Não
acredito, como já escrevi aqui há muito tempo, que Portugal siga o declínio Grego.
Só quem nunca esteve na Grécia pode pensar semelhante coisa. Mas com a
presumível saída do euro, a vida não acaba no berço da civilização. Se tal se
concretizar, a Grécia passará por uma fase extraordinariamente complicada com o
grande capital a fugir todo do país. Mas depois de um período de adaptação
bastante duro (reconheça-se) começará novamente, partindo quase do zero, a crescer com
naturalidade à conta de novas politicas porventura de cariz mais humano e menos
economicista. Mas 2/3 anos de grandes dificuldades (maiores do que as que estão
a atravessar atualmente) ninguém lhes poderá tirar, caso se confirme o pior
cenário.
Portugal continua com indicadores pouco consistentes relativamente ao futuro. Se por um lado a economia dá sinais de querer abrandar o pessimismo reinante, por outro o desemprego continua a galopar para níveis impressionantes face ao que estávamos habituados. Saliento que na minha ótica os 14 % apresentados são meramente estatísticos e os 20 % indicativos apresentados por alguns são uma simples estimativa. Na verdade, o desemprego real em Portugal considerando pessoas ativas que não têm trabalho, ou nunca tiveram, rondará certamente os 25 %. Não tenho grandes dúvidas relativamente a isso. E um quarto de pessoas sem emprego é muita fruta para uma economia frágil como a nossa. Os espanhóis quando tiverem que recuperar será num ápice, como seguramente se perceberá.
Reconheço alguma legitimidade numa certa Esquerda para apregoar o desbravar de novos caminhos. Se Merkel não reinasse na Europa, certamente que a austeridade sentida pelas gentes do sul não seria tão drástica como se está a verificar. Possivelmente até poderão florescer alguns bálsamos para a doença resultantes do novo quadro político na Europa, que aos poucos começa a ser invertido. As populações quando sentem que lhes vão ao bolso desejam sempre a mudança. Agora há um factor que é indesmentível e que ninguém pode negar, a não ser os fundamentalistas que existem em todas as áreas políticas: A recuperação em Portugal tem que ser efetuada à conta de investimento privado e não do erário público. Ao Governo cabe proporcionar condições para que esse investimento, fora da esfera pública, seja uma realidade, o que também não é fácil derivado às notícias apocalípticas que caiem de forma constante e que incentivam o pessimismo generalizado.
No entanto a grande verdade é que este Governo tem implementado medidas completamente desequilibradas tomadas com os pés como por exemplo: a repentina execução de medidas draconianas no domínio da saúde; o desinvestimento desproporcionado na cultura face a outras áreas; uma evidente falta de sensibilidade política para controlar as repercussões que as subidas leoninas do IVA têm, quer ao nível do decréscimo acentuado do consumo, quer nas perdas de receitas fiscais e no consequente aumento dos custos do Estado com o desemprego, e por aí fora.
Portugal para não ir ao fundo necessita nesta fase de muita prudência nas análises, algum pragmatismo, e gente capaz de perceber a verdadeira dimensão dos problemas, o que não tem acontecido até aqui…
Portugal continua com indicadores pouco consistentes relativamente ao futuro. Se por um lado a economia dá sinais de querer abrandar o pessimismo reinante, por outro o desemprego continua a galopar para níveis impressionantes face ao que estávamos habituados. Saliento que na minha ótica os 14 % apresentados são meramente estatísticos e os 20 % indicativos apresentados por alguns são uma simples estimativa. Na verdade, o desemprego real em Portugal considerando pessoas ativas que não têm trabalho, ou nunca tiveram, rondará certamente os 25 %. Não tenho grandes dúvidas relativamente a isso. E um quarto de pessoas sem emprego é muita fruta para uma economia frágil como a nossa. Os espanhóis quando tiverem que recuperar será num ápice, como seguramente se perceberá.
Reconheço alguma legitimidade numa certa Esquerda para apregoar o desbravar de novos caminhos. Se Merkel não reinasse na Europa, certamente que a austeridade sentida pelas gentes do sul não seria tão drástica como se está a verificar. Possivelmente até poderão florescer alguns bálsamos para a doença resultantes do novo quadro político na Europa, que aos poucos começa a ser invertido. As populações quando sentem que lhes vão ao bolso desejam sempre a mudança. Agora há um factor que é indesmentível e que ninguém pode negar, a não ser os fundamentalistas que existem em todas as áreas políticas: A recuperação em Portugal tem que ser efetuada à conta de investimento privado e não do erário público. Ao Governo cabe proporcionar condições para que esse investimento, fora da esfera pública, seja uma realidade, o que também não é fácil derivado às notícias apocalípticas que caiem de forma constante e que incentivam o pessimismo generalizado.
No entanto a grande verdade é que este Governo tem implementado medidas completamente desequilibradas tomadas com os pés como por exemplo: a repentina execução de medidas draconianas no domínio da saúde; o desinvestimento desproporcionado na cultura face a outras áreas; uma evidente falta de sensibilidade política para controlar as repercussões que as subidas leoninas do IVA têm, quer ao nível do decréscimo acentuado do consumo, quer nas perdas de receitas fiscais e no consequente aumento dos custos do Estado com o desemprego, e por aí fora.
Portugal para não ir ao fundo necessita nesta fase de muita prudência nas análises, algum pragmatismo, e gente capaz de perceber a verdadeira dimensão dos problemas, o que não tem acontecido até aqui…



