Na sequência da brava prestação como Assessor o nosso Armado foi convidado para Secretário de Estado das Obras Públicas - a sua última grande paixão. Na tomada de posse perante sua excelência o Presidente da República proclamou altivo, a alto e bom som: eu, abaixo-assinado, afirmo solenemente por minha honra que cumprirei fielmente as funções que me são confiadas. Aliás, a fidelidade mais calculista era coisa que há muito o nosso herói praticava com excesso de zelo.
Contudo, a cerimónia de tomada de posse efectuada ao ar livre não lhe correu totalmente de feição. Quando se posicionava na fila para o cumprimento da praxe ao Presidente teve uma súbita quebra de tensão e estatelou-se no chão tendo recuperado os sentidos segundos depois. Desculpou-se perante as individualidades presentes com o calor. Quando chegou a sua vez de estender a mão a sua Excelência, o Presidente, caiu-lhe uma grande bosta de caca de pássaro em cima da mão o que o fez sujar com aquele excremento abençoado a mão de sua Excelência o Presidente da República perante o olhar incrédulo de todos os presentes.
Como Secretário de Estado prometeu tudo fazer para moralizar o sector. A Transparência na adjudicação das obras seria o seu grande desígnio, a sua primordial frente de batalha.
Um das primeiras pastas que teve de gerir foi o concurso público para implementação de um projecto urbanístico de grande envergadura em frente ribeirinha emblemática. Sabendo à partida a proposta que queria vencedora, não fosse ele o nosso bom e leal Armando, rodeou-se de meia dúzia de Juristas de primeira água, pagos principescamente a peso de ouro pelo erário público, e encaminhou a coisa no sentido do óbvio favorecimento da candidatura preferida. Para esse efeito, passou horas a delinear e a discutir o teor dos pareceres jurídicos que sustentavam a decisão com os proeminentes Advogados antes de passar para o Ministro responsável pela tutela a decisão sobre a adjudicação final do Concurso Público.
A Construtora proposta como vencedora tinha como sócio gerente um velho comparsa a quem Armando devia um grande favor. A nora deste, Professora de Português, tinha passado na secundária o filho do nosso herói em dois anos seguidos com a inusual nota de 18. Isto apesar da total inaptidão do aluno que escrevia nos exames o nome do Pai como Amado em vez de Armando e começava inexplicavelmente todas as frases com a irritante expressão “é assim”. Este expediente veio permitir ao filho do nosso herói a entrada na faculdade pública em detrimento de outros alunos mais necessitados e bem mais merecedores de tal distinção….
Os episódios anteriores da saga o Carreirista Supersónico aqui: I, II, III e IV.
Contudo, a cerimónia de tomada de posse efectuada ao ar livre não lhe correu totalmente de feição. Quando se posicionava na fila para o cumprimento da praxe ao Presidente teve uma súbita quebra de tensão e estatelou-se no chão tendo recuperado os sentidos segundos depois. Desculpou-se perante as individualidades presentes com o calor. Quando chegou a sua vez de estender a mão a sua Excelência, o Presidente, caiu-lhe uma grande bosta de caca de pássaro em cima da mão o que o fez sujar com aquele excremento abençoado a mão de sua Excelência o Presidente da República perante o olhar incrédulo de todos os presentes.
Como Secretário de Estado prometeu tudo fazer para moralizar o sector. A Transparência na adjudicação das obras seria o seu grande desígnio, a sua primordial frente de batalha.
Um das primeiras pastas que teve de gerir foi o concurso público para implementação de um projecto urbanístico de grande envergadura em frente ribeirinha emblemática. Sabendo à partida a proposta que queria vencedora, não fosse ele o nosso bom e leal Armando, rodeou-se de meia dúzia de Juristas de primeira água, pagos principescamente a peso de ouro pelo erário público, e encaminhou a coisa no sentido do óbvio favorecimento da candidatura preferida. Para esse efeito, passou horas a delinear e a discutir o teor dos pareceres jurídicos que sustentavam a decisão com os proeminentes Advogados antes de passar para o Ministro responsável pela tutela a decisão sobre a adjudicação final do Concurso Público.
A Construtora proposta como vencedora tinha como sócio gerente um velho comparsa a quem Armando devia um grande favor. A nora deste, Professora de Português, tinha passado na secundária o filho do nosso herói em dois anos seguidos com a inusual nota de 18. Isto apesar da total inaptidão do aluno que escrevia nos exames o nome do Pai como Amado em vez de Armando e começava inexplicavelmente todas as frases com a irritante expressão “é assim”. Este expediente veio permitir ao filho do nosso herói a entrada na faculdade pública em detrimento de outros alunos mais necessitados e bem mais merecedores de tal distinção….
Os episódios anteriores da saga o Carreirista Supersónico aqui: I, II, III e IV.






























