Antes tu, ó Marques Mendes! Não consumas é mais daquilo que provoca alucinações....
sábado, 9 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O Irrealismo
Parece que o Presidente da República colocou hoje uma mensagem no Facebook em que reafirma todo o seu apoio «para que não deixem de ser adoptadas as medidas indispensáveis a salvaguardar o superior interesse nacional».
Haja alguém que explique ao Professor Cavaco que isto de fazer declarações ao País através do facebook não é sinónimo de modernidade. É estúpido e absurdo, simplesmente. E demonstra irresponsabilidade, megalomania, falta de ligação ao país real e, mais grave, total desconhecimento do perfil dos poucos cidadãos que o elegeram....
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O Palavreado
O obscuro sentido das palavras
na linha imaginária da razão
um crepúsculo sombrio das certezas
que se afunda num mar de incoerências.
I wish I was special
em tempos que passaram
resta a incerteza
num tempo que não dá tréguas.
Vivam as dúvidas do novo mundo
na fronteira prévia da loucura
sobrevivem as almas menos irrequietas
porque é bonito e fica bem.
na linha imaginária da razão
um crepúsculo sombrio das certezas
que se afunda num mar de incoerências.
I wish I was special
em tempos que passaram
resta a incerteza
num tempo que não dá tréguas.
Vivam as dúvidas do novo mundo
na fronteira prévia da loucura
sobrevivem as almas menos irrequietas
porque é bonito e fica bem.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Ônibus 174
Deixo o documentário de 2003, em versão integral, realizado por José Padilha e baseado no perturbante episódio ocorrido no Rio de Janeiro em 2000 que relata o sequestro de um autocarro que terminou em tragédia.
Vale bem a pena o visionamento. Ajuda a perceber a realidade que rodeia os meninos de rua crescidos nos subúrbios das grandes cidades brasileiras e a impreparação dos Governos para ligar com tais problemáticas. Felizmente que hoje em dia a situação económica e social no Brasil está mais serenada....
domingo, 3 de abril de 2011
Foi um Dia de Inúteis Agonias
Foi um dia de inúteis agonias.
Dia de sol, inundado de sol!...
Fulgiam nuas as espadas frias...
Dia de sol, inundado de sol!...
Foi um dia de falsas alegrias.
Dália a esfolhar-se, _o seu mole sorriso...
Voltavam ranchos das romarias.
Dália a esfolhar-se, _o seu mole sorriso...
Dia impressível mais que os outros dias.
Tão lúcido... Tão pálido... Tão lúcido!...
Difuso de teoremas, de teorias...
O dia fútil mais que os outros dias!
Minuete de discretas ironias...
Tão lúcido... Tão pálido... Tão lúcido!...
Camilo Pessanha
Dia de sol, inundado de sol!...
Fulgiam nuas as espadas frias...
Dia de sol, inundado de sol!...
Foi um dia de falsas alegrias.
Dália a esfolhar-se, _o seu mole sorriso...
Voltavam ranchos das romarias.
Dália a esfolhar-se, _o seu mole sorriso...
Dia impressível mais que os outros dias.
Tão lúcido... Tão pálido... Tão lúcido!...
Difuso de teoremas, de teorias...
O dia fútil mais que os outros dias!
Minuete de discretas ironias...
Tão lúcido... Tão pálido... Tão lúcido!...
Camilo Pessanha
sábado, 2 de abril de 2011
A Mística
Foto roubada a um qualquer desportivo on-line que ilustra na perfeição o regresso da Mística perdida a Alcochete...
quinta-feira, 31 de março de 2011
O Kadhafi
É um personagem singular. Faz parte do imaginário das pessoas da minha geração. É um ditador castrador das liberdades do seu povo e deve ser tratado como tal. O problema é que todos lhe devem alguma coisa. E o dinheiro do petróleo esconde muito segredos. Ou muito me engano ou ainda vai demorar a sair de cena. Porque a Hipocrisia queima...
terça-feira, 29 de março de 2011
O Labirinto
Jeremias conhecia como ninguém os estranhos labirintos por onde se perdiam as almas mais desnorteadas. Contudo, Jeremias sabia que todos os labirintos têm uma saída. Mesmo os países, por mais moribundos que estejam, têm sempre um qualquer Fundo para recorrer quando entram em desespero....
segunda-feira, 28 de março de 2011
Poesia
É um muito elogiado filme do veterano sul-coreano Lee Chang-Dong que venceu o prémio de melhor argumento na edição de 2010 do Festival de Cannes.
Mija (Yun Jong-hee) é uma mulher que vive sozinha com o seu neto e é confrontada com o envolvimento do rapaz na violação colectiva de uma rapariga que acaba por resultar na sua morte. Para salvar a pele do neto tem de arranjar dinheiro para pagar o silêncio da família da rapariga. Mija tem uma particularidade: esquece-se com frequência dos nomes das coisas o que faz com que se apaixone perdidamente pelo poder afrodisíaco da Poesia.
É um filme de uma humanidade extraordinária que revela um Cineasta de extrema sensibilidade. A Interpretação de Yun Jong-hee é excelente, principalmente nos segmentos em que surge mais divertida, brincando com as palavras que tanto aprecia.
Poesia acaba com um vibrante poema. Como se pretendesse oferecer uma prenda a cada espectador….
Mija (Yun Jong-hee) é uma mulher que vive sozinha com o seu neto e é confrontada com o envolvimento do rapaz na violação colectiva de uma rapariga que acaba por resultar na sua morte. Para salvar a pele do neto tem de arranjar dinheiro para pagar o silêncio da família da rapariga. Mija tem uma particularidade: esquece-se com frequência dos nomes das coisas o que faz com que se apaixone perdidamente pelo poder afrodisíaco da Poesia.
É um filme de uma humanidade extraordinária que revela um Cineasta de extrema sensibilidade. A Interpretação de Yun Jong-hee é excelente, principalmente nos segmentos em que surge mais divertida, brincando com as palavras que tanto aprecia.
Poesia acaba com um vibrante poema. Como se pretendesse oferecer uma prenda a cada espectador….
domingo, 27 de março de 2011
A Farsa
Que mais pode acontecer ao meu Sporting? Num dia que tinha tudo para correr bem, marcado por uma boa afluência às urnas no culminar de um processo eleitoral com cinco boas candidaturas, o que demonstrou uma importante vitalidade para o clube, eis que tudo se desmorona num ápice.
E isto porquê? Porque os sócios do Sporting, custa-me admiti-lo, são completamente atrasados mentais. Obviamente que a possibilidade da eleição do presidente à americana, com este a não ser o candidatado votado pelo maior número de sócios, favorece esta conclusão a que sou obrigado a chegar. E, assinale-se, até acho relativamente justo que os sócios mais antigos que ajudam o clube há mais tempo tenham direitos a mais votos. Até porque o valor da quotas não é tão baixo quanto isso. Agora gente que, com tão diversificadas opções, elege para a direcção um tipo que a falar é enjoativo e dá vontade de dormir, e que para a assembleia-geral, um cargo que exige um perfil sereno, elege um médico que a única forma de comunicar que conhece é aos berros, é gente que a partir de hoje não me merece muita credibilidade intelectual.
Provavelmente este processo eleitoral ainda vai dar muito que falar mas não fico contente com isso. Só servirá para destabilizar ainda mais o clube.
Uma direcção que é eleita sem levar o maior número de votos dos sócios já tem problemas suficientes de afirmação. E até talvez para o ainda jovem Bruno de Carvalho, que já se percebeu que tem algum carisma, fosse mais inteligente ficar na expectativa como uma reserva moral fortíssima reforçada pelo apoio dos sócios que teve nas urnas.
Para mim, realisticamente, Godinho Lopes é o meu Presidente. Não tem problema de maior. Apesar daquele discurso repetitivo e sensaborão, até me parece ser alguém com um pensamento bem estruturado relativamente aquilo que quer para o clube. E depois a forma como alegadamente venceu as eleições demonstra competência e realismo na análise eleitoral que fez. Muito sinceramente, nestes últimos dias, nunca imaginei que Godinho Lopes estivesse sequer perto de Bruno de Carvalho. Aí tenho que lhe tirar o chapéu. E quem sabe, se começando rapidamente a apresentar craques as coisas não acalmarão? E talvez a dupla mafiosa - Luís Duque e Paulo Pereira Cristóvão (um ex-judite sinistro e desprezível) – seja efectivamente aquilo que o clube precisa para ganhar força? O problema maior ainda é a obsessão por Domingos. Mas tenho a esperança que este recuse a oferta e que Luís Duque se possa virar para Rikjard ou outro do género.
Serve de consolo constatar que o Sporting está como o País. As Próximas eleições legislativas irão tudo mudar para que tudo fique na mesma…
E isto porquê? Porque os sócios do Sporting, custa-me admiti-lo, são completamente atrasados mentais. Obviamente que a possibilidade da eleição do presidente à americana, com este a não ser o candidatado votado pelo maior número de sócios, favorece esta conclusão a que sou obrigado a chegar. E, assinale-se, até acho relativamente justo que os sócios mais antigos que ajudam o clube há mais tempo tenham direitos a mais votos. Até porque o valor da quotas não é tão baixo quanto isso. Agora gente que, com tão diversificadas opções, elege para a direcção um tipo que a falar é enjoativo e dá vontade de dormir, e que para a assembleia-geral, um cargo que exige um perfil sereno, elege um médico que a única forma de comunicar que conhece é aos berros, é gente que a partir de hoje não me merece muita credibilidade intelectual.
Provavelmente este processo eleitoral ainda vai dar muito que falar mas não fico contente com isso. Só servirá para destabilizar ainda mais o clube.
Uma direcção que é eleita sem levar o maior número de votos dos sócios já tem problemas suficientes de afirmação. E até talvez para o ainda jovem Bruno de Carvalho, que já se percebeu que tem algum carisma, fosse mais inteligente ficar na expectativa como uma reserva moral fortíssima reforçada pelo apoio dos sócios que teve nas urnas.
Para mim, realisticamente, Godinho Lopes é o meu Presidente. Não tem problema de maior. Apesar daquele discurso repetitivo e sensaborão, até me parece ser alguém com um pensamento bem estruturado relativamente aquilo que quer para o clube. E depois a forma como alegadamente venceu as eleições demonstra competência e realismo na análise eleitoral que fez. Muito sinceramente, nestes últimos dias, nunca imaginei que Godinho Lopes estivesse sequer perto de Bruno de Carvalho. Aí tenho que lhe tirar o chapéu. E quem sabe, se começando rapidamente a apresentar craques as coisas não acalmarão? E talvez a dupla mafiosa - Luís Duque e Paulo Pereira Cristóvão (um ex-judite sinistro e desprezível) – seja efectivamente aquilo que o clube precisa para ganhar força? O problema maior ainda é a obsessão por Domingos. Mas tenho a esperança que este recuse a oferta e que Luís Duque se possa virar para Rikjard ou outro do género.
Serve de consolo constatar que o Sporting está como o País. As Próximas eleições legislativas irão tudo mudar para que tudo fique na mesma…
sexta-feira, 25 de março de 2011
E o Meu Voto vai para
Não obstante uma legítima desconfiança que tenho relativamente ao projecto futebolístico do Bruno de Carvalho acho que ele irá ganhar. E direi até que é uma vitória justa. Apresentou um programa completo e delineou uma estratégia vencedora. Começou no descrédito absoluto e foi sempre em crescendo, suportado por um discurso assertivo junto da massa adepta.
Relativamente ao meu votozito, a princípio será para Pedro Baltazar em termos de conselho directivo e conselho fiscal. Na assembleia-geral votar Santana Lopes está completamente posto de parte, por isso votarei branco. Na soma de todos os factores: Treinador, estratégia para o futebol, programa global e gestão financeira parece-me que Pedro Baltazar ganha aos pontos à concorrência. Isto apesar daquele ar betinho proveninete do eixo Lisboa-Cascais. E de ter evidentes lacunas ao nível da comunicação. Ponto fraco para o qual apresenta contudo uma grande atenuante: tem uma máquina montada atrás dele com provas dadas ao nível empresarial.
Acho que em termos gerais continua a haver alguma indecisão. Uma mescla das listas com os elementos mais válidos era a solução mais viável mas isso é de todo impossível. Tenho todavia uma certeza: qualquer que seja o presidente, a partir de amanhã é o meu Presidente. Viva o Sporting...
A suspensão do mundo
aqui por fora arde
e está seco:
é o reino do pó e do sol,
enquanto c
no interior do corpo
se ouve o correr do sangue,
o contínuo deslizar dos fluidos.
cá dentro faz sombra:
é como em casa
quando se chega,
e os refrescos florescem -
nos centros das mesas,
como as jarras garridas
nos quadros de matisse,
com as persianas
entreabertas para a rua.
mas aqui fora as pedras são rugosas,
- enquanto por dentro
a eternidade prossegue
sem asperezas.
os homens suam
com orgulho
de manipularem o mundo;
enquanto por dentro o corpo
é feminino, sente-se a si próprio
na sua intimidade receptiva.
é nesse jogo de contrastes
e complementaridades
que se tece o nosso dia-a-dia.
mas a beleza das pedras
está precisamente em serem
presenças mudas.
e a felicidade desta areia, o facto dela ser
tão intocada, que um simples passo
lhe deixa um rasto para a eternidade.
indecidibilidade do mundo,
suspensão do sentido
resistindo às pressas do corpo
e das perguntas insistentes.
Vítor Oliveira Jorge
e está seco:
é o reino do pó e do sol,
enquanto c
no interior do corpo
se ouve o correr do sangue,
o contínuo deslizar dos fluidos.
cá dentro faz sombra:
é como em casa
quando se chega,
e os refrescos florescem -
nos centros das mesas,
como as jarras garridas
nos quadros de matisse,
com as persianas
entreabertas para a rua.
mas aqui fora as pedras são rugosas,
- enquanto por dentro
a eternidade prossegue
sem asperezas.
os homens suam
com orgulho
de manipularem o mundo;
enquanto por dentro o corpo
é feminino, sente-se a si próprio
na sua intimidade receptiva.
é nesse jogo de contrastes
e complementaridades
que se tece o nosso dia-a-dia.
mas a beleza das pedras
está precisamente em serem
presenças mudas.
e a felicidade desta areia, o facto dela ser
tão intocada, que um simples passo
lhe deixa um rasto para a eternidade.
indecidibilidade do mundo,
suspensão do sentido
resistindo às pressas do corpo
e das perguntas insistentes.
Vítor Oliveira Jorge
quarta-feira, 23 de março de 2011
A Queda
Tal como anunciado e desejado, não por mim, Sócrates capitulará hoje mas não por vontade própria. Será forçado a tal pela oposição. Há um dado absolutamente relevante nesta saída de cena. Ao contrário de Guterres e Barroso, Sócrates não fugiu e provavelmente hoje as condições para o fazer são bem mais gravosas do que eram na altura. Portugal cai hoje oficialmente no abismo. Agora, entre um Governo PSD-CDS ou um regresso ao mítico Bloco Central de interesses - únicos cenários plausíveis a sair de eleições antecipadas - venha o Diabo e escolha. E o diabo, hoje, é mesmo o FMI. O último a sair que apague a luz…
segunda-feira, 21 de março de 2011
A Igualdade
Jeremias via o mundo de uma forma igualitária. Mesmo os mais imbecis tinham todo o direito a dias de glória....
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