

O dia é inteiramente de Carlos Queiroz depois de Portugal ter conseguido o apuramento para o Mundial. Sempre gostei do seu aspecto ponderado e estudioso próprio de um verdadeiro gentleman. Lembro-me da mágoa que senti por não ter conseguido ser campeão como treinador do meu Sporting onde ganhou somente uma Taça de Portugal.
Realço, hoje, a extrema importância da paciência e cordialidade que Queiroz sempre demonstrou, mesmo quando 90 % do País achava que só um milagre levaria Portugal ao Mundial da África do Sul em 2010. Se Queiroz fosse Maradona e Portugal a Argentina, hoje o Seleccionador teria de pedir certamente desculpa às Senhoras.
Os pseudo-doutos psicólogos do futebol que se julgam detentores da verdade absoluta já há muito tinham feito o funeral a esta selecção. Carlos Queiroz manteve sempre um discurso coerente, sem contudo fugir às responsabilidades, mesmo quando saiu humilhado do Brasil em jogo que Portugal saiu copiosamente derrotado.
Acreditou sempre no seu trabalho evidenciando um optimismo muito pouco Português. Para ele, que passou seis anos em Inglaterra coadjuvando Ferguson no Machester United, It's not over until the fat lady sings e a Senhora Gorda ainda não tinha cantado……


































