Foi GOLO do Sporting. Por cada LEÃO que cair outro se levantará….
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A Era dos túneis
Apesar do meu Sporting estar desde há muito afastado da luta pelo título (onde nunca chegou a entrar, aliás) esta época futebolística tem sido bastante interessante com uma constante incerteza relativamente ao vencedor do campeonato e com um surpreendente Super-Braga na luta pelos primeiros lugares. Independentemente desta constatação parece que os duelos dos túneis podem vir a ser decisivos na atribuição do campeonato como se percebe pelos castigos atribuídos a jogadores do Porto e do Braga.
O próprio Benfica - apesar de ainda não ter ganho nada e de eu continuar bastante céptico relativamente às reais capacidades de Jorge Jesus - não merecia, pelo perfume do futebol ofensivo que tem espalhado por esses campos fora, que os seus méritos fiquem de alguma forma estigmatizados pelo fantasma do jogo subterrâneo dos túneis.
Quer se queira quer não, o futebol português continua a espantar não pelo futebol jogado mas por especificidades próprias que permitem que um jogador fique suspenso por mais de dois meses, o equivalente a aproximadamente treze jogos, sem saber o castigo real a que estará submetido. Aqui ao lado em Espanha (para não ir mais longe) normalmente estes casos demoram dois dias a ser resolvidos.
Em suma, depois da impunidade com que a Máfia nortenha andou a distribuir fruta pelos campeonatos, parece que agora o Futebol Português entrou num novo período: A Era dos Túneis. Força Portugal…
O próprio Benfica - apesar de ainda não ter ganho nada e de eu continuar bastante céptico relativamente às reais capacidades de Jorge Jesus - não merecia, pelo perfume do futebol ofensivo que tem espalhado por esses campos fora, que os seus méritos fiquem de alguma forma estigmatizados pelo fantasma do jogo subterrâneo dos túneis.
Quer se queira quer não, o futebol português continua a espantar não pelo futebol jogado mas por especificidades próprias que permitem que um jogador fique suspenso por mais de dois meses, o equivalente a aproximadamente treze jogos, sem saber o castigo real a que estará submetido. Aqui ao lado em Espanha (para não ir mais longe) normalmente estes casos demoram dois dias a ser resolvidos.
Em suma, depois da impunidade com que a Máfia nortenha andou a distribuir fruta pelos campeonatos, parece que agora o Futebol Português entrou num novo período: A Era dos Túneis. Força Portugal…
A quem faz pão ou poema
A quem faz pão ou poema
só se muda o jeito à mão
e não o tema.
Atingira um silêncio tão de espanto
que era todo universo à sua volta
um seduzido canto.
E posto que viver me é excelente
cada vez gosto mais de menos gente.
Não sei quem manda na vida
mas a quem for eu me entrego
e o que queira me decida.
Pé firme leve dança
que o saber seja adulto
mas o brincar de criança.
Agostinho da Silva
só se muda o jeito à mão
e não o tema.
Atingira um silêncio tão de espanto
que era todo universo à sua volta
um seduzido canto.
E posto que viver me é excelente
cada vez gosto mais de menos gente.
Não sei quem manda na vida
mas a quem for eu me entrego
e o que queira me decida.
Pé firme leve dança
que o saber seja adulto
mas o brincar de criança.
Agostinho da Silva
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
À Minha Maneira – Xutos & Pontapés
Há 20 anos atrás, quando via isto, até as entranhas ficavam em alvoroço. A raiva (a minha e a deles) dissipou-se com o tempo mas ficou para sempre a atitude rebelde. Resta-me assinalar o agradecimento. Obrigado, Srs. Comendadores!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
O Entrudo
Jeremias execrava o Carnaval. E tinha boas razões para isso. Um ano mascarou-se de político e acabou enredado nas teias da corrupção.
Este ano pensou mascarar-se de Palhaço mas o respectivo disfarce já se encontrava reservado. E eram inúmeros os pretendentes em fila de espera….
Este ano pensou mascarar-se de Palhaço mas o respectivo disfarce já se encontrava reservado. E eram inúmeros os pretendentes em fila de espera….
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Sol de Inverno

A montanha pariu um rato. Este País só dá mesmo para rir. A primeira página sensacionalista do Sol (O Polvo em letras garrafais acompanhado pelo perfil do totó do Sócrates) é um nojo do ponto de vista jornalístico. Lê-se os subtítulos e percebe-se o embuste criado.
Anda meio mundo há anos (com muita gente incompetente pelo meio – Moura Guedes, etc) a tentar apanhar com a boca na botija um idiota que nem sabe quem é o José Luís Peixoto e o máximo que conseguem é isto. Ainda vão acabar por descobrir que o homem vai às compras ao Domingo….
Quem ouve Felícia Cabrita muito perturbada a falar deste caso na TVI e constata ao mesmo tempo que o famigerado “Sol” é vendido em Angola com uma edição diferente, omitindo muito convenientemente as escutas envolvendo o empresário Joaquim Oliveira para não comprometer as negociatas com José Eduardo dos Santos, percebe o pântano em que estamos atolados. Pela mais suprema ironia são precisamente nestas chico-espertices que está a génese do que o Sol denuncia. E há ainda quem faça filas para comprar o jornal fabricado por esta gentinha…
Relativamente às escutas propriamente ditas observo que este pobre país sempre teve como desígnio o servilismo mais inquietante. Este caso vem evidenciar essa atávica característica lusa. De resto, as conversas relatadas tratam de minudências sem sentido que todos já sabíamos, infelizmente, existir...
A realidade é que o Jornalismo em Portugal anda pelas ruas da amargura. Isto sem generalizações abusivas. Há excelentes profissionais, é certo. Agora se houvesse integridade e imparcialidade na classe não germinariam oportunidades para estas manipulações orquestradas que são aliás cozinhadas em todos os quadrantes políticos sem excepção. A verdade pura e dura é que o quarto poder, o mais decisivo nos dias que correm, está nas mãos de meia dúzia de débeis mentais, alguns bem incompetentes por sinal…
A um outro nível, José Sócrates sempre foi obcecado com os media e isso vai-lhe custar caro, como aliás sempre foi previsível. Deveria como Primeiro-Ministro manter uma atitude mais distante, ignorando o que se diz dele e limitando-se a governar que foi para isso que foi eleito. Não é legitimo atribuir-lhe culpas pelos anseios dos seus subordinados em agradar ao Chefe. Não é legitimo acusá-lo por não saber escolher os amigos (os critérios são pessoais e intransmissíveis) mas é já impossível passar incólume de mais este degradante episódio. Sair agora de cena, estendendo a passadeira a António Costa – mais low profile e menos irascível que Sócrates – não seria tão má ideia quanto isso……
Anda meio mundo há anos (com muita gente incompetente pelo meio – Moura Guedes, etc) a tentar apanhar com a boca na botija um idiota que nem sabe quem é o José Luís Peixoto e o máximo que conseguem é isto. Ainda vão acabar por descobrir que o homem vai às compras ao Domingo….
Quem ouve Felícia Cabrita muito perturbada a falar deste caso na TVI e constata ao mesmo tempo que o famigerado “Sol” é vendido em Angola com uma edição diferente, omitindo muito convenientemente as escutas envolvendo o empresário Joaquim Oliveira para não comprometer as negociatas com José Eduardo dos Santos, percebe o pântano em que estamos atolados. Pela mais suprema ironia são precisamente nestas chico-espertices que está a génese do que o Sol denuncia. E há ainda quem faça filas para comprar o jornal fabricado por esta gentinha…
Relativamente às escutas propriamente ditas observo que este pobre país sempre teve como desígnio o servilismo mais inquietante. Este caso vem evidenciar essa atávica característica lusa. De resto, as conversas relatadas tratam de minudências sem sentido que todos já sabíamos, infelizmente, existir...
A realidade é que o Jornalismo em Portugal anda pelas ruas da amargura. Isto sem generalizações abusivas. Há excelentes profissionais, é certo. Agora se houvesse integridade e imparcialidade na classe não germinariam oportunidades para estas manipulações orquestradas que são aliás cozinhadas em todos os quadrantes políticos sem excepção. A verdade pura e dura é que o quarto poder, o mais decisivo nos dias que correm, está nas mãos de meia dúzia de débeis mentais, alguns bem incompetentes por sinal…
A um outro nível, José Sócrates sempre foi obcecado com os media e isso vai-lhe custar caro, como aliás sempre foi previsível. Deveria como Primeiro-Ministro manter uma atitude mais distante, ignorando o que se diz dele e limitando-se a governar que foi para isso que foi eleito. Não é legitimo atribuir-lhe culpas pelos anseios dos seus subordinados em agradar ao Chefe. Não é legitimo acusá-lo por não saber escolher os amigos (os critérios são pessoais e intransmissíveis) mas é já impossível passar incólume de mais este degradante episódio. Sair agora de cena, estendendo a passadeira a António Costa – mais low profile e menos irascível que Sócrates – não seria tão má ideia quanto isso……
Do Outro Lado
Fatih Akin, cineasta alemão de ascendência turca, dirigiu em 2007 “Do Outro Lado”. É o primeiro filme que visiono deste jovem cineasta de 36 anos o qual me surpreendeu pela positiva.
Nejat (Baki Davrak) reprova de início a mulher que o seu pai viúvo escolhe para viver - uma prostituta imigrante turca na cidade alemã de Bremen - mas depressa descobre que Yeter (Nursel Koese) tem uma filha na Turquia a quem envia dinheiro com frequência, o que o leva a simpatizar com aquela invulgar mulher. Depois do falecimento de Yeter, através de um homicídio involuntário provocado pelo seu Pai, Nejat vai à procura da tal filha para a Turquia na expectativa de a ajudar. A rapariga é contudo uma activista política com uma vida bastante atribulada. Estão assim lançados os dados para o desenrolar de uma narrativa intensa e envolvente.
Em “Do Outro Lado” o realizador vai dissecando as fragilidades próprias da vida dos imigrantes sem esconder as idiossincrasias culturais da Turquia muçulmana. Em determinada altura, as consequências da adesão do país à União Europeia são inclusivamente debatidas com pertinência numa discussão envolvendo duas das personagens, sobre os efeitos sociais desigualitários da globalização.
Os desde há muito elevados índices de imigração Turca na Alemanha que acentuam os laços existentes entre estes dois Países faz com este “Do Outro Lado” seja um pertinente e interessante exercício de análise sociológica a esta Europa multicultural em que vivemos. Cada vez mais são essenciais políticas de integração com base em princípios de tolerância, o que nem sempre acontece infelizmente.…
Nejat (Baki Davrak) reprova de início a mulher que o seu pai viúvo escolhe para viver - uma prostituta imigrante turca na cidade alemã de Bremen - mas depressa descobre que Yeter (Nursel Koese) tem uma filha na Turquia a quem envia dinheiro com frequência, o que o leva a simpatizar com aquela invulgar mulher. Depois do falecimento de Yeter, através de um homicídio involuntário provocado pelo seu Pai, Nejat vai à procura da tal filha para a Turquia na expectativa de a ajudar. A rapariga é contudo uma activista política com uma vida bastante atribulada. Estão assim lançados os dados para o desenrolar de uma narrativa intensa e envolvente.
Em “Do Outro Lado” o realizador vai dissecando as fragilidades próprias da vida dos imigrantes sem esconder as idiossincrasias culturais da Turquia muçulmana. Em determinada altura, as consequências da adesão do país à União Europeia são inclusivamente debatidas com pertinência numa discussão envolvendo duas das personagens, sobre os efeitos sociais desigualitários da globalização.
Os desde há muito elevados índices de imigração Turca na Alemanha que acentuam os laços existentes entre estes dois Países faz com este “Do Outro Lado” seja um pertinente e interessante exercício de análise sociológica a esta Europa multicultural em que vivemos. Cada vez mais são essenciais políticas de integração com base em princípios de tolerância, o que nem sempre acontece infelizmente.…
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Romantismo de Vanguarda
Ao contrário do instituído pelos modernos manuais de convivência social, Jeremias era incapaz de fugir a um conflito. Estava-lhe no sangue o carácter guerreiro. Não ia a combate pelo prazer de ganhar mas simplesmente porque gostava de dar trabalho aos hipócritas que alastravam pelo mundo. Corria, não por ambição, mas por uma espécie de orgulho romântico….
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A Lição
Jeremias pecava por excesso de racionalidade. A sua prudência normalmente revelava-se boa conselheira mas nem sempre lhe garantia a escolha do melhor caminho. Encarava a sensatez como a arma mais valiosa a utilizar qualquer que fosse o contexto.
Um dia, não havendo outra solução, recorreram a ele para arbitrar um conflito entre um Xadrezista e uma Vendedora de Peixe. O Xadrezista, habitualmente cerebral, perdeu a cabeça e agrediu a Vendedora de Peixe sem apelo nem agravo. A habitualmente precipitada Vendedora de Peixe, fazendo uso de uma serenidade que até então desconhecia - mesmo tendo absoluta razão no conflito em questão - não retaliou e resolveu não apresentar queixa do xadrezista às autoridades competentes.
A partir desse dia, perante tamanha lição de vida, Jeremias, tornou-se um emotivo inveterado passando simultaneamente a alimentar-se somente de peixe em homenagem à heróica Vendedora….
Um dia, não havendo outra solução, recorreram a ele para arbitrar um conflito entre um Xadrezista e uma Vendedora de Peixe. O Xadrezista, habitualmente cerebral, perdeu a cabeça e agrediu a Vendedora de Peixe sem apelo nem agravo. A habitualmente precipitada Vendedora de Peixe, fazendo uso de uma serenidade que até então desconhecia - mesmo tendo absoluta razão no conflito em questão - não retaliou e resolveu não apresentar queixa do xadrezista às autoridades competentes.
A partir desse dia, perante tamanha lição de vida, Jeremias, tornou-se um emotivo inveterado passando simultaneamente a alimentar-se somente de peixe em homenagem à heróica Vendedora….
A Arte Poética
A poesia do abstracto...
Talvez.
Mas um pouco de calor,
A exaltação de cada momento
É melhor.
Quando sopra o vento
Há um corpo na lufada;
Quando o fogo alteou
A primeira fogueira,
Apagando-se fica alguma coisa queimada.
É melhor...
Uma ideia
Só como sangue de problemas;
No mais, não,
Não me interessa.
Uma ideia
Vale como promessa
E prometer é arquear
A grande flecha.
O flanco das coisas só sangrando me comove,
E uma pergunta é dolorida
Quando abre brecha.
Abstracto!
O abstracto é sempre redução,
Secura;
Perde -
E diante de mim o mar que se levanta é verde:
Molha e amplia...
Por isso, não:
Nem o abstracto nem o concreto
São propriamente poesia.
A poesia é outra coisa.
Poesia e abstracto, não.
Vitorino Nemésio
Talvez.
Mas um pouco de calor,
A exaltação de cada momento
É melhor.
Quando sopra o vento
Há um corpo na lufada;
Quando o fogo alteou
A primeira fogueira,
Apagando-se fica alguma coisa queimada.
É melhor...
Uma ideia
Só como sangue de problemas;
No mais, não,
Não me interessa.
Uma ideia
Vale como promessa
E prometer é arquear
A grande flecha.
O flanco das coisas só sangrando me comove,
E uma pergunta é dolorida
Quando abre brecha.
Abstracto!
O abstracto é sempre redução,
Secura;
Perde -
E diante de mim o mar que se levanta é verde:
Molha e amplia...
Por isso, não:
Nem o abstracto nem o concreto
São propriamente poesia.
A poesia é outra coisa.
Poesia e abstracto, não.
Vitorino Nemésio
Até me assustei....
Bettencourt renovou contrato a Carvalhal até 2015
Assim de repente, pensei que fosse a sério. Estamos mal, mas acho que ainda não enlouquecemos....
Assim de repente, pensei que fosse a sério. Estamos mal, mas acho que ainda não enlouquecemos....
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Bater no fundo
Uma equipa que tem um treinador incapaz de perceber que é preferível pôr a titular o defesa-esquerdo da equipa dos juniores em vez de Leandro Grimi é uma equipa que não merece ganhar jogo nenhum.O Sporting bateu no fundo. Mesmo os bons jogadores desta equipa; Liedson e João Pereira por exemplo, já não conseguem remar contra a maré.
A Direcção de Bettencourt está debaixo de fogo cerrado. Apesar de ter sido eleito com 90 e tal por cento de apoio, se as eleições ocorressem hoje muito provavelmente não passaria dos 10 por cento. E até a altura escolhida para gozar umas legítimas férias na companhia da família – aproveitando uma aparente fase de bonança numa época complicada - correu mal ao Presidente. Agora a verdade é que esta inusitada situação nunca sucederia no Porto, por exemplo. E é também verdade que os erros têm sido clamorosos. Desde o adiamento até ao limite das contratações, permitindo a fuga de Saviola para o Benfica que face à sua qualidade foi oferecido ao Sporting a preço muito razoável, até à infeliz contratação de um treinador sem currículo por 6 meses (como já li com alguma piada temos um treinador trabalhando precariamente a recibos verdes), as más e precipitadas decisões desta direcção têm-se infelizmente acumulado.
A boa notícia é que mesmo perdendo continuamos oito pontos à frente da Académica. Vilas-Boas que recusou vir para Alvalade há uns meses atrás - mesmo comandando uma equipa fraquíssima - deu um banho táctico a Carvalhal na segunda parte. Ou muito me engano, ou já está apalavrado com Pinto da Costa para a próxima época.
Outra boa notícia é que Grimi se lesionou na cabeça levando ao que parece cinco pontos. Existe assim a esperança que não jogue contra o Benfica. Qualquer treinador de quarta categoria que jogue actualmente conta o Sporting direcciona a sua equipa no sentido de atacar preferencialmente pelo lado direito, ou seja pela asa esquerda do Sporting. Basta pensar nos primeiros 10 minutos da vergonhosa derrocada contra o Porto para perceber essa evidência. A má notícia é que o eventual substituto de Grimi é Pedro Silva. Outro erro de palmatória desta direcção: havendo dinheiro fresco para investir como é possível não considerar como absoluta prioridade a contratação de um defesa-esquerdo?
No entanto o verdadeiro problema do Sporting é quanto a mim a crónica redução progressiva dos níveis de exigência. A fasquia parece estar sempre abaixo daquilo que deveriam ser as reais aspirações de um clube com a dimensão e o historial do Sporting Clube de Portugal. Além disso, é um clube historicamente de anjinhos e isso continua a ser prejudicial no presente. Basta olhar para actual equipa de futebol: Rui Patrício, Carlos Saleiro, Bruno Pereirinha tudo gente da casa, tudo bons rapazes, contudo sem estofo de campeões. Já não me lembro da última defesa de Patrício, ultimamente é cada tiro, cada melro.
Mais exemplos da nossa parca ambição: Se hipoteticamente vencermos na próxima terça-feira o Benfica aposto que depressa os adeptos se conformarão com o estado das coisas. É mais um reflexo da apatia em que caiu o universo leonino. Uma simples vitória perante um rival é suficiente para satisfazer a massa adepta
Outro exemplo: se por acaso Carvalhal ganhar a taça da liga ou chegar longe na Liga Europa tenho a certeza que haverão adeptos a defender a continuidade deste treinador medíocre, o que diz muito acerca desta falta de ambição generalizada que infelizmente tem paralisado Alvalade…..
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A Madeira
Já fui algumas vezes à Ilha da Madeira e basta passear por aquelas agradáveis ruas (reconheça-se) uns minutos para perceber de imediato que não justifica dar para lá um cêntimo. Têm um turismo dinâmico, bem planificado e rentável, comparativamente por exemplo ao Algarve. Ninguém de bom senso lhes pode tirar esse mérito. Souberam aproveitar eficazmente os recursos disponíveis e também os disponibilizados por terceiros. Obviamente que existe alguma exclusão social, hipocritamente escondida por João Jardim, para evitar embaraços e não afugentar o precioso turismo de luxo....
Sinceramente tenho dificuldades em perceber a posição do PCP e do BE em matéria tão fundamental e simbólica como a lei das finanças regionais. Pôr a Madeira e os Açores no mesmo limiar de carência de fundos é uma afronta à inteligência dos Portugueses. Parece que um dos argumentos é que no ano passado até se deu mais à Madeira do que o agora proposto. Deu-se mais e deu-se erradamente. Se este ano houver coragem para corrigir esse erro, melhor.
Evidentemente que tenho consciência que o PS faz disto um drama político com objectivos mediáticos (aliás, hoje já é claro que o que fará cair Sócrates é a sua obsessão pela comunicação social) mas a questão essencial para mim como contribuinte é a possibilidade de finalmente deixar de financiar as indecências de John Garden. É que nunca gostei de gastar dinheiro com fantochadas, ainda por cima de baixo nível….
Sinceramente tenho dificuldades em perceber a posição do PCP e do BE em matéria tão fundamental e simbólica como a lei das finanças regionais. Pôr a Madeira e os Açores no mesmo limiar de carência de fundos é uma afronta à inteligência dos Portugueses. Parece que um dos argumentos é que no ano passado até se deu mais à Madeira do que o agora proposto. Deu-se mais e deu-se erradamente. Se este ano houver coragem para corrigir esse erro, melhor.
Evidentemente que tenho consciência que o PS faz disto um drama político com objectivos mediáticos (aliás, hoje já é claro que o que fará cair Sócrates é a sua obsessão pela comunicação social) mas a questão essencial para mim como contribuinte é a possibilidade de finalmente deixar de financiar as indecências de John Garden. É que nunca gostei de gastar dinheiro com fantochadas, ainda por cima de baixo nível….
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O Carnaval
Dizem que Sócrates - agastado com os constantes ultimatos internacionais e condicionado pelo avolumar da dívida pública e do défice - aproveitou o famigerado Conselho de Estado para ameaçar a demissão, o que vem provar afinal que tal órgão serve para alguma coisa: produzir ameaças.
Como isto anda tudo ligado, uma das personagens mais mencionadas neste pobre blogue – John Garden – desejou a todos um bom carnaval. Bem, para mim, o único carnaval que aprecio são as hilariantes campanhas eleitorais proporcionadas por esta nossa democracia. Por isso, preparem-se, o regresso do corso carnavalesco está para breve…..
Como isto anda tudo ligado, uma das personagens mais mencionadas neste pobre blogue – John Garden – desejou a todos um bom carnaval. Bem, para mim, o único carnaval que aprecio são as hilariantes campanhas eleitorais proporcionadas por esta nossa democracia. Por isso, preparem-se, o regresso do corso carnavalesco está para breve…..
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O Laço Branco
A Palma de Ouro do festival de Cannes em 2009 premiou o filme de Michael Haneke, o Laço Branco.
Depois dos elogiados Funny Games de 1997 e a Pianista de 2001 com uma inolvidável Isabelle Huppert como protagonista, Cannes consagrou finalmente o cineasta austríaco que já tinha sido galardoado como realizador de “nada a esconder” de 2005, então com Juliette Binoche.
Foi no entanto o magnífico “Código desconhecido”, datado de 2000, o filme de Haneke que mais apreciei. Aí, chegou mesmo a roçar os limites da obra-prima absoluta. Talvez por isso, vejo mais esta Palma de Ouro como um justo prémio pela carreira profícua do Realizador nos últimos anos do que pelas virtudes deste filme agora coroado.
O Laço Branco filmado a preto e branco conta com uma fotografia rigorosíssima. Apesar da intensa mise-en-scène de Haneke e de algumas boas interpretações deixa-nos com a frustrante sensação de não chegar a descolar para voos mais condizentes com a verdadeira capacidade do Realizador. No entanto, mantém o traço essencial e a visão inconfundível que são a marca do Cineasta. Nessa perspectiva o genérico final - sem qualquer música de fundo - é já uma imagem distintiva de Haneke. Deixa o espectador entregue a si próprio, às suas fragilidades, às suas incertezas relativamente ao desenlace da narrativa. No cinema de Haneke não sobra espaço para artifícios. Abandona-nos, sem vestígios de uma qualquer rede, deixando-nos entregues às nossas próprias vulnerabilidades…
Depois dos elogiados Funny Games de 1997 e a Pianista de 2001 com uma inolvidável Isabelle Huppert como protagonista, Cannes consagrou finalmente o cineasta austríaco que já tinha sido galardoado como realizador de “nada a esconder” de 2005, então com Juliette Binoche.
Foi no entanto o magnífico “Código desconhecido”, datado de 2000, o filme de Haneke que mais apreciei. Aí, chegou mesmo a roçar os limites da obra-prima absoluta. Talvez por isso, vejo mais esta Palma de Ouro como um justo prémio pela carreira profícua do Realizador nos últimos anos do que pelas virtudes deste filme agora coroado.
O Laço Branco filmado a preto e branco conta com uma fotografia rigorosíssima. Apesar da intensa mise-en-scène de Haneke e de algumas boas interpretações deixa-nos com a frustrante sensação de não chegar a descolar para voos mais condizentes com a verdadeira capacidade do Realizador. No entanto, mantém o traço essencial e a visão inconfundível que são a marca do Cineasta. Nessa perspectiva o genérico final - sem qualquer música de fundo - é já uma imagem distintiva de Haneke. Deixa o espectador entregue a si próprio, às suas fragilidades, às suas incertezas relativamente ao desenlace da narrativa. No cinema de Haneke não sobra espaço para artifícios. Abandona-nos, sem vestígios de uma qualquer rede, deixando-nos entregues às nossas próprias vulnerabilidades…
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A Cretinice
Caiu na real quando percebeu que lhe estavam a ir ao bolso. Acordou nesse momento para as ancestrais injustiças de um mundo desigual. Imaginou que escasseariam os recursos para adquirir as habituais sumptuosidades com que satisfaz os desafortunados filhos.
A Cretinice acaba sempre por assomar à superfície…
A Cretinice acaba sempre por assomar à superfície…
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