quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Infante

Francisco José Viegas demitiu Diogo Infante da Direcção artística do D. Maria II. Pode-se discordar profundamente das prioridades políticas estabelecidas pelo Governo, e eu discordo, como já escrevi aqui mais que uma vez, mas não posso deixar de salientar pela positiva a prontidão da resposta do Secretário de Estado. Sem hipocrisias pelo meio, e perante uma figura a todos os níveis consensual como é Diogo Infante, Francisco José Viegas fez o que um Governante responsável tem que fazer…

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

War In Peace - Wim Wenders

Na continuação da apresentação das curtas que integraram “cada um o seu cinema”, filme comemorativo dos 60 anos do festival de Cannes, deixo a participação do dinossauro Wim Wenders através de uma apaixonada e desconcertante visão da vida em Kabalo, cidade situada na republica democrática do Congo, depois de terminada uma guerra que causou 5 milhões de mortes…

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Assador

Portugal joga amanhã com a Bósnia partida decisiva no apuramento para o próximo Europeu. O empate a zero em terras bósnias não é bom, como muita da imprensa insinua, nem é mau. Deixa tudo em aberto para decidir amanhã na luz contra uma equipa que também tem os seus trunfos, num jogo onde certamente haverá golos para ambos os lados.

Cristiano Ronaldo é um extraordinário futebolista, um grandíssimo profissional, um jogador do mais completo que vi jogar e que tem o azar de ser contemporâneo de Messi. Mas as suas intervenções deviam ficar única e exclusivamente restritas ao relvado porque já demonstrou várias vezes que tem dificuldades em lidar com situações de extrema pressão. É humano, é verdade, mas não pactuo com uma certa condescendência que existe face aos seus actos e palavras. Aliás, Gilberto Madaíl levou a selecção a patamares talvez impensáveis há décadas atrás, mas aquela postura tão pacóvia de actuar sempre de acordo com as conveniências do momento, fazem da sua despedida uma extraordinária notícia para o futebol português. A actual Federação Portuguesa de Futebol é desde há muito o reflexo do pior que existe na Sociedade Portuguesa.

Paulo Bento, um homem que me levou quase ao desespero em Alvalade, tem algumas boas características de liderança e de carácter. Ao nível táctico, continua limitado, mas tem de facto um discurso motivador para as tropas. Os afastamentos de Bosingwa e Ricardo Carvalho, em casos em que todos têm parte da razão e em que faltou bom senso e flexibilidade na gestão, provam que o facto de ser boa pessoa, um tipo integro, com coluna vertebral como manifestamente é, pode não resultar necessariamente num bom treinador de futebol. Tem a carne no assador, muito por culpa própria…

Joan Miró

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Lego

Jeremias comparava o declínio do estilo de vida ocidental com o desmoronar de um lego nas mãos de uma fascinada criança. Nação a Nação, peça a peça. Com uma pequeníssima diferença: até ver, a felicidade das crianças ainda não paga juros...

Balada da Rita – Sérgio Godinho

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

As Diferenças

Depois da renúncia de Papandreou na Grécia, segue-se a de Berlusconi em Itália. É uma boa notícia para a Humanidade mas má para a Europa porque significa que os mercados começam também a castigar os países mais poderosos, o que dificultará a recuperação global. Obviamente que a crise em Itália nunca assumirá as proporções da Portuguesa. Apesar de no carácter portugueses e italianos não serem tão diferentes quanto isso, em termos económicos as realidades são muitíssimo distintas. Itália possui uma Indústria visível e vigorosa bem como uma administração pública, no geral, eficaz. Para perceber isso, basta comparar a celeridade de decisão dos tribunais de ambos os países. Isaltino, Vara e outros que tais, escolheram muito bem o país onde viver…

A Manhã

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A Décima Jornada

Ontem houve estrelinha de campeão em Alvalade e isso pode ser muito bom sinal. O resultado justo talvez fosse o empate neste encontro com a União de Leiria. Aliás, a interrupção para os jogos da selecção vem na melhor altura para recuperar a espinha dorsal da defesa. A estrela de Domingos que se mantenha por muito tempo. A entrada do puto Tiago Ilori a central foi uma decisão medonha. Jogamos com 10 a maior parte do tempo. É uma posição demasiado crucial para tão grande risco. Face às inúmeras indisponibilidades, a melhor opção para mim seria ter metido a central Evaldo que, apesar de todos as limitações técnicas é um jogador experiente e relativamente rápido, puxando o versátil Pereirinha (a sua melhor característica, talvez a única) para defesa-esquerdo. Mas o que interessa é a conquista dos 3 pontos, e o objectivo está alcançado num jogo onde era imperioso ganhar.

Em Janeiro na minha óptica de treinador de bancada devíamos contratar um central (essencial) e mais um desequilibrador lá para a frente. Isto, partindo do princípio que Rinaudo - lesionado recentemente - estará disponível em Janeiro. A época é longa e a propensão que este plantel tem para lesões obriga à existência de mais alternativas. A verdade é que houve jogadores que vieram a preço de saldo, tais como Jeffrén, Bojinov e Luís Aguiar (que já foi à sua vida) derivado ao facto dos próprios clubes vendedores duvidarem da sua consistência física.
Jeffrén e Izmailov, sejamos claros, só os veremos a espaços. Já me convenci disso. Mas esperemos que possam ainda ser importantes porque são belíssimos jogadores e bastante competitivos. Aliás, o que me preocupa mais é que temos contratos válidos por vários anos com ambos.
Relativamente a Bojinov, parece-me um jogador sabido e manhoso QB, mas algo lento. Faz-me lembrar o Acosta da primeira época. Mas como já não tem grande valor de mercado temos de tentar aproveitar ao máximo a sua experiência, até porque tem um bom espírito de equipa.
Acredito que André Carrillo e Diego Rubio ainda possam rebentar esta época. O primeiro tem deixado algumas boas indicações e o segundo não tem estado ao nível demonstrado na pré-epoca. Talvez o emprestado Wilson Eduardo que está a fazer uma boa época no Olhanense e na Selecção de Sub 21 possa também vir a ser mais uma solução disponível para a frente.
Elias começa-me, aos poucos, a convencer. Com a bola nos pés não é muito dotado, mas é inteligente na forma como aproveita os espaços concedidos pelas defesas contrárias.
A aposta em jogadores holandeses tinha tudo para dar certo. Schaars é patrão mais pela atitude. Tem que começar a brilhar nas bolas paradas, o que não tem acontecido. Mas a minha predilecção no actual plantel vai toda para o jovem de 22 anos, Rick Van Wolfswinkel. O Sporting que lhe melhore as condições salariais daqui a uns meses e suba a respectiva cláusula de rescisão. É jogador completo que tem todas as características que fazem um ponta de lança valer dinheiro a sério. É frio, letal, jogador de equipa, tem margem de progressão e joga sempre com o descomplicador (palavra que nem sequer existe, acabei de inventar) ligado.

Estarmos a um ponto da frente no fim do primeiro terço do campeonato é animador. Se vencermos ao Porto em casa, e empatarmos na Luz, começamos a ser encarados de outra forma. E a equipa deverá estar preparada para isso.
O Porto é líder sem derrotas e sem jogar absolutamente nada. No início teve os habituais empurrões amigos, e ultimamente vai sobrevivendo (até com goleadas) sem se perceber muito bem como. Nesta fase, pelo que não joga, seria normal já estar atrás do Sporting, mas é a classificação que temos e não podemos menosprezar a sua condição. Se ficarem fora das competições europeias cedo, como acho que irá acontecer, vão tentar a tudo o custo revalidar o título, com ou sem Vítor Pereira.
O Benfica tem um plantel recheado de bons jogadores, superior ao nosso. Não pondo em causa a competência técnico/táctica de Jorge Jesus, porque essa é inquestionável, possui um discurso de uma pobreza confrangedora que mistura arrogância com imbecilidade a rodos. Ao fim de 3 meses duvido que os próprios jogadores não estejam completamente saturados dele e das suas surreais palestras, mas que tem opções em catadupa, isso tem.

Domingos tem gerido bem o balneário. As saídas cirúrgicas de Postiga e Djaló facilitaram as opções. Aos 76 minutos de Paços de Ferreira já tinha a cabeça no prego, mas tem sabido através de uma serenidade inspiradora liderar o balneário, apoiado numa direcção que sabe o que quer e para onde caminha.
No fim da primeira volta depois de jogarmos com Benfica, Porto e Braga já deve dar para ter uma ideia mais precisa do que pode fazer este Sporting no campeonato, mas que eu acredito, acredito…

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Último Romântico

Georgios Papandreou teve na Grécia uma ascensão sinistra num país que vive dominado pela hegemonia de duas famílias. Durante a actual crise europeia, despoletada em grande parte em território grego, nunca negou as evidências e nunca fugiu às suas responsabilidades. Curiosamente, vai sair de cena como o último Governante de verdadeira dimensão na política europeia. A Democracia na actual europa é encarada como um Romantismo sem sentido…

Mas que sei eu

Mas que sei eu das folhas no outono
ao vento vorazmente arremessadas
quando eu passo pelas madrugadas
tal como passaria qualquer dono?
Eu sei que é vão o vento e lento o sono
e acabam coisas mal principiadas
no ínvio precipício das geadas
que pressinto no meu fundo abandono
Nenhum súbito lamenta
a dor de assim passar que me atormenta
e me ergue no ar como outra folha
qualquer. Mas eu sei que sei destas manhãs?
As coisas vêm vão e são tão vãs
como este olhar que ignoro que me olha

Ruy Belo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Linha de Passe

Linha de Passe é um filme de 2008 dos Realizadores Walter Salles e Daniela Thomas que somente agora visionei. O Argumento é de Bráulio Mantovani e George Moura. É um belíssimo filme. Altamente recomendável, e que mostra que existe fora dos circuitos comerciais das tropas de elite e afins, cinema de qualidade criado por Brasileiros com vista para o Mundo.
O filme narra a história de quatro meio-irmãos que habitam em Cidade Líder localizada na periferia de São Paulo. Vivem com a ausência de um pai e lutam pelos sonhos que perseguem insistentemente. São todos filhos de Mãe solteira que se encontra novamente grávida. Mulher que ama os seus filhos e que gosta de beber, não mantendo qualquer relacionamento com nenhum dos pais dos rapazes. Um deles, Dário, vê no seu talento como jogador de futebol a esperança de uma vida melhor, tal como acontece com milhares e milhares de jovens brasileiros. Um outro, o mais novo, adora conduzir autocarros e procura incessantemente o Pai. Um terceiro, vive entre as interrogações da fé, mergulhado na vida real. E um último que já é Pai, tende para uma vida criminosa, na ânsia de proporcionar meios de subsistência ao seu filho recém-nascido.
É uma história de vidas sobressaltadas, guiada por uma câmara competente que traz identidade e sustentabilidade ao drama. E é o retrato cruel de uma sociedade que vive no fio da navalha.
No fim tudo o que pode correr mal, acaba por correr mal. Numa cidade sufocante como São Paulo em que sobreviver é o único verbo a conjugar…

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Democracia

Percebo que face à encruzilhada em que a Grécia lançou a Europa, os principais lideres europeus se julguem traídos com a possível marcação de um referendo à ajuda europeia em terras helénicas. Provavelmente atendendo às suas peculiares características, a Grécia nunca devia ter entrado no Euro. O declínio Grego numa certa medida até era uma catástrofe anunciada. Mas a verdade é que na altura todos concordaram.
Agora, o que retenho, é que a hipotética marcação de um Referendo se trata de uma decisão acertadíssima. Num processo de perda progressiva de soberania os Povos devem ser ouvidos. Custe a quem custar. Ao contrário do que defendem economistas e a generalidade dos comentadores, a Democracia não pode ser uma prática cingida somente a cimeiras e jogos de gabinetes. As Pessoas estão Primeiro. Puta que pariu os mercados…

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os 25 Mil Milhões

Passos Coelho já admite pedir mais dinheiro à troika. E reza para que as decisões da cimeira europeia suavizem o futuro. Acontece que as medidas anunciadas na passada semana não são mais que um bálsamo de curto-prazo e não alteram o essencial.
Os actuais políticos portugueses assemelham-se a fantoches ilusionistas que todos os dias lançam novos truques. A Sócrates sucedeu Passos, a Teixeira dos Santos sucedeu Vítor Gaspar. Relvas não se assemelha a coisa alguma. Serve somente para preencher a vaga de Idiota de serviço. Papel que cumpre com inegável talento.
Vivemos reféns dos mercados. O que é hoje uma necessidade premente, amanhã já está desajustado face à forma como a realidade avança. Vamos acabar de joelhos a soluçar aos pés de Angela Merkel…

Tarsila do Amaral

sábado, 29 de outubro de 2011

O Elogio Conveniente

Num episódio sem paralelo no Portugal democrático, parece que o ministro Relvas disse que Seguro é "equilibrado e muito sensato".
Efectivamente tem alguma razão. É uma oposição equilibrada porque inexiste sempre. E isso não tem nada a ver com o acordo da Troika. Na noite em que Seguro ganhou as eleições no PS, aposto que Passos e Relvas abriram uma garrafa do melhor espumante (importado, claro está)…

Video Games – Lana Del Rio

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Os Culpados

A Crise, como nunca antes vista por esta geração que está agora na flor da vida, veio levantar a questão que assombra o país. Quem são mesmo os culpados do triste estado a que chegamos? Existem tertúlias à volta do tema. Diferentes perspectivas que visam reflectir sobre as reais causas da problemática.
Relegando os fanatismos partidários para o lugar que merecem - a obscuridade – importa perceber os reais alcances da coisa: Portugal é um pequeno país periférico que funcionou sempre por reacção à conjuntura económica internacional. A crise na Europa rebentou, e face aos interesses fortemente instalados e à nossa histórica dependência, caímos que nem patinhos no lamaçal. Fomos incapazes de nos prepararmos para o que aí vinha, mergulhados na ilusão de uma vida a crédito, valorizando o hoje e esquecendo o amanhã. Começando pelo próprio Estado que se endividou como se fosse um país poderoso que manifestamente não é.

E quem contribuiu politicamente para isto, ou seja quem são os principais culpados?
Começando pelo “princípio”, Cavaco Silva, o nosso professor (não meu) beneficiou de invulgares e apelativas condições para reformar Portugal. Os seus principais defensores sempre se agarraram à ideia que as suas políticas seriam valorizadas e até endeusadas a longo-prazo. Pois bem, Cavaco em tudo o que era estratégia de relevo para a sustentabilidade do país errou. Desde a fraudulenta aplicação de fundos comunitários sem supervisão, à excessiva e deficitária política do betão e auto-estradas, passando por um modelo de educação entregue aos privados sem ligação às necessidades da economia, Cavaco foi quem mais cavou a sepultura. Por outro lado, a única estratégia que levou a bom porto com inegável sucesso e calculismo, foi a da sua carreira política.
Depois de Cavaco houve Guterres que viveu num prolongado estado de graça, nunca antes visto. Deixou algumas marcas positivas na Saúde, no Ambiente e até na Cultura. Aumentou, imagine-se, os funcionários públicos em quase 5 % só num ano e continuou o desbarato de dinheiros públicos em auto-estradas e afins. Nada me move contra as auto-estradas e a necessária mobilidade para os territórios localizados no interior. Agora, o investimento deveria ter sido mais comedido e repartido por outras áreas. Por exemplo, ao nível das linhas-férreas. Guterres alimentou também uma empregabilidade fictícia, meramente estatística, tão frágil que deu no que deu. Foi incapaz de valorizar políticas económicas que fomentassem mais indústria. Do que nos serve ter auto-estradas que ligam ao interior, se depois não há lá empregos, e há lá cada vez menos pessoas como demonstram os Censos de 2011? O mesmo se passa com outras infra-estruturas criadas que andam por aí ao abandono, não só na fantasiosa ilha de Jardim. O mais recente é o aeroporto de Beja, que só faz sentido para os autarcas locais e para os 2 ou 3 empresários que têm ali negócios. Por mais que nos custe admitir, é esta a realidade do Portugal que foi ganhando forma ao longo do tempo.
Durão Barroso foi o mais inteligente de todos, reconheça-se. No meio do pântano que começava a alargar-se, serviu-se do País para alcançar a sua cadeira de sonho. E de Santana Lopes, nem vale a pena falar, tal o absurdo da sua actuação. A sua inarrável ascensão ao poder simplesmente serviu para humilhar ainda mais o nosso amargurado ego.
De Sócrates, já tudo foi escrito. Conseguiu incrementar algumas boas práticas. Fez um bom diagnóstico dos problemas reais mas, asfixiado por uma sociedade mediática que com laivos de intolerância sempre pretendeu controlar, enterrou-se com o declínio definitivo das contas públicas e com a necessidade de o país clamar por um bode expiatório para o assalto vigente às suas carteiras.
Presentemente temos Passos Coelho. Este, na ânsia de chegar ao poder, pressionado pelas suas hostes, comprometeu-se com coisas que não devia. Essas incongruências vão inevitavelmente persegui-lo até ao fim da legislatura, até porque Paulo Portas, já percebeu, que vai acabar por ganhar com o pobre e subalterno papel que lhe foi determinado na coligação. Não tenho dúvidas que Passos hoje ganharia as eleições novamente. O seu discurso coberto de alguma autenticidade beneficia de um Seguro que inexiste (foi invenção não se sabe muito bem de quem, talvez do próprio) e de uma atávica resignação dos portugueses que Passos Coelho tenta eficazmente alimentar. A última cartada é a do fatal empobrecimento da população. Tem dado, até com alguma surpresa para mim, alguns sinais de liderança. Escolheu alguns bons ministros, errando contudo em algumas pastas fulcrais como a Economia. Com a apresentação do orçamento para 2012 cumpriu alguma da cartilha imposta pelo seu liberalismo ao privatizar em larga escala a Cultura, institucionalizando a estupidificação do Povo.

Em síntese, os culpados somos todos. Pactuamos em relativo silêncio com as políticas que nos desgovernaram. Pedir a criminalização dos governantes por terem tomado opções erradas, tem tanto de inverosímil, como de tacanho. Agora sem dúvida, que há uns que são mais culpados que outros. Quer ao nível da responsabilidade efectiva pela governação, quer pela legitimidade democrática que lhes foi proporcionada. Eu, dos acima referidos, só votei num, e uma só vez: Em Guterres, no primeiro mandato, porque era imprescindível ver-me livre do autoritarismo pacóvio do professor cavaco...

O Corredor

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Caça às Bruxas

A Caça às Bruxas ainda agora vai no adro, mas está a começar bem. Como é possível gente que ganhou prestígio e notoriedade ao serviço do país, e depois foi ganhar balúrdios para o privado, continuar a receber pensões vitalícias do Estado? É simples. Basta pedir-lhes a declaração de IRS e estabelecer níveis de rendimento para estipular se tem ou não esse direito. Atenção, que eu até concordo que possa haver quem, depois de terminadas as suas funções e em caso de serviços relevantes, possa ter direito a uma pensão estatal. Agora, o que é inconcebível é somar essa pensão a montantes exorbitantes que possam auferir no privado. Muitas vezes, como resultado de relações promíscuas estabelecidos quando eram servidores do Estado. Nesses casos, mais uma vez, prova-se que o crime neste país à beira-mar plantado tem compensado…