Portugal é hoje o que sempre foi e o que sempre será. Mesmo com as crescentes inovações tecnológicas tendencialmente “globalizantes” o fado português perdurará inalterável. Aliás, o fado é o nosso único grande desígnio. Cada nação tem a sorte que merece. O Brasil tem o samba. Querem lá coisa mais alegre? A nós calhou-nos o mais pesaroso dos estilos de música. Mais que uma maneira de ser esta tendência para o sombrio está-nos nos genes, corre-nos no sangue, atravessa-nos a pele. Por norma, para um brasileiro está tudo jóia, mas para um macambúzio de origem lusa vai-se andando, está-se assim-assim. Raramente, muito raramente, está tudo bem.
Como resultado desta apregoada taciturnidade em cada exemplar Tuga encontra-se um putativo escritor. Adaptando a emblemática letra revolucionária de Zeca Afonso: em cada esquina um poeta, em cada rosto sisudo uma inspiração. A poesia passeia pelas ruas de mãos dadas com a melancolia reinante.
País de navegadores e aventureiros, de ancestrais conquistadores, vivemos sempre - como agora - à beira do abismo. É verdade que partimos com frequência à aventura na esperança de um futuro mais risonho. A história de Portugal está cheia de períodos em que houve enormes níveis de emigração. No entanto, curiosamente, essa fuga somente se concretiza quando não existem mais alternativas. Muitas vezes a vontade de partir termina à mesa do café de Bairro numa avalanche contínua de lamentações e indignações. Reagimos somente em último recurso, quando não existe mais chão para pisar. Sempre foi assim, até nas graves crises económicas. Mais FMI, menos FMI, continuaremos eternamente com a nossa irrepreensível letargia. O comodismo é uma espécie de desporto nacional de eleição. Quando resolvemos fazer, normalmente até não nos saímos mal, contudo mantemos uma atávica resistência à mudança.
A incapacidade para planear minimamente o futuro e a falta de memória são outras idiossincrasias lusas. Com a mesma facilidade que trucidamos determinada personagem, amanhã colocamo-la no pedestal. É uma grave esquizofrenia, sem dúvida, mas funciona ao mesmo tempo como estimulo e alavanca social, designadamente ao nível das cabeleireiras de bairro.
Cada País tem os cidadãos que merece. O Brasil tem actualmente como Presidente um Lula, o que aparenta desde logo alguma vivacidade. Portugal tem como presidente uma espécie de múmia ressuscitada (mas pouco) de nome Cavaco, o que é francamente elucidativo....
Como resultado desta apregoada taciturnidade em cada exemplar Tuga encontra-se um putativo escritor. Adaptando a emblemática letra revolucionária de Zeca Afonso: em cada esquina um poeta, em cada rosto sisudo uma inspiração. A poesia passeia pelas ruas de mãos dadas com a melancolia reinante.
País de navegadores e aventureiros, de ancestrais conquistadores, vivemos sempre - como agora - à beira do abismo. É verdade que partimos com frequência à aventura na esperança de um futuro mais risonho. A história de Portugal está cheia de períodos em que houve enormes níveis de emigração. No entanto, curiosamente, essa fuga somente se concretiza quando não existem mais alternativas. Muitas vezes a vontade de partir termina à mesa do café de Bairro numa avalanche contínua de lamentações e indignações. Reagimos somente em último recurso, quando não existe mais chão para pisar. Sempre foi assim, até nas graves crises económicas. Mais FMI, menos FMI, continuaremos eternamente com a nossa irrepreensível letargia. O comodismo é uma espécie de desporto nacional de eleição. Quando resolvemos fazer, normalmente até não nos saímos mal, contudo mantemos uma atávica resistência à mudança.
A incapacidade para planear minimamente o futuro e a falta de memória são outras idiossincrasias lusas. Com a mesma facilidade que trucidamos determinada personagem, amanhã colocamo-la no pedestal. É uma grave esquizofrenia, sem dúvida, mas funciona ao mesmo tempo como estimulo e alavanca social, designadamente ao nível das cabeleireiras de bairro.
Cada País tem os cidadãos que merece. O Brasil tem actualmente como Presidente um Lula, o que aparenta desde logo alguma vivacidade. Portugal tem como presidente uma espécie de múmia ressuscitada (mas pouco) de nome Cavaco, o que é francamente elucidativo....

























