Hoje deu-me pra isto...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
As Pieguices
Sempre gostei da palavra “Piegas” e agradeço sinceramente ao Sr. Primeiro-Ministro por a ter trazido para a ordem do dia. É muito mais agradável ler dezenas de vezes a palavra “Piegas” do que palavras como “mercados”, “juros”, “défice” ou mesmo “Buraco”. Pieguices minhas….
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A Europa
A Grécia continua a estar no epicentro do vulcão europeu. A grave situação portuguesa pouco tem a ver com a calamidade grega. Estruturalmente a sociedade grega consegue ser mais clientelar que a nossa, por difícil que isso possa parecer. Mas se não houver um fim à vista para a derrocada da economia europeia podemos acabar ainda pior do que estamos.
Entretanto, Merkel refere os túneis e autoestradas da Madeira como péssimo exemplo de aplicação dos fundos europeus. Definitivamente, acabou o Carnaval de Jardim. O último a sair que apague as luzes do túnel. Alberto João é um cadáver político…
Entretanto, Merkel refere os túneis e autoestradas da Madeira como péssimo exemplo de aplicação dos fundos europeus. Definitivamente, acabou o Carnaval de Jardim. O último a sair que apague as luzes do túnel. Alberto João é um cadáver político…
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O Consolo
De desilusão Leonina em desilusão Leonina, quer-me cá parecer que a única alegria que vou ter esta época é ver o Yannick Djaló de águia ao peito e a Floribela nos camarotes da luz…
O pão
Há pessoas que amam
Com os dedos todos sobre a mesa.
Aquecem o pão com o suor do rosto
E quando as perdemos estão sempre
Ao nosso lado.
Por enquanto não nos tocam:
A lua encontra o pão caiado que comemos
Enquanto o riso das promessas destila
Na solidão da erva.
Estas pessoas são o chão
Onde erguemos o sol que nos falhou os dedos
E pôs um fruto negro no lugar do coração.
Estas pessoas são o chão
Que não precisa de voar.
Rui Costa
Com os dedos todos sobre a mesa.
Aquecem o pão com o suor do rosto
E quando as perdemos estão sempre
Ao nosso lado.
Por enquanto não nos tocam:
A lua encontra o pão caiado que comemos
Enquanto o riso das promessas destila
Na solidão da erva.
Estas pessoas são o chão
Onde erguemos o sol que nos falhou os dedos
E pôs um fruto negro no lugar do coração.
Estas pessoas são o chão
Que não precisa de voar.
Rui Costa
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
O Deus da Carnificina
Realizado por Roman Polanski, uma comédia dramática sobre os estranhos caminhos que norteiam a natureza humana, baseada na aclamada peça da dramaturga francesa Yasmina Reza escrita, como sempre por ela, com uma sublime inteligência.
Os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) juntam-se para resolver uma desavença entre os seus filhos de 11 anos. Porém, se ao princípio tudo parece correr civilizadamente, à medida que a conversa se desenvolve, a discussão começa a tomar proporções pouco dignas com os quatro a revelarem maior infantilidade que os seus próprios filhos.
Depois de uma brilhante aparição em sacanas sem lei de Tarantino, Christoph Waltz oferece-nos novamente uma estrondosa interpretação fazendo o papel de cínico de serviço. O casal composto por Jodie Foster e John C. Reilly não lhe fica nada atrás ao nível interpretativo.
A única fragilidade que o filme de Polanski possui é que estamos de facto perante uma peça teatral. A adaptação para cinema podia ter ido mais longe, evitando por exemplo aquelas constantes saídas e entradas da casa onde decorre todo o filme. Ou seja, a narrativa funciona com toda a certeza melhor em palco do que em tela.
Roman Polanski, fiel à sua imagem, continua contudo a lapidar de forma magistral as imperfeições do ser humano. Sem ser uma obra-prima, este casamento do seu talento com o génio de Yasmina Reza é um dos acontecimentos cinematográficos mais significativos dos últimos tempos…
Os casais Longstreet (Jodie Foster e John C. Reilly) e Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) juntam-se para resolver uma desavença entre os seus filhos de 11 anos. Porém, se ao princípio tudo parece correr civilizadamente, à medida que a conversa se desenvolve, a discussão começa a tomar proporções pouco dignas com os quatro a revelarem maior infantilidade que os seus próprios filhos.
Depois de uma brilhante aparição em sacanas sem lei de Tarantino, Christoph Waltz oferece-nos novamente uma estrondosa interpretação fazendo o papel de cínico de serviço. O casal composto por Jodie Foster e John C. Reilly não lhe fica nada atrás ao nível interpretativo.
A única fragilidade que o filme de Polanski possui é que estamos de facto perante uma peça teatral. A adaptação para cinema podia ter ido mais longe, evitando por exemplo aquelas constantes saídas e entradas da casa onde decorre todo o filme. Ou seja, a narrativa funciona com toda a certeza melhor em palco do que em tela.
Roman Polanski, fiel à sua imagem, continua contudo a lapidar de forma magistral as imperfeições do ser humano. Sem ser uma obra-prima, este casamento do seu talento com o génio de Yasmina Reza é um dos acontecimentos cinematográficos mais significativos dos últimos tempos…
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O Carvalho
Carvalho da Silva foi-se. Sucede-lhe um jovem lobo de quem ainda não fixei o nome a que todos auguram um grande futuro. Neste contexto específico do sindicalismo a denominação de jovem promessa é relativa. A jovem promessa pode ter perto de sessenta anos, por exemplo, o que não deixa de ser um valente contributo para a justa valorização de uma classe etária mal compreendida e até para o retardamento da idade da reforma.
Mas o que interessa verdadeiramente nesta discussão à volta da CGTP é que o sindicalismo que preconizam está caduco. Perguntem às pessoas na rua o que pensam deles? É simples. E perceberão imediatamente que a insatisfação que as pessoas sentem não é de nenhuma forma enquadrável nas suas ancestrais formas de combate. Pensem na adesão que os movimentos de cidadãos apolíticos estão a conseguir e talvez comecem a perceber o que já deviam ter percebido há muito.
Reunir centenas de delegados em congresso utilizando as mesmas bandeiras, proferindo as mesmas palavras de ordem, e entoando os mesmos hinos dos anos 80 (altura em que também houve uma intervenção do FMI em Portugal) é um exercício que não faz qualquer tipo de sentido. O sindicalismo, tal como o conhecemos, está morto. A Sociedade mudou. Ao nível laboral, a realidade está presentemente a sofrer profundas alterações que marcarão indelevelmente as gerações futuras. A associação de pessoas com interesses comuns em salvaguardar os seus direitos continuarão a existir, e farão sempre sentido, até porque a liberdade foi a mais preciosa conquista de todas. Agora, as formas de intervenção sofrem adaptações inevitáveis que não passam pelas atuais bases do sindicalismo que temos. Não perceber isto, é caminhar para uma sala escura à prova de ruído…
Mas o que interessa verdadeiramente nesta discussão à volta da CGTP é que o sindicalismo que preconizam está caduco. Perguntem às pessoas na rua o que pensam deles? É simples. E perceberão imediatamente que a insatisfação que as pessoas sentem não é de nenhuma forma enquadrável nas suas ancestrais formas de combate. Pensem na adesão que os movimentos de cidadãos apolíticos estão a conseguir e talvez comecem a perceber o que já deviam ter percebido há muito.
Reunir centenas de delegados em congresso utilizando as mesmas bandeiras, proferindo as mesmas palavras de ordem, e entoando os mesmos hinos dos anos 80 (altura em que também houve uma intervenção do FMI em Portugal) é um exercício que não faz qualquer tipo de sentido. O sindicalismo, tal como o conhecemos, está morto. A Sociedade mudou. Ao nível laboral, a realidade está presentemente a sofrer profundas alterações que marcarão indelevelmente as gerações futuras. A associação de pessoas com interesses comuns em salvaguardar os seus direitos continuarão a existir, e farão sempre sentido, até porque a liberdade foi a mais preciosa conquista de todas. Agora, as formas de intervenção sofrem adaptações inevitáveis que não passam pelas atuais bases do sindicalismo que temos. Não perceber isto, é caminhar para uma sala escura à prova de ruído…
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O Cineasta
Sucumbiu um dos melhores cineastas da atualidade. Apesar de filmar pouco, Théo Angelopoulos era dos mais brilhantes da sua geração. Num país em cacos como é hoje a Grécia, morreu na sequência de um atropelamento nos arredores de Atenas. Dificilmente haveria melhor analogia para o declínio da Europa.
A propósito desde desaparecimento, ouçam aqui o magnífico Sinais de hoje na TSF com a habitual assinatura de Fernando Alves, recordando a emblemática obra do Realizador Grego - O Olhar de Ulisses - onde Angelopoulos exacerbava de forma magistral a sua paixão pelo Cinema.
Angelopoulos foi-se num dia cinzento, mas o seu cinema de um outro mundo fica para a eternidade....
A propósito desde desaparecimento, ouçam aqui o magnífico Sinais de hoje na TSF com a habitual assinatura de Fernando Alves, recordando a emblemática obra do Realizador Grego - O Olhar de Ulisses - onde Angelopoulos exacerbava de forma magistral a sua paixão pelo Cinema.
Angelopoulos foi-se num dia cinzento, mas o seu cinema de um outro mundo fica para a eternidade....
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
As Despesas do Professor
Cavaco numa daquelas suas recorrentes paragens cerebrais confessou que as verbas que aufere de reforma nem sequer dão para as despesas. No passado, já nos tinha brindado com a importante informação de que a sua mulher recebia 800 € de reforma por ter sido professora. Com todo o respeito que tenho pelas Senhoras que vendem peixe, é uma conversa de Peixeiras. Mas o nível intelectual do professor cavaco fica em demasiadas coisas aquém do das Senhoras do Peixe. Esta é que é a verdade. Ainda para mais, num segundo mandato onde já não tem de estar preocupado com a reeleição, estes atestados de senilidade por parte do professor serão certamente mais frequentes.
O Presidente da República relativamente ao assunto em questão só tem que fazer duas coisas:
1) Exige uma mudança da lei para que, excecionalmente, o vencimento do mais alto representante da nação seja objeto de uma imediata revisão para valores consentâneos com a dignidade a que a função obriga. Essa revisão permitirá que o Chefe de Estado em exercício não tenha de optar por receber pensões mais elevadas do que o próprio salário de Presidente. Por exemplo, uma remuneração mensal na ordem dos 20 000 € mais despesas de representação não me pareceria desajustado face aquilo que é na generalidade a realidade das remunerações auferidas por Chefes de Estado por esse mundo fora.
2) Informa o País que como consequência da alteração da lei - até deixar as funções de Presidente da República - ficam congeladas as reformas que hipoteticamente teria direito como resultado dos descontos que efetuou ao longo da sua carreira contributiva.
Esta é a única abordagem possível para o problema. Não tendo coragem para o assumir, o Presidente da República só pode estar caladinho e meter o rabinho entre as pernas. Dizer aos Portugueses nesta altura que os rendimentos mensais que aufere na ordem dos 9 500 € (a que acrescem 2 500 € de despesas de representação como Presidente) não dão sequer para as suas despesas só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Obviamente que a comunicação social agradece o brinde e rejubila com tamanha fantochada proporcionada pelo Palhaço-Mor da Nação….
O Presidente da República relativamente ao assunto em questão só tem que fazer duas coisas:
1) Exige uma mudança da lei para que, excecionalmente, o vencimento do mais alto representante da nação seja objeto de uma imediata revisão para valores consentâneos com a dignidade a que a função obriga. Essa revisão permitirá que o Chefe de Estado em exercício não tenha de optar por receber pensões mais elevadas do que o próprio salário de Presidente. Por exemplo, uma remuneração mensal na ordem dos 20 000 € mais despesas de representação não me pareceria desajustado face aquilo que é na generalidade a realidade das remunerações auferidas por Chefes de Estado por esse mundo fora.
2) Informa o País que como consequência da alteração da lei - até deixar as funções de Presidente da República - ficam congeladas as reformas que hipoteticamente teria direito como resultado dos descontos que efetuou ao longo da sua carreira contributiva.
Esta é a única abordagem possível para o problema. Não tendo coragem para o assumir, o Presidente da República só pode estar caladinho e meter o rabinho entre as pernas. Dizer aos Portugueses nesta altura que os rendimentos mensais que aufere na ordem dos 9 500 € (a que acrescem 2 500 € de despesas de representação como Presidente) não dão sequer para as suas despesas só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Obviamente que a comunicação social agradece o brinde e rejubila com tamanha fantochada proporcionada pelo Palhaço-Mor da Nação….
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A Democracia Representativa
Cada mais gente pensa que a democracia não é o melhor sistema. O que é deveras preocupante. Este facto deveria abrir uma reflexão profunda na opinião pública e na sociedade civil. A distância entre eleitos e eleitores é assustadora e tende a aumentar no atual contexto de grave crise económica que vivemos.
Os círculos uninominais são a alternativa mais sustentável ao sistema parlamentar que temos. Ao votarmos num só candidato estamos a responsabilizá-lo diretamente pelas suas intervenções na esfera pública, o que o obrigará a comportar-se de forma mais condigna no domínio privado. A isto chama-se prestação de contas. E ao mesmo tempo introduz-se transparência num sistema decrépito, onde ninguém sabe verdadeiramente quais são os limites para a indecência no meio desta praga que se chama tráfico de influências que corrói aterradoramente, e de forma progressiva, a sociedade portuguesa…
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Animal - Osso Vaidoso
Nova odisseia de Ana Deus e Alexandre Soares que depois de um dos mais conseguidos projetos de música moderna portuguesa dos anos 90 - Três Tristes Tigres – voltam agora num registo minimalista, simplesmente com voz e guitarra, recuperando palavras de gente como Regina Guimarães, Alberto Pimenta ou Valter Hugo Mãe…
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
A Primeira Volta
Se à décima jornada o Sporting, a um ponto da liderança, estava na corrida ao título, à décima quinta a liga já é uma miragem. Falta estofo de campeão a esta equipa e estas 5 jornadas dizimaram por completo as aspirações leoninas. No fim, quando se fizer o balanço da época há, quanto a mim, um momento decisivo: a derrota na luz. Com o volume de oportunidades criadas e a jogar contra dez quase uma parte inteira, o Sporting não podia ter perdido aquele jogo até porque em jogo jogado não foi em nada inferior ao adversário. E começou aí o descalabro.
As lesões sistemáticas, as oportunidades flagrantes falhadas, a falta de Rinaudo (que também não é nenhum salvador, nem é Deus, apesar de Argentino) ajudam a explicar o decréscimo acentuado de produção. A pressão que Domingos sente para apresentar resultados, porque o Sporting não é o Braga, também levou a algumas escolhas precipitadas como a titularidade do jovem Renato Neto em 2 jogos decisivos, encostar o típico número 10 Matias à direita, ou mais recentemente à subida de Insua para extremo esquerdo com prejuízo para a equipa. Mas o que fica neste momento para a história é que ao fim da primeira volta Domingos tem exatamente os mesmos pontos que tinha Paulo Sérgio na época passada - um dos piores treinadores de sempre da história do clube - com um plantel muito inferior ao atual. Independentemente disso, Domingos não está em causa. Não me revejo nalgumas declarações, principalmente as que precedem os jogos grandes. Aí devia transmitir maior ambição aos jogadores, mas tirando esse aspeto a melhorar, penso que continua a ter condições para fazer um bom trabalho em Alvalade.
Agora, aos Leões deve-se pedir paciência. E muita esperança. A equipa está em construção. Esmagadora maioria dos jogadores são novos. Alguns são nitidamente erros de casting como Bojinov, outros são apostas de risco devido ao historial clínico como Rodriguez e Jéffren. Mas existem apostas de futuro credíveis quer ao nível do retorno financeiro, quer ao nível desportivo. Ainda não é tempo para balanços definitivos da época. Assusta não haver um fio de jogo definido, mas a verdade é que os rivais também não o têm. Atualmente, falta dinâmica e velocidade à equipa e é essa a diferença face à euforia que se vivia há dois meses atrás.
Quanto ao campeonato, para desconsolo da minha alma, o benfica tem tudo na mão para pintar outra vez o país de encarnado. E digo isso, porque o porto depende enormemente de um jogador - Hulk. E, apesar de ainda faltar virar muito frango, o benfica é mais equipa.
Quanto ao campeonato, para desconsolo da minha alma, o benfica tem tudo na mão para pintar outra vez o país de encarnado. E digo isso, porque o porto depende enormemente de um jogador - Hulk. E, apesar de ainda faltar virar muito frango, o benfica é mais equipa.
O Sporting tem dia 8 no Funchal um difícil jogo com o Nacional para a taça de portugal que é absolutamente decisivo para a época leonina. Convém ganhar e convém começar a recuperar pontos no campeonato senão toda a construção do prédio começa a estar de novo em causa...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
O Catroga
Catroga como qualquer cidadão com curriculum adequado tem todo o direito de ser convidado a liderar a EDP, mesmo auferindo de remuneração a obscenidade que se fala. Parece-me um processo normal para os costumes enraizados. São cargos de confiança politica, quer se queira quer não. E o que os governantes eleitos dizem em campanha (não há empregos para amigos) só acredita quem quer. E eu nunca acreditei. A única forma de acabar com este banquete é acabar com as empresas públicas. Mas aí, a esquerda já não se manifestaria de forma tão perentória.
Agora, o que é deveras relevante nesta história é o facto de Catroga ir receber 9 693 € de pensão vitalícia resultante da sua legítima carreira contributiva de muitos anos. Nada a opor ao cálculo efetuado. Mas se houver um simples dia em que acumule essa reforma com a exorbitância que vai receber como líder na EDP é caso para os cidadãos de bem saírem à rua, pegarem em armas, e rumarem a São Bento. Tem de haver limites para a pouca vergonha….
Agora, o que é deveras relevante nesta história é o facto de Catroga ir receber 9 693 € de pensão vitalícia resultante da sua legítima carreira contributiva de muitos anos. Nada a opor ao cálculo efetuado. Mas se houver um simples dia em que acumule essa reforma com a exorbitância que vai receber como líder na EDP é caso para os cidadãos de bem saírem à rua, pegarem em armas, e rumarem a São Bento. Tem de haver limites para a pouca vergonha….
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A China
Ainda nem a meio de janeiro vamos, mas o nosso governo já anuncia uma derrapagem previsível no défice do ano, o que obrigará a novas medidas de austeridade a anunciar oportunamente.
Portugal bem que podia tornar-se definitivamente um protetorado da China. Nem que fosse para colocar os comunistas portugueses numa posição deveras inebriante e ao mesmo tempo insólita, pois as suas idiossincrasias ficavam irreversivelmente - se não estão já - completamente desajustadas da realidade contemporânea.
Os Chinocas são trabalhadores incansáveis. Gostam especialmente do nosso sol, da nossa tranquila pequenez e da nossa aparente arte de bem receber. E têm pilim a dar com um pau. Por mim, avancem com isso. Eu sou do Pequim desde pequenino…
Os Chinocas são trabalhadores incansáveis. Gostam especialmente do nosso sol, da nossa tranquila pequenez e da nossa aparente arte de bem receber. E têm pilim a dar com um pau. Por mim, avancem com isso. Eu sou do Pequim desde pequenino…
Recomeçar
Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
O Pingo Doce
O patrão da Jerónimo Martins falou demais em tempos. Defendeu o Patriotismo entre outros lugares-comuns. Nos tempos conturbados que vivemos tem que ser ter muito cuidado com o que se diz. Só por essa incoerência pode ser criticável o facto de mudar a sede da empresa para a Holanda onde tem impostos mais baixos e, no atual contexto, acesso a financiamento mais facilitado. Para mim, se com essa medida conseguir evitar o despedimento de meia-dúzia de funcionários, já valeu a pena. O objetivo de uma entidade privada é gerar lucro salvaguardando sempre o cumprimento integral das leis em vigor. E, ao que consta, tal transferência é legal. Culpem a Merkel e Durão Barroso. Ao mesmo tempo, acho legitimo que haja gente que se sinta indignada e deixe de ir ao Pingo Doce. Eu não vou deixar de ir pelos mesmos motivos quer me fazem nunca ter deixado de pagar impostos....
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