é um mergulho na cultura hippie dos anos 60 e uma atraente perspectiva de um dos seus marcos mais inolvidáveis: o festival de Woodstock que juntou mais de 500 000 pessoas em 3 dias de Paz e Música .
Estávamos em 1969, os Estados Unidos enterravam-se no Vietname e o Homem tinha acabado de chegar à lua. Quando o hotel dos pais de Elliot, o personagem principal no filme de Lee, é ameaçado de despejo, este oferece o terreno para promover o festival rock e assim arrecadar algum dinheiro para pagamento da hipoteca do hotel. Não imaginava ele as enormes proporções que tal gesto provocaria na história da cultura musical.
Sem ser um dos melhores filmes de Ang Lee, e sem acrescentar algo de extraordinário à sua obra, fica como mais uma interessante abordagem ao fenómeno ocorrido no mítico festival de Woodstock, onde durante 3 dias tudo pareceu possível. Infelizmente foi sol de pouca dura pois o capitalismo mais desenfreado espreitava, desvairado, ao dobrar da esquina….

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Teimosia

O Orgulho toldava-lhe a visão das coisas. Sentia-se cada vez mais perto do fim, contudo num último acervo de dignidade resolveu adiar o inevitável. Nada lhe restava na vida. Tinha perdido a própria vergonha. A teimosia era o seu último reduto, a sua derradeira crença……

sábado, 3 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Cobardia

Numa das piores exibições que tenho memória para uma competição europeia, o grande Sporting derrotou os alemães do Hertha Berlim por um a zero.

Fui um dos 17 000 masoquistas que foram a Alvalade - valorosos sobreviventes à infeliz PauloBentização do clube - e não consegui vislumbrar um mero vestígio de um rasgo, qualquer que ele fosse, no futebol do Sporting. Nem mesmo Liedson escapou à vulgaridade. Paulo Bento no fim do jogo fugiu para os balneários deixando os jogadores sozinhos, entregues a si próprios, a serem vaiados no centro do terreno....

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Bidé da Maria

A nota de maior destaque no empolgante rosário aos Portugueses do Professor Cavaco foi, entre outras vacuidades, a pertinente observação relativa ao mail do seu computador pessoal.
Fico na expectativa de no próximo sermão possamos finalmente ficar a conhecer os hábitos higiénicos da primeira-dama da nação.

Este País não é para ser levado a sério. Portugal é uma enorme mentira……

sábado, 26 de setembro de 2009

A Normalidade


Um jogo normal.
Uma derrota normal.
Uma arbitragem normal.
Um Grimi normal….

Falta de ambição inicial.
Más opções técnicas.
Um treinador de cabeça perdida e o meu Sporting a oito pontos do Braga e atrás do Rio Ave….

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eu voto Branco (parte II)

Depois de uma primeira abordagem nas Europeias voltarei a votar branco, por uma questão de consciência, nas eleições legislativas de Domingo.
E o que nos reservou esta campanha que agora entra na recta final:

Começando pelo PS, José Sócrates mantém a vontade e a determinação de governar e isso, quer se queira quer não, é um ponto a seu favor. Não se pode minimizar o facto de ser cada vez maior a aversão a cargos políticos na Sociedade Civil. Sócrates tem esse mérito. Sabe o que quer e luta com pragmatismo pelos seus objectivos sendo que obviamente não basta querer para que a obra nasça.
Mais contestação, menos contestação, mais magalhães, menos magalhães, que aliás é uma boa medida em qualquer parte do mundo, o Governo fez, quanto a mim, um trabalho aceitável na educação.
Na Saúde, com a saída de Correia de Campos, de longe o melhor e mais bem preparado Ministro da Saúde do pós 25 de Abril, Sócrates deu sinais de fraqueza. Correia de Campos não tinha a protecção dos media que o ridicularizavam constantemente mas é aí que se vê a diferença entre quem governa exclusivamente com base em critérios de imagem e quem governa com o desígnio de resolver os problemas dos cidadãos. Aliás, é curioso, mas de repente deixaram de ocorrer partos em ambulâncias por esse País fora. Como se isso fosse, de todo, possível…
O pecado capital deste Governo foi, quanto a mim, o excessivo peso dado à política de comunicação governativa e por aí merece ser penalizado. Sócrates, muitas das vezes, deixa passar a ideia de gerir uma imensa empresa de Marketing sem que daí advenham benefícios directos para as pessoas. Fez cedências inaceitáveis no sentido de controlar os soundbytes mais críticos. Fez grande alarido com eventos vazios de conteúdo. Tem Ministros que além de serem porta-vozes para isto e para aquilo, o caso de Pedro Silva Pereira por exemplo, não se lhes reconhece outras competências, o que até se torna extraordinariamente redutor para eles.
O Plano de reestruturação da administração pública, vulgo PRACE, deu parcos resultados, prolongando uma doença que parece incurável. Não se trata de despedir em grande escala mas de racionalizar recursos na Administração Central do Estado com objectividade e rentabilidade, algo que nunca foi conseguido.
Sócrates substituiu o Ministro das Finanças, o independente Campos e Cunha, demasiado cedo, o que deixou desde logo uma grande desconfiança relativamente ao rumo a seguir, tratando-se ainda para mais de um lugar nevrálgico na acção governativa. Valeu-lhe nesse ponto o versátil Teixeira dos Santos que fez sempre o jogo mais conveniente a Sócrates, com resultados ainda assim aceitáveis face ao contexto económico global.

O PSD, com o erro de casting de Ferreira Leite como líder, dificilmente poderá ambicionar mais que o ressurgimento do perverso bloco central de interesses de tão má memória para o País. A Campanha não me parece que tenha corrido extraordinariamente mal. Só quem viva em outro planeta podia ter expectativas mais elevadas….

O Bloco é uma fantasia e o seu programa assenta em grande parte em medidas não exequíveis que dependem de consensos internacionais impossíveis de obter. Por outro lado, o BE com o crescimento que continua a ostentar perde parte da credibilidade intelectual que possuía. Além do mais, ninguém me convence que Louça, no dia em que tiver responsabilidades governativas, não fugirá para parte incerta….

A CDU fez a Campanha do costume, partilhando alguns pecados com o Bloco. Jerónimo de Sousa compensou alguma impreparação em matérias mais técnicas com aquele entusiasmo, genuinidade e espontaneidade singulares que são a sua imagem de marca. Só por isso, Jerónimo, merece um bom resultado que contudo não será fácil obter.

O PP de Paulo Portas, cada vez menos CDS, prosseguiu a sua caminhada pelas feiras e mercados do Portugal profundo. Beneficiou durante a Campanha do grande à vontade do seu líder e também - há que admiti-lo - da sua inteligência quer nos debates, quer no contacto diário com os eleitores. Ninguém pode subvalorizar a experiência acentuada que possui na área da comunicação. Foi um bom Jornalista, o que nos dias que correm, atendendo à política que se faz, é uma mais-valia indesmentível.

Não acredito sinceramente que quer os debates, quer os casos ocorridos na Campanha possam ter grande impacto nos resultados finais.
Relativamente aos debates o facto mais saliente, na minha óptica, por ser inesperado, foi a “tareia” que Sócrates deu a Louça.
Paulo Portas é o terreno onde se sente obviamente mais confortável. Jerónimo não conseguiu esconder algumas fragilidades de perfil relativamente ao formato escolhido para os debates. Ferreira-Leite, apesar das gaffes, evitou o descalabro que alguns auguravam.
Nos casos mediáticos da Campanha, o episódio TVI é uma fantochada, e o das escutas, se põe alguém em cheque é Cavaco, como resultado do delicado momento escolhido para a demissão do seu leal assessor, sendo que aqui acredito que possa haver um voto residual, não muito significativo, que fuja do PSD favorecendo Sócrates.
Porém, um dos episódios mais interessantes desta campanha, na minha óptica, tem como alvo o até aqui impoluto Bloco de Esquerda. E é bastante elucidativo acerca do carácter da classe politica que nos governa. O facto de Louça ser titular de um PPR não chega a ser um caso até porque se trata de poupança pura e dura. O homem tem que pôr o dinheiro em algum lado. Agora o investimento em acções levado a cabo por aquelas caras bonitas pertencentes a duas ilustres deputadas da nação mediaticamente muito atraentes – Ana Drago e Joana Amaral Dias - merecia no mínimo um pedido de desculpas e uma justificação por parte das mesmas. É que são precisamente este tipo de hipocrisias decadentes que o BE - e muito bem – tem por hábito trazer para a praça pública. A malta defende, em grande medida, nacionalizações em diferentes sectores mas quando é o meu dinheirinho deixa cá fazer um investimentozinho na bela da privatização que é capaz de render. Obviamente que são questões pessoais, irrelevantes em termos políticos, mas diz muito acerca da falta de coluna vertebral dos nossos eleitos.

Depois das eleições de Domingo, qualquer que seja o desfecho, uma certeza eclodirá: o País caminha para a ingovernabilidade, mesmo que nos queiram convencer do contrário.

Brevemente, em um cinema perto de si, mais uma sequela do “eu voto branco” tendo com pano de fundo as Autárquicas 2009…..

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Ferros

O Sporting venceu sofregamente o recém-promovido Olhanense por 3 a 2 em partida que mais uma vez trouxe ao de cima as manifestas fragilidades na organização colectiva da equipa. Aliás, ultimamente até me tem faltado a paciência para falar deste Sporting tal é a previsibilidade do futebol apresentado. A carência no fio condutor do jogo é por demais evidente.
A sensação que tenho é que Paulo Bento leva a equipa para o abismo e por norma Liedson - hoje foram outros – somente vão adiando o inevitável. Isto apesar de o treinador ter 7 vidas como os gatos. Quando parece que finalmente vai cair, lá aparece um bom resultado ou uma exibição mais conseguida a adiar o desejado funeral. Penso aliás ser esse, neste momento, o desejo da esmagadora maioria dos adeptos. Pelo menos, dos mais esclarecidos.
A verdade é que a equipa joga um futebol desgarrado e sem nexo. Quer o Braga, quer o próprio Olhanense apresentam actualmente uma consistência táctica mais assertiva que o Sporting. Esta é que é a dura realidade, por muito que me custe verificar.
Na próxima semana visitamos o estádio do dragão e aí se verá a real ambição desta equipa. Um candidato assumido, na minha perspectiva, não se pode contentar com um empate em confronto com um concorrente directo….

O único factor positivo que descobri na exibição da equipa no jogo de hoje foi o facto de - graças à nossa inoperância - termos conseguido fazer com que Miguel Garcia tenha dado uns ares de algo vagamente semelhante a um jogador de futebol….

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Time After Time e True Colors - Cindy Lauper





Uma fabulosa intérprete despontada nos gloriosos anos 80 e muitas vezes injustamente esquecida..….

Poema do silêncio

Sim, foi por mim que gritei.
Declamei,
Atirei frases em volta.
Cego de angústia e de revolta.

Foi em meu nome que fiz,
A carvão, a sangue, a giz,
Sátiras e epigramas nas paredes
Que não vi serem necessárias e vós vedes.

Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!

Eu, o meu eu rico de baixas e grandezas,
Eis a razão das épi trági-cómicas empresas
Que, sem rumo,
Levantei com sarcasmo, sonho, fumo...

O que buscava
Era, como qualquer, ter o que desejava.
Febres de Mais. ânsias de Altura e Abismo,
Tinham raízes banalíssimas de egoísmo.

Que só por me ser vedado
Sair deste meu ser formal e condenado,
Erigi contra os céus o meu imenso Engano
De tentar o ultra-humano, eu que sou tão humano!

Senhor meu Deus em que não creio!
Nu a teus pés, abro o meu seio
Procurei fugir de mim,
Mas sei que sou meu exclusivo fim.

Sofro, assim, pelo que sou,
Sofro por este chão que aos pés se me pegou,
Sofro por não poder fugir.
Sofro por ter prazer em me acusar e me exibir!

Senhor meu Deus em que não creio, porque és minha criação!
(Deus, para mim, sou eu chegado à perfeição...)
Senhor dá-me o poder de estar calado,
Quieto, maniatado, iluminado.

Se os gestos e as palavras que sonhei,
Nunca os usei nem usarei,
Se nada do que levo a efeito vale,
Que eu me não mova! que eu não fale!

Ah! também sei que, trabalhando só por mim,
Era por um de nós. E assim,
Neste meu vão assalto a nem sei que felicidade,
Lutava um homem pela humanidade.

Mas o meu sonho megalómano é maior
Do que a própria imensa dor
De compreender como é egoísta
A minha máxima conquista...

Senhor! que nunca mais meus versos ávidos e impuros
Me rasguem! e meus lábios cerrarão como dois muros,
E o meu Silêncio, como incenso, atingir-te-á,
E sobre mim de novo descerá...

Sim, descerá da tua mão compadecida,
Meu Deus em que não creio! e porá fim à minha vida.
E uma terra sem flor e uma pedra sem nome
Saciarão a minha fome.

José Régio

domingo, 20 de setembro de 2009

O Descalabro

A enxovalhante bandalheira que se tornou a presente campanha eleitoral para as legislativas é terceiro-mundista. Torna-se, contudo, extraordinariamente elucidativa do País dos Compadrios estabelecidos e da intriga rasteira em que, infelizmente, nos transformamos. Vale tudo menos tirar olhos…