Acabou o sonho do Europeu. Passos Coelho ainda chegou a
pensar que lhe tinha saído a lotaria e o euromilhões numa única jogada, mas a
saga mediática com a bola acabou por ser um mero interlúdio para o inevitável
anúncio de mais austeridade.
É todavia engraçado perceber (mais uma vez) que as pessoas são o que são, e que ninguém consegue fugir ao que na realidade é, apesar de se esforçarem para aparentar o contrário. Parece um lugar-comum mas não é. Por exemplo, Paulo Bento mantém as virtudes e defeitos que tinha como treinador do meu Grande Sporting. E isto nem sequer é uma crítica ao seu trabalho que foi bastante meritório. Com uma esmagadora maioria de jogadores medianos, um super-craque e 4/5 jogadores de verdadeira elite (não mais) seria complicado exigir outro destino que não este. E teve o azar de este ser um Europeu sem grandes surpresas, ao contrário do que acontece frequentemente, com as habituais equipas mais fortes a atingirem todas as meias-finais da prova.
O País pode agora voltar com tranquilidade a enfiar a cabeça no buraco que cavou. Somos o aluno mais bem comportado da europa, disciplinado e voluntarioso, apesar de intelectualmente revoltado. Esta realidade é a mesma em Portugal há décadas e décadas. Encontra-se enraizada nas relações laborais, nas instituições, nos partidos políticos, nos clubes de futebol. Esta é a sina do ser português que viveu, convém lembrar, uma das revoluções políticas mais pacíficas do mundo. Não havendo mais nada para cortar, voltaremos todos a viver da terra. A única diferença é que veremos a bola em imponentes plasmas…
É todavia engraçado perceber (mais uma vez) que as pessoas são o que são, e que ninguém consegue fugir ao que na realidade é, apesar de se esforçarem para aparentar o contrário. Parece um lugar-comum mas não é. Por exemplo, Paulo Bento mantém as virtudes e defeitos que tinha como treinador do meu Grande Sporting. E isto nem sequer é uma crítica ao seu trabalho que foi bastante meritório. Com uma esmagadora maioria de jogadores medianos, um super-craque e 4/5 jogadores de verdadeira elite (não mais) seria complicado exigir outro destino que não este. E teve o azar de este ser um Europeu sem grandes surpresas, ao contrário do que acontece frequentemente, com as habituais equipas mais fortes a atingirem todas as meias-finais da prova.
O País pode agora voltar com tranquilidade a enfiar a cabeça no buraco que cavou. Somos o aluno mais bem comportado da europa, disciplinado e voluntarioso, apesar de intelectualmente revoltado. Esta realidade é a mesma em Portugal há décadas e décadas. Encontra-se enraizada nas relações laborais, nas instituições, nos partidos políticos, nos clubes de futebol. Esta é a sina do ser português que viveu, convém lembrar, uma das revoluções políticas mais pacíficas do mundo. Não havendo mais nada para cortar, voltaremos todos a viver da terra. A única diferença é que veremos a bola em imponentes plasmas…



