De Jean-Pierre e Luc Dardenne, com Cécile de France e Jérémie Renier nos principais papéis. Mais um filme saído das brilhantes cabeças dos irmãos Dardenne. Conta a história de um miúdo solitário que renegado pelo Pai, vê uma cabeleireira afeiçoar-se a si de forma progressiva e irreversível. Com a habitual sensibilidade social que caracteriza o cinema da dupla belga, é altamente recomendável para quem quiser entrar no novo ano muito bem acompanhado do ponto de vista cinematográfico….
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
O Homem que tinha uma memória prodigiosa
Havia um Homem que tinha tão boa memória que nunca se esquecia de nada. Até se lembrava de referir que tinha uma memória prodigiosa. Adorava Futebol. O seu Jogador preferido era aquele rapaz da Madeira, formado em Alvalade, o Cristiano Renato...
sábado, 31 de dezembro de 2011
O Pão
Que 2012 traga Pão, Saúde e que se respeitem as Liberdades individuais. O resto também interessa, mas não é essencial. Bom 2012….
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
O Parque Automóvel
Jeremias andava com um carro de 10 anos que se puxasse muito por ele começava a fazer barulhos esquisitos. No entanto, na presente quadra o Pai Natal tinha sido amigo. Jeremias, viu-se de repente rodeado das mais potentes bombas, inclusive um Ferrari topo de gama.
Das mais variadas marcas e cores, Jeremias possuía agora um parque automóvel de fazer inveja a muitos Ministérios….
Das mais variadas marcas e cores, Jeremias possuía agora um parque automóvel de fazer inveja a muitos Ministérios….
Dreams – The Cranberries
Grande Música este "Dreams" de 93 pela voz inconfundível de Dolores O'Riordan dos irlandeses Cranberries. Um ano depois Faye Wong grava uma não menos extraordinária versão chinesa do tema, que integrava então a banda sonora de Chungking Express, filme de culto dos anos 90 realizado por Wong Kar-Wai. Ficam as duas versões, qual delas a melhor?…
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
O Ano FMI
Apesar do sol continuar a brilhar para alguns (para cada vez menos), Troika deve ter sido das palavras mais escritas em Portugal no último ano. Esta foto sacada na Net funciona na perfeição como síntese de 2011, neste país à beira-mar plantado...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
O Bigodes
A Passos Coelho fugiu a boca para a verdade, como se costuma dizer em bom português. Devo dizer que não me chocam grandemente as palavras do nosso Primeiro. Não devemos acusar os Políticos por serem hipócritas e pelo seu contrário. Concordo que é uma bela argumentação para ser utilizada em privado, mas que é matéria algo sensível para ser ouvida pela boca do responsável máximo pelo estaminé. Seria uma grande tirada para animar um jantar de amigos nesta quadra natalícia. Mas Passos Coelho mediu bem o que disse e sabia ao que ia. A cartilha liberal paulatinamente vai seguindo o seu rumo e ele continua em estado de graça porque tem gerido bem as suas declarações ao longo destes meses. Tem esse mérito e, quanto a mim, não tem sido tão mau Primeiro-Ministro como eu supunha inicialmente. Obviamente que as minhas expectativas eram abaixo de cão. Agora, apesar de algumas escolhas felizes para pastas-chave, está rodeado de cretinos que mais tarde ou mais cedo vão emergir à superfície. E nesta história dos professores há um dado incontornável: cada vez há menos jovens em idade escolar e cada vez há mais professores saídos das faculdades disto e daquilo, e essa realidade nenhum sindicalista de bigode pode contrapor com argumentos da idade da pedra. Eu que sou de uma Esquerda Indeterminada penso que a Esquerda de Combate precisa de novas ideias e de novos rostos. Com ou sem bigode....
Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Inside Job - As Origens da Crise
Na senda do serviço público que caracteriza este blogue deixo um filme, infelizmente cada vez mais actual, do qual já falei aqui. Agora em versão integral com legendas em espanhol…
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
O Dilema
Portugal vive tempos de completo desnorte. A ficção reina. Num país que vive à beira do precipício sem qualquer fundo de tesouraria que permita aliviar as depuradas contas públicas e, por conseguinte, as carteiras dos contribuintes, perdeu-se imenso tempo a discutir o que se deveria fazer com um famigerado excedente que resulta dos fundos de pensões da banca que o estado vai receber ainda este ano. Aliás, é engraçado como um negócio ruinoso no médio/longo prazo para os cofres do estado dá azo a tanta fantasia. Eu diria que basta esperar pelo surgimento de novo buraco orçamental, o que, atendendo ao nosso histórico recente, não tardará a acontecer. Haverá sempre um BPN num qualquer Jardim do Atlântico para ajudar a resolver o Dilema…
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Filosofia de Mercearia
A inconsciência é o ópio dos audazes. A audácia é o refúgio dos inseguros. E a insegurança é a origem da determinação…
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A Selva
Jeremias sabia que habitava uma selva onde os animais, devido à escassez de alimento, eram cada vez mais ferozes. Os princípios éticos, qualquer que seja a circunstância, andavam pelas ruas da amargura.
Jeremias, se fosse possível, qual Woody Allen da Bobadela, emigraria para o princípio do século XX. Jeremias era da opinião que ao Euro devia suceder o Cruzado e que Merkel como Rainha do Império devia usar aqueles vestidos faustosos. O problema é que chegando lá, Jeremias não poderia postar o que lhe viesse à cabeça, ver o cinema que o arrebata, presentear-se com os comodismos que devassam a contemporaneidade. O melhor que Jeremias tinha a fazer era adaptar-se ao reino animal e escudar-se com armas e armaduras porque a vida na Selva não é pra meninos….
Jeremias, se fosse possível, qual Woody Allen da Bobadela, emigraria para o princípio do século XX. Jeremias era da opinião que ao Euro devia suceder o Cruzado e que Merkel como Rainha do Império devia usar aqueles vestidos faustosos. O problema é que chegando lá, Jeremias não poderia postar o que lhe viesse à cabeça, ver o cinema que o arrebata, presentear-se com os comodismos que devassam a contemporaneidade. O melhor que Jeremias tinha a fazer era adaptar-se ao reino animal e escudar-se com armas e armaduras porque a vida na Selva não é pra meninos….
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O Excedente
Passos Coelho descobriu debaixo do tapete um excedente de dois mil milhões para injectar na economia. Estamos a entrar numa quadra marcada pela fantasia e o nosso Primeiro gosta de brincar com os palhaços que vão no comboio ao circo. A leviandade neste governo vai subindo de tom e antevejo grandes concretizações em 2012 a esse nível. Portugal tem um grupo complicado. O Sorteio foi azarento. Mas temos jogadores de qualidade que nos podem trazer o caneco de campeões da europa da Demagogia….
POST-CARD (Os velhos, os pombos, os gatos)
Alguns habitantes queixam-se dos pombos. Do mal
que fazem às fachadas, às estátuas, à pintura
dos automóveis. Os pombos não voam a gasolina
e têm humaníssimos hábitos como a gula, as
rivalidades do cio, a sede e a urgência
de defecar. Detestam coleiras, gaiolas, amparos
de casota, ausência de jardins
e adornos de penas alheias. E por este divino
despojamento recebem, às vezes,
algum milho displicente dádiva
de crianças para a fotografia, ou de benígnos
velhos reformados. Algumas mulheres continuam
a socorrer os antiquíssimos (e terrestres) gatos
vadios. Gatos da minha infância. Dos muros,
das traseiras, dos quintais - o Sindbad, o Pardoca - com
restos de arroz em papéis engordurados. Carinhosas
velhas, atentas à famélica e materna condição
das ninhadas, enquanto os pombos e os velhos
debicam espaços de pedra onde levavam asas
e entre todos assoma, por instantes,
a decaída aliança entre o Céu e a Terra.
Inês Lourenço
que fazem às fachadas, às estátuas, à pintura
dos automóveis. Os pombos não voam a gasolina
e têm humaníssimos hábitos como a gula, as
rivalidades do cio, a sede e a urgência
de defecar. Detestam coleiras, gaiolas, amparos
de casota, ausência de jardins
e adornos de penas alheias. E por este divino
despojamento recebem, às vezes,
algum milho displicente dádiva
de crianças para a fotografia, ou de benígnos
velhos reformados. Algumas mulheres continuam
a socorrer os antiquíssimos (e terrestres) gatos
vadios. Gatos da minha infância. Dos muros,
das traseiras, dos quintais - o Sindbad, o Pardoca - com
restos de arroz em papéis engordurados. Carinhosas
velhas, atentas à famélica e materna condição
das ninhadas, enquanto os pombos e os velhos
debicam espaços de pedra onde levavam asas
e entre todos assoma, por instantes,
a decaída aliança entre o Céu e a Terra.
Inês Lourenço
sábado, 3 de dezembro de 2011
Ai "Jasus"
Pedro Martins, técnico do Marítimo, ontem ao despedir-se de Jorge Jesus no fim do jogo do Funchal: Obrigado pela taça e até Domingo para o Campeonato...
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