sábado, 30 de abril de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
As Eleições
Sócrates está há anos no Governo e agora é que se lembra da suprema necessidade de extinguir as gorduras da Administração Pública. Passos nunca lá esteve, mas aposta em fazer pior em menos tempo, desafiando as próprias leis da Física.
Venha o Diabo, mascarado de FMI, e ele que escolha...
Venha o Diabo, mascarado de FMI, e ele que escolha...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Um País Chamado Liberdade...
Os anos passam mas eu continuo a lembrar-te assim: tu vieste em flor, eu te desfolhei...
Happy Ending - Ken Loach
Dando continuidade à apresentação das Curtas que integraram Cada Um o Seu Cinema - um festival de cinefilia que celebrou os 60 anos do Festival de Cannes - deixo a participação de Ken Loach com este divertido Happy Ending...
A Estratégia
Havia no ar uma estratégia delineada com um objectivo claro e definido. Jeremias gostava de dar trabalho aos hipócritas que assolavam no meio das ganâncias contemporâneas. Essa postura podia ser desgastante e pouco saudável mas para Jeremias tudo se resumia a uma questão de decência...
sábado, 23 de abril de 2011
O Insólito dos Insólitos
Carro despista-se contra procissão de Páscoa em Amarante: 3 mortos e 8 feridos.
Um Acidente que dá que pensar. Misteriosos são os caminhos do Senhor...
Um Acidente que dá que pensar. Misteriosos são os caminhos do Senhor...
Crise
com força, bate tuas pálpebras,
range teu esqueleto
na tempestade.
emana do teu cérebro o veneno
que paralisa
revolta-te, vomita, descansa.
a escolha é cíclica
mas abate-se em ti,
apontando o caminho - seguro,
e tu sonhas contigo
e sonhas com teus sonhos
estimulado por um ideal
que não existe,
que sentes real.
amaldiçoo a vida contabilizada
amaldiçoo a vida morta
amaldiçoo o esquema do dia a dia
o objectivo rasga, amputa, dilacera
mata.
acredito que mais felizes serão
chafurdando no sucesso
que antevejo
tento salvar a semente
que antes de tudo
está o fraterno beijo.
compilada com amarguras
de hoje - e já tão antigas,
editada por um desejo
de soprar
publico hoje a sombra
do meu estar
e sobre o destino
erijo
um marco-pilar.
Carlos Peres Feio
range teu esqueleto
na tempestade.
emana do teu cérebro o veneno
que paralisa
revolta-te, vomita, descansa.
a escolha é cíclica
mas abate-se em ti,
apontando o caminho - seguro,
e tu sonhas contigo
e sonhas com teus sonhos
estimulado por um ideal
que não existe,
que sentes real.
amaldiçoo a vida contabilizada
amaldiçoo a vida morta
amaldiçoo o esquema do dia a dia
o objectivo rasga, amputa, dilacera
mata.
acredito que mais felizes serão
chafurdando no sucesso
que antevejo
tento salvar a semente
que antes de tudo
está o fraterno beijo.
compilada com amarguras
de hoje - e já tão antigas,
editada por um desejo
de soprar
publico hoje a sombra
do meu estar
e sobre o destino
erijo
um marco-pilar.
Carlos Peres Feio
quinta-feira, 21 de abril de 2011
O André
Na altura defendi aqui a contratação de André Villas-Boas para treinador do meu Sporting. O contrato-promessa assinado foi quebrado por iniciativa do próprio que percebeu, a partir de determinada altura, que seria a aposta de Pinto da Costa para o início de um novo ciclo no porto.
Villas-Boas está a um pequeno passo de conseguir exactamente o que Mourinho conseguiu na época de estreia como treinador do clube nortenho: ganhar campeonato, taça e liga Europa. Independentemente desse mérito, que já ninguém lhe pode tirar, ainda é muito cedo para comparações. Só se perceberá o que Villas-Boas vale na realidade como treinador quando sair do porto. E como homem inteligente que é, vai tentar ao máximo adiar essa prova de fogo que duvido consiga superar com a competência e os resultados de José Mourinho...
Villas-Boas está a um pequeno passo de conseguir exactamente o que Mourinho conseguiu na época de estreia como treinador do clube nortenho: ganhar campeonato, taça e liga Europa. Independentemente desse mérito, que já ninguém lhe pode tirar, ainda é muito cedo para comparações. Só se perceberá o que Villas-Boas vale na realidade como treinador quando sair do porto. E como homem inteligente que é, vai tentar ao máximo adiar essa prova de fogo que duvido consiga superar com a competência e os resultados de José Mourinho...
terça-feira, 19 de abril de 2011
O Futre
É um regresso aos míticos anos 80 em que o esquerdino fintava os adversários com talento e um estilo fora do comum. Lembro-me bem de uma mágico Sporting-Sevilha em 1983 onde o jogador então ainda com 17 anos encantou a plateia. Depois, foi o que se sabe.
Premeditadamente, meteu o País a rir em dia de queda de governo e do consequente agudizar da crise e, de repente como que por magia, tornou-se o português mais desejado para tudo o que é campanhas publicitárias e programas televisivos. Nada mal para quem tem a 4.ª classe….
domingo, 17 de abril de 2011
Os Tolos
Marinho Pinto incita a população a fazer um grave à Democracia. Por outro lado, Otelo Saraiva de Carvalho fala em Democracia directa, seja lá o que isso for, dando o exemplo da actual Islândia.
Acontece que Portugal não é a Islândia. A mentalidade portuguesa, com todos os seus defeitos e virtudes, nunca jamais poderá ser comparada à islandesa, nem em sonhos. E obviamente, a receita para a doença nunca poderá ser a mesma. O que lá é um relativo êxito, cá poderia significar algo semelhante a uma guerra civil.
E depois essa coisa de se apelar à abstenção em massa só serve para agudizar a crise. Votem em branco, façam desenhos provocatórios nos boletins de voto, manifestem-se contra o estado das coisas, mas votem. É a melhor forma de demonstrar o descontentamento generalizado com as políticas que nos têm desgovernado e ao mesmo tempo respeitar a memória de quem ajudou a tornar a democracia uma realidade. Eu até me identifico em grande parte com o estilo arrojado, descomprometido e corajoso de Marinho Pinto, mas desta vez mais valia ter ficado calado…
Acontece que Portugal não é a Islândia. A mentalidade portuguesa, com todos os seus defeitos e virtudes, nunca jamais poderá ser comparada à islandesa, nem em sonhos. E obviamente, a receita para a doença nunca poderá ser a mesma. O que lá é um relativo êxito, cá poderia significar algo semelhante a uma guerra civil.
E depois essa coisa de se apelar à abstenção em massa só serve para agudizar a crise. Votem em branco, façam desenhos provocatórios nos boletins de voto, manifestem-se contra o estado das coisas, mas votem. É a melhor forma de demonstrar o descontentamento generalizado com as políticas que nos têm desgovernado e ao mesmo tempo respeitar a memória de quem ajudou a tornar a democracia uma realidade. Eu até me identifico em grande parte com o estilo arrojado, descomprometido e corajoso de Marinho Pinto, mas desta vez mais valia ter ficado calado…
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Potiche
Com uma Catherine Deneuve quase em piloto automático, mas incapaz de decepcionar, o mais recente filme de François Ozon é uma agradável comédia, bem francesa por sinal. Potiche – Minha Rica Mulherzinha apesar de apresentar algumas fragilidades ao nível da reconstrução temporal que pretende efectuar (existe algum desfasamento a esse nível e não me pareceu que fosse propositado) é um filme bem conseguido.
A Grande Diva anda com o filme todo às costas. Em alguns aspectos faz lembrar o célebre Belle de Jour em que Deneuve foi dirigida pelo realizador mais emblemático do surrealismo, Luis Buñuel. Aquela perversidade insuspeita só poderá ter sido adquirida pelo contacto com o Mestre Espanhol.
Potiche conta ainda com as interpretações de Gérard Depardieu e Fabrice Luchini. Aliás, já perdi a conta aos filmes em que Deneuve e Depardieu contracenaram. É do género em equipa que ganha não se mexe, contudo não me parece que sejam assim tão complementares quanto isso….
A Grande Diva anda com o filme todo às costas. Em alguns aspectos faz lembrar o célebre Belle de Jour em que Deneuve foi dirigida pelo realizador mais emblemático do surrealismo, Luis Buñuel. Aquela perversidade insuspeita só poderá ter sido adquirida pelo contacto com o Mestre Espanhol.
Potiche conta ainda com as interpretações de Gérard Depardieu e Fabrice Luchini. Aliás, já perdi a conta aos filmes em que Deneuve e Depardieu contracenaram. É do género em equipa que ganha não se mexe, contudo não me parece que sejam assim tão complementares quanto isso….
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O Tiro pela Culatra
Já há para aí muito boa gente que aposta que Sócrates está condenado a ganhar as eleições. O argumento dessa tendência esclarecida é simples: basta deixar Passos Coelho continuar a falar e o PSD anunciar medidas. Assim, paulatinamente, vão-se descredibilizando e caindo no absoluto ridículo, seguindo aliás as pisadas do seu candidato a Presidente da Assembleia da República - o singular e congruente Fernando Nobre.
Eu continuo a acreditar que face aos actuais condicionalismos é quase impossível o PS vencer as Legislativas mas adoraria - pagaria para ver - Cavaco a empossar novamente Sócrates como Primeiro-Ministro. Seria Lindo.
Agora, há uma convicção que já não me escapa: o CDS-PP de Portas vai disparar para além dos 10 % e o BE de Louça vai cair, merecidamente, porque é incapaz de se censurar a si próprio....
Eu continuo a acreditar que face aos actuais condicionalismos é quase impossível o PS vencer as Legislativas mas adoraria - pagaria para ver - Cavaco a empossar novamente Sócrates como Primeiro-Ministro. Seria Lindo.
Agora, há uma convicção que já não me escapa: o CDS-PP de Portas vai disparar para além dos 10 % e o BE de Louça vai cair, merecidamente, porque é incapaz de se censurar a si próprio....
FMI
Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o mortimor do meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!
FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI
Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!
FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui
Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!
FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI.....
José Mário Branco
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o mortimor do meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!
FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI
Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!
FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui
Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!
FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI.....
José Mário Branco
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O Fernando
Fernando Nobre chocou as sensibilidades lusas ao aceitar o convite para cabeça de lista pelo PSD por Lisboa e para putativo presidente da assembleia da república. Não votei nele. Por isso não me sinto traído. Mas reconheço que existiam formas bem mais inteligentes de capitalizar o apoio que teve nas presidências, sem ter necessidade de se encostar a um lugar cheio de mordomias ainda para mais sem qualquer relevo executivo ou poder decisório. Porque o que forrava Fernando Nobre de alguma credibilidade era precisamente a inexistência de ligações de relevo aos partidos e às habituais intrujices politicas, a não ser uma fugaz experiência como mandatário do bloco de esquerda, imagine-se.
Fernando Nobre acabou com o mito da sociedade civil. Tal como o caso de Manuel Alegre já tinha indiciado os movimentos de Cidadania em Portugal – um país onde reina um despudorado carreirismo - são uma fantasia de uns quantos dias. Nada mais que isso….
Fernando Nobre acabou com o mito da sociedade civil. Tal como o caso de Manuel Alegre já tinha indiciado os movimentos de Cidadania em Portugal – um país onde reina um despudorado carreirismo - são uma fantasia de uns quantos dias. Nada mais que isso….
sábado, 9 de abril de 2011
O Preparadíssimo
Antes tu, ó Marques Mendes! Não consumas é mais daquilo que provoca alucinações....
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