Água, areia, pedra, vegetação e ar, muito ar……
terça-feira, 10 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
O Passismo
Pedro Passos Coelho bem se esforça para demonstrar pose de estado e assim tentar camuflar a ansiedade que o persegue. Aqui ou ali, ainda que com alguma precipitação pelo meio, consegue até surpreender positivamente o cidadão comum.
Todavia, o maior problema - uma espécie de encruzilhada intransponível para Portugal - é que a gente que rodeia Pedro Passos Coelho é de uma incompetência atroz. Do pior que existe nos meandros partidários e na sociedade civil. Aliás já deambulam por aí, quais esfomeados com a língua de fora, sedentos de poder, cobiçando as habituais nomeações e os privilégios respectivos. São criaturas que não fazem a mais pequena ideia do que é governar um País e, mais grave, são incapazes de construir um pensamento válido para o horizonte da nação.
Portugal corre o sério risco de caminhar a Passos largos para o abismo….
Todavia, o maior problema - uma espécie de encruzilhada intransponível para Portugal - é que a gente que rodeia Pedro Passos Coelho é de uma incompetência atroz. Do pior que existe nos meandros partidários e na sociedade civil. Aliás já deambulam por aí, quais esfomeados com a língua de fora, sedentos de poder, cobiçando as habituais nomeações e os privilégios respectivos. São criaturas que não fazem a mais pequena ideia do que é governar um País e, mais grave, são incapazes de construir um pensamento válido para o horizonte da nação.
Portugal corre o sério risco de caminhar a Passos largos para o abismo….
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Canino
Um ovni cinematográfico que aterrou em Lisboa neste quente mês de Agosto. Vencedor em 2009 do prémio Un Certain Regard em Cannes, a segunda longa-metragem de Yorgos Lanthimos traz-nos a história de uma família que vive enclausurada à mercê da autoridade de um pai paranóico e delirante que entre outras demências patrocina o incesto entre os próprios filhos.
É daqueles filmes que ou se ama ou se odeia, mas a que ninguém fica indiferente. As comparações com algumas coisas de Michael Haneke fazem algum sentido, designadamente o assombroso funny games.
Canino, sem ser irrepreensivelmente um filme brilhante até porque é notória uma tendência deliberada para perturbar o espectador, é uma estimulante reflexão acerca das contemporâneas ameaças à nossa segurança e aos perigos a que estamos constantemente sujeitos. Interroga os limites para o instinto protector na adolescência. Escalpeliza sem pudor os efeitos dos desejos reprimidos….
É daqueles filmes que ou se ama ou se odeia, mas a que ninguém fica indiferente. As comparações com algumas coisas de Michael Haneke fazem algum sentido, designadamente o assombroso funny games.
Canino, sem ser irrepreensivelmente um filme brilhante até porque é notória uma tendência deliberada para perturbar o espectador, é uma estimulante reflexão acerca das contemporâneas ameaças à nossa segurança e aos perigos a que estamos constantemente sujeitos. Interroga os limites para o instinto protector na adolescência. Escalpeliza sem pudor os efeitos dos desejos reprimidos….
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A Artificialidade
Tinha uma educação sofisticada, apurada e cheia de requinte, contudo faltava-lhe dominar os universos mais recônditos da natureza humana. Era detentor de uma sensibilidade de bicho do mato….
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Querido Agosto,
És de longe o melhor mês para estar em Lisboa o que me faz gostar imenso de ti. Mas noto que mesmo contigo, há cada vez mais carros, mais poluição, mais pessoas. Em suma, menos tranquilidade, infelizmente. Dizem que falta dinheiro. Talvez. A classe média anda asfixiada e o pequeno comércio está quase todo aberto. A crise está mesmo a deixar marcas.
Contigo, chegam sempre orlas de emigrantes. São por norma barulhentos e irritantes com as suas idiossincrasias mas transportam no peito um País. Essa paixão manifesta é um pouco estranha para quem vive nesta bagunça todo o ano. Mas são eles - mesmo que com a habitual boçalidade - quem melhor interpreta a verdadeira natureza do ser Português.
Há Blogues que vão de férias, encerram para balanço e vão a banhos o que, confesso, me faz confusão. Um blogue fechado para férias....Qualquer dia só há posts das nove às cinco. Ora, este Blogue não fecha em Agosto. Há que manter a palermice aguçada….
Como dizer o silêncio?
Se em folhagem de poema
me catais anacolutos
é vossa a fraude. A gema
não desce a sons prostitutos.
O saltério, diletante,
fere a Musa com um jasmim?
Só daí para diante
da busca estará o fim.
Aberta a porta selada,
sou pensada já não penso.
Se a Musa fica calada
como dizer o silêncio?
Atirar pérola a porco?
Não me queimo na parábola.
Em mãos que brincam com o fogo
é que eu não ponho a espada.
Dos confins, o peristilo
calo com pontas de fogo,
e desse casto sigilo
versos são só desafogo.
E também para que me lembrem
deixo-os no mercado negro,
que neles glórias se vendem
e eu não sou só desapego.
Raiz de Deus entre os dentes,
aí, pára a transmissão.
Ultra-sons dessas nascentes
só aves entenderão.
Natália Correia
domingo, 1 de agosto de 2010
O Carreirista Supersónico (V)
Na sequência da brava prestação como Assessor o nosso Armado foi convidado para Secretário de Estado das Obras Públicas - a sua última grande paixão. Na tomada de posse perante sua excelência o Presidente da República proclamou altivo, a alto e bom som: eu, abaixo-assinado, afirmo solenemente por minha honra que cumprirei fielmente as funções que me são confiadas. Aliás, a fidelidade mais calculista era coisa que há muito o nosso herói praticava com excesso de zelo.
Contudo, a cerimónia de tomada de posse efectuada ao ar livre não lhe correu totalmente de feição. Quando se posicionava na fila para o cumprimento da praxe ao Presidente teve uma súbita quebra de tensão e estatelou-se no chão tendo recuperado os sentidos segundos depois. Desculpou-se perante as individualidades presentes com o calor. Quando chegou a sua vez de estender a mão a sua Excelência, o Presidente, caiu-lhe uma grande bosta de caca de pássaro em cima da mão o que o fez sujar com aquele excremento abençoado a mão de sua Excelência o Presidente da República perante o olhar incrédulo de todos os presentes.
Como Secretário de Estado prometeu tudo fazer para moralizar o sector. A Transparência na adjudicação das obras seria o seu grande desígnio, a sua primordial frente de batalha.
Um das primeiras pastas que teve de gerir foi o concurso público para implementação de um projecto urbanístico de grande envergadura em frente ribeirinha emblemática. Sabendo à partida a proposta que queria vencedora, não fosse ele o nosso bom e leal Armando, rodeou-se de meia dúzia de Juristas de primeira água, pagos principescamente a peso de ouro pelo erário público, e encaminhou a coisa no sentido do óbvio favorecimento da candidatura preferida. Para esse efeito, passou horas a delinear e a discutir o teor dos pareceres jurídicos que sustentavam a decisão com os proeminentes Advogados antes de passar para o Ministro responsável pela tutela a decisão sobre a adjudicação final do Concurso Público.
A Construtora proposta como vencedora tinha como sócio gerente um velho comparsa a quem Armando devia um grande favor. A nora deste, Professora de Português, tinha passado na secundária o filho do nosso herói em dois anos seguidos com a inusual nota de 18. Isto apesar da total inaptidão do aluno que escrevia nos exames o nome do Pai como Amado em vez de Armando e começava inexplicavelmente todas as frases com a irritante expressão “é assim”. Este expediente veio permitir ao filho do nosso herói a entrada na faculdade pública em detrimento de outros alunos mais necessitados e bem mais merecedores de tal distinção….
Os episódios anteriores da saga o Carreirista Supersónico aqui: I, II, III e IV.
Contudo, a cerimónia de tomada de posse efectuada ao ar livre não lhe correu totalmente de feição. Quando se posicionava na fila para o cumprimento da praxe ao Presidente teve uma súbita quebra de tensão e estatelou-se no chão tendo recuperado os sentidos segundos depois. Desculpou-se perante as individualidades presentes com o calor. Quando chegou a sua vez de estender a mão a sua Excelência, o Presidente, caiu-lhe uma grande bosta de caca de pássaro em cima da mão o que o fez sujar com aquele excremento abençoado a mão de sua Excelência o Presidente da República perante o olhar incrédulo de todos os presentes.
Como Secretário de Estado prometeu tudo fazer para moralizar o sector. A Transparência na adjudicação das obras seria o seu grande desígnio, a sua primordial frente de batalha.
Um das primeiras pastas que teve de gerir foi o concurso público para implementação de um projecto urbanístico de grande envergadura em frente ribeirinha emblemática. Sabendo à partida a proposta que queria vencedora, não fosse ele o nosso bom e leal Armando, rodeou-se de meia dúzia de Juristas de primeira água, pagos principescamente a peso de ouro pelo erário público, e encaminhou a coisa no sentido do óbvio favorecimento da candidatura preferida. Para esse efeito, passou horas a delinear e a discutir o teor dos pareceres jurídicos que sustentavam a decisão com os proeminentes Advogados antes de passar para o Ministro responsável pela tutela a decisão sobre a adjudicação final do Concurso Público.
A Construtora proposta como vencedora tinha como sócio gerente um velho comparsa a quem Armando devia um grande favor. A nora deste, Professora de Português, tinha passado na secundária o filho do nosso herói em dois anos seguidos com a inusual nota de 18. Isto apesar da total inaptidão do aluno que escrevia nos exames o nome do Pai como Amado em vez de Armando e começava inexplicavelmente todas as frases com a irritante expressão “é assim”. Este expediente veio permitir ao filho do nosso herói a entrada na faculdade pública em detrimento de outros alunos mais necessitados e bem mais merecedores de tal distinção….
Os episódios anteriores da saga o Carreirista Supersónico aqui: I, II, III e IV.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A Dádiva
Este Blogue detesta obituários mas não consegue ficar indiferente a estas palavras:
« Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam, e não deixem nada por dizer, nada por fazer…»
António Feio, Março de 2010.
« Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam, e não deixem nada por dizer, nada por fazer…»
António Feio, Março de 2010.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
O Lol e o Facebook
Jeremias não acreditava em pessoas de risos excessivos. Gostava e valorizava o riso, mas como tudo na vida, um riso regrado, discreto e triste. Bingo! Jeremias gostava de um riso triste. Sincero e efusivo, mas triste!
Agora, havia algo com que Jeremias nunca pactuaria por mais anos que vivesse. Jamais daria credibilidade a quem não escreve Ah, Ah! Ou Eh, Eh! Ou algo vagamente semelhante ao som proferido por uma gargalhada verdadeira. O Lol é um riso cobarde, uma espécie de orgasmo fingido. Simula uma felicidade perniciosa para quem o proclama. Jeremias, somente atribuiria importância a um Lol se fosse proferido por uma das Vacas do Farmville….
Agora, havia algo com que Jeremias nunca pactuaria por mais anos que vivesse. Jamais daria credibilidade a quem não escreve Ah, Ah! Ou Eh, Eh! Ou algo vagamente semelhante ao som proferido por uma gargalhada verdadeira. O Lol é um riso cobarde, uma espécie de orgasmo fingido. Simula uma felicidade perniciosa para quem o proclama. Jeremias, somente atribuiria importância a um Lol se fosse proferido por uma das Vacas do Farmville….
terça-feira, 27 de julho de 2010
A Congruência
Jeremias suportava temperaturas altas com espírito missionário. Já há muito tinha percebido que à medida que os termómetros sobem os cérebros definham. A Jeremias só restava o estoicismo mais extremado. Aguardava serenamente que a poeira se desvanecesse e que as cabeças desvairadas voltassem a reflectir a habitual insipiência.
Com o calor todos os corpos se tornavam demasiado imprevisíveis, demasiado periclitantes. Jeremias apreciava quem, como ele, fosse portador de uma demência mais constante....
Com o calor todos os corpos se tornavam demasiado imprevisíveis, demasiado periclitantes. Jeremias apreciava quem, como ele, fosse portador de uma demência mais constante....
segunda-feira, 26 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Go Get some Rosemary
Filme vencedor do IndieLisboa - Go Get some Rosemary - escrito e realizado pelos irmãos Josh e Benny Safdie estreou agora comercialmente.
Sem ser uma obra-prima é uma encantadora reflexão acerca da ligação entre um Pai separado e os respectivos filhos no inferno da selva urbana.
Gravado com câmara à mão conta com um excelente Ronald Bronstein no exigente e, no caso, excêntrico papel de Pai.
Baseado no verdadeiro relacionamento que a dupla de irmãos teve com o seu próprio Progenitor este “Vão-me buscar alecrim” tem o mérito de filmar Nova Iorque com a crueza e o engenho que a cidade merece....
Sem ser uma obra-prima é uma encantadora reflexão acerca da ligação entre um Pai separado e os respectivos filhos no inferno da selva urbana.
Gravado com câmara à mão conta com um excelente Ronald Bronstein no exigente e, no caso, excêntrico papel de Pai.
Baseado no verdadeiro relacionamento que a dupla de irmãos teve com o seu próprio Progenitor este “Vão-me buscar alecrim” tem o mérito de filmar Nova Iorque com a crueza e o engenho que a cidade merece....
Papoilas em Julho
Pequenas papoilas, pequenas chamas infernais,
sois inofensivas?
Estremeceis. Não posso tocar-vos.
Ponho as minhas mãos por entre as chamas. Mas nada queima.
E fico exausta quando vos vejo
estremecer assim, pregueadas e rubras como a pele da boca.
Uma boca há pouco ensanguentada.
Pequenas orlas de sangue!
Há nela um fumo que não consigo tocar.
Onde está o vosso ópio, as vossas cápsulas nauseabundas?
Se eu pudesse esvair-me em sangue ou dormir!...
Se a minha boca conseguisse desposar uma tal ferida!
Ou os vossos licores me penetrassem, nesta cápsula de
vidro, trazendo-me a acalmia e o silêncio.
Mas sem cor. Sem nenhuma cor.
Sylvia Plath
sois inofensivas?
Estremeceis. Não posso tocar-vos.
Ponho as minhas mãos por entre as chamas. Mas nada queima.
E fico exausta quando vos vejo
estremecer assim, pregueadas e rubras como a pele da boca.
Uma boca há pouco ensanguentada.
Pequenas orlas de sangue!
Há nela um fumo que não consigo tocar.
Onde está o vosso ópio, as vossas cápsulas nauseabundas?
Se eu pudesse esvair-me em sangue ou dormir!...
Se a minha boca conseguisse desposar uma tal ferida!
Ou os vossos licores me penetrassem, nesta cápsula de
vidro, trazendo-me a acalmia e o silêncio.
Mas sem cor. Sem nenhuma cor.
Sylvia Plath
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O Estado da Justiça
Falar da deplorável Justiça que temos em Portugal é assunto recorrente. O surrealismo subjacente ao estado a que isto chegou é incontornável. E é tema de fundamental importância para a vida do cidadão comum.
O processo Apito Dourado acabou sem uma única condenação. As escutas telefónicas postas a circular, e que nenhum dos envolvidos teve o descaramento de desmentir, não foram portanto suficientes para a Justiça Portuguesa perceber o quão baixo descemos.
A validade das escutas telefónicas é confirmada pelo próprio Ministério Público que tentou tirá-las do you tube (sem sucesso assinale-se) o que é elucidativo acerca da presunção jurídica da veracidade das mesmas.
A Justiça do meu País não conseguiu descortinar naquelas conversas sinais da evidente presença de corruptos e corruptores, nem a existência do tráfico de influências.
Eu, se fosse a Maria José Morgado, emigraria para bem longe daqui. Preferencialmente para um lugar onde ainda haja algumas réstias de razoabilidade…
Por outro lado recentemente fomos confrontados com a liberdade condicional de uns energúmenos que fugiram da Polícia no Algarve o que provocou uma perseguição policial à americana amplamente divulgada pela comunicação social, tendo obviamente essa tentativa de fuga colocado em risco a vida de pacatos cidadãos. Os infractores ficaram somente sujeitos a uma apresentação periódica às autoridades.
Acontece que o Magistrado ou a Magistrada que analisou a situação e proferiu a decisão achou que aquela fuga numa carrinha roubada (foi efectuada uma ligação directa na viatura que é visível nas imagens televisivas) não é factor fortemente indiciador de prática criminal violenta. Ou seja, para os nossos Juízes, quem foge daquela forma não tem nada a esconder. É uma situação normal.
Até posso parecer um gajo de direita a vociferar mas de facto não sou, ou pelo menos não me considero. Simplesmente sou um contribuinte cumpridor e indignado (que é palavra da moda e um direito, apesar de inconsequente) que se rege por leis de bom senso….
Brevemente teremos a sentença do caso Casa Pia, onde ao contrário do verificado nos casos acima, parece que se prenderam pessoas por indícios que foram posteriormente considerados ténues e sem sentido. Foi o que aconteceu no caso de Paulo Pedroso. No entanto, podemos estar descansados, o bastonário da ordem dos advogados, Marinho Pinto, com a sobriedade que lhe reconheço (pode-se contestar o estilo mas a sua frontalidade e seriedade são para mim inequívocas e clara prova de competência e imparcialidade) já nos veio garantir que o processo Casa Pia com as leis que temos prescreverá, de recurso em recurso, sem qualquer condenação o que - como cidadão - me deixa muito mais tranquilo….
Entretanto para Passos Coelho e Sócrates, discutir o essencial (Justiça, Saúde, Educação) interessa pouco….
O processo Apito Dourado acabou sem uma única condenação. As escutas telefónicas postas a circular, e que nenhum dos envolvidos teve o descaramento de desmentir, não foram portanto suficientes para a Justiça Portuguesa perceber o quão baixo descemos.
A validade das escutas telefónicas é confirmada pelo próprio Ministério Público que tentou tirá-las do you tube (sem sucesso assinale-se) o que é elucidativo acerca da presunção jurídica da veracidade das mesmas.
A Justiça do meu País não conseguiu descortinar naquelas conversas sinais da evidente presença de corruptos e corruptores, nem a existência do tráfico de influências.
Eu, se fosse a Maria José Morgado, emigraria para bem longe daqui. Preferencialmente para um lugar onde ainda haja algumas réstias de razoabilidade…
Por outro lado recentemente fomos confrontados com a liberdade condicional de uns energúmenos que fugiram da Polícia no Algarve o que provocou uma perseguição policial à americana amplamente divulgada pela comunicação social, tendo obviamente essa tentativa de fuga colocado em risco a vida de pacatos cidadãos. Os infractores ficaram somente sujeitos a uma apresentação periódica às autoridades.
Acontece que o Magistrado ou a Magistrada que analisou a situação e proferiu a decisão achou que aquela fuga numa carrinha roubada (foi efectuada uma ligação directa na viatura que é visível nas imagens televisivas) não é factor fortemente indiciador de prática criminal violenta. Ou seja, para os nossos Juízes, quem foge daquela forma não tem nada a esconder. É uma situação normal.
Até posso parecer um gajo de direita a vociferar mas de facto não sou, ou pelo menos não me considero. Simplesmente sou um contribuinte cumpridor e indignado (que é palavra da moda e um direito, apesar de inconsequente) que se rege por leis de bom senso….
Brevemente teremos a sentença do caso Casa Pia, onde ao contrário do verificado nos casos acima, parece que se prenderam pessoas por indícios que foram posteriormente considerados ténues e sem sentido. Foi o que aconteceu no caso de Paulo Pedroso. No entanto, podemos estar descansados, o bastonário da ordem dos advogados, Marinho Pinto, com a sobriedade que lhe reconheço (pode-se contestar o estilo mas a sua frontalidade e seriedade são para mim inequívocas e clara prova de competência e imparcialidade) já nos veio garantir que o processo Casa Pia com as leis que temos prescreverá, de recurso em recurso, sem qualquer condenação o que - como cidadão - me deixa muito mais tranquilo….
Entretanto para Passos Coelho e Sócrates, discutir o essencial (Justiça, Saúde, Educação) interessa pouco….
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