A curta-metragem Arena, primeiro filme do realizador português João Salaviza, que recebeu a Palma de Ouro da categoria no Festival de Cannes aparece como complemento a Taking Woodstock e deixa muita expectativa relativamente ao percurso futuro do jovem cineasta. E não é pelo prémio que apesar de prestigiante, não significa por si grande coisa. Arena é uma bela metáfora à brava vida das sociedades actuais. A narrativa, ou melhor os gladiadores, encontram-se no Bairro da Flamenga em Chelas mas podiam estar em luta selvática pela sobrevivência noutro lugar qualquer….Baseado numa história real, Taking Woodstock realizado pelo consagrado - e agora muito americanizado Ang Lee - é um mergulho na cultura hippie dos anos 60 e uma atraente perspectiva de um dos seus marcos mais inolvidáveis: o festival de Woodstock que juntou mais de 500 000 pessoas em 3 dias de Paz e Música .
Estávamos em 1969, os Estados Unidos enterravam-se no Vietname e o Homem tinha acabado de chegar à lua. Quando o hotel dos pais de Elliot, o personagem principal no filme de Lee, é ameaçado de despejo, este oferece o terreno para promover o festival rock e assim arrecadar algum dinheiro para pagamento da hipoteca do hotel. Não imaginava ele as enormes proporções que tal gesto provocaria na história da cultura musical.
Sem ser um dos melhores filmes de Ang Lee, e sem acrescentar algo de extraordinário à sua obra, fica como mais uma interessante abordagem ao fenómeno ocorrido no mítico festival de Woodstock, onde durante 3 dias tudo pareceu possível. Infelizmente foi sol de pouca dura pois o capitalismo mais desenfreado espreitava, desvairado, ao dobrar da esquina….



































