segunda-feira, 23 de julho de 2012

O Inconstestado

Incontestável, só se for em casa dele, e mesmo aí não tenho grandes certezas, mas nesse caso tenho de dar o benefício da dúvida.
Este rapaz é o grau zero da política. O Miguel Relvas do PS. Mal está o País se este personagem chegar a primeiro-ministro, mas atendendo ao estado a que as coisas chegaram já não digo nada...

segunda-feira, 16 de julho de 2012

A Pureza

Como tive oportunidade de constatar ontem os Radiohead, numa época de folclores diversos, excessos comerciais e devaneios sem sentido, continuam iguais a eles próprios: super-profissionais, militantes, empenhados e talentosos. Thom Yorke já não canta os clássicos mas ainda sabe como se faz rock puro saído das profundezas da alma. Surpreendeu-me a extraordinária organização do evento. Estão de parabéns, ou então sou mesmo eu que estou completamente desatualizado pois já não ia a estas coisas há imenso tempo. Uma nota para a atuação de B. Fachada que agradeceu muitas vezes a todos, apesar de ninguém estar ali para o ver - referiu - dado que quando foi convidado já a lotação estava esgotada...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Miguel e a Igualdade

Na Lusófona, como ao longo de toda a sua vida, em cada esquina um amigo, em cada rosto desigualdade. Aguardo serenamente novo acórdão do Tribunal Constitucional relativamente à violação do propagado Princípio….

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Constituição

O Tribunal Constitucional falou e entendeu que o Governo ao cortar os subsídios aos funcionários públicos entra em conflito com o princípio da igualdade. É uma decisão acertada. Quem diz que os Juízes defendem causa própria com esta  medida é um bocado troglodita. Se não confiarmos nas instituições que zelam pela democracia, temos que estar preparados para pôr tudo em causa.
O acórdão tem a tal dose de absurdo que é sempre obrigatória em Portugal porque proíbe mas consente, contudo concedo que se optou pela decisão mais equilibrada: Nada a dizer relativamente a isso. Agora há algo que para mim é evidente: quer grande parte da Constituição, quer a generalidade da legislação laboral em Portugal estão caducas e carecem de reformas profundas e não de cosmética. A Troika com todos os seus defeitos percebeu isso, mas o Governo começou pelo fim. Passou por cima dos preliminares determinado a atingir a ejaculação rapidamente. E se havia algum Governo com margem para fazer as reformas necessárias seria certamente este.

Entretanto, Passos Coelho já indiciou o novo e inevitável caminho: os cortes nos subsídios vão também chegar aos privados. Para a função pública é uma aparente boa notícia pois a perda dos subsídios não fica desta forma institucionalizada como parecia inevitável acontecer, no entanto não deverão esperar pela demora. Este Governo já há muito identificou os alvos a abater. Os despedimentos na função pública vão ser liberalizados. É somente uma questão de tempo...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Meditação na Pastelaria

«Por favor, Madame, tire as patas,
Por favor, as patas do seu cão
De cima da mesa, que a gerência
Agradece.
Nunca se sabe quando começa a insolência!
Que tempo este, meu Deus, uma senhora
Está sempre em perigo e o perigo
Em cada rua, em cada olhar,
Em cada sorriso ou gesto
De boa-educação!
A inspecção irónica das pernas,
Eis o que os homens sabem oferecer-nos,
Inspecção demorada e ascendente,
Acompanhada de assobios
E de sorrisos que se abrem e se fecham
Procurando uma fresta, uma fraqueza
Qualquer da nossa parte…
Mas uma senhora é uma senhora.
Só vê a malícia quem a tem.
Uma senhora passa
E ladrar é o seu dever – se tanto for preciso!
O pó de arroz:
Horrível!
O bâton:
Igual!
O amor de Raul é já uma saudade,
Foi sempre uma saudade…
(O escritório
Toma-lhe o tempo todo?
Desconfio que não…)
Filhos tivemos um:
Desapareceu…
E já nem sei chorar!
Chorar…
Como eu queria poder chorar!
Chorar encostada a uma saudade
Bem maior do que eu,
Que não fosse esta tristeza
Absurda de cada dia:
Unha
Quebrada de melancolia…
Perdi tudo, quase tudo…
Hoje,
Resta-me a devoção
E este pequeno inteligente cão.
Por favor, Madame, tire as patas,
Por favor, as patas do seu cão
De cima da mesa, que a gerência
Agradece. »

Alexandre O'Neill

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Adiar

Portugal é um País de concretizações continuamente adiadas. De aventuras que não chegam a ser aventuras. Até para o cumprimento do défice, vamos ter de pedir mais tempo. No Futebol a seleção irá ganhar é em 2014 e por aí fora, num contínuo empurrar para terras do nunca daquilo que estava ali ao nosso alcance.

Jeremias no meio da sua habitual loucura pensava para com os seus botões que se 1% dos projetos idealizados à mesa do café,  e que acabam irremediavelmente proscritos na gaveta (ou na Pastelaria de O´Neill), pudessem ser incorporados no PIB não havia cá Alemanha que nos fizesse frente….

Endless Road – Time Bandits

 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Fadinho

Acabou o sonho do Europeu. Passos Coelho ainda chegou a pensar que lhe tinha saído a lotaria e o euromilhões numa única jogada, mas a saga mediática com a bola acabou por ser um mero interlúdio para o inevitável anúncio de mais austeridade.

É todavia engraçado perceber (mais uma vez) que as pessoas são o que são, e que ninguém consegue fugir ao que na realidade é, apesar de se esforçarem para aparentar o contrário. Parece um lugar-comum mas não é. Por exemplo, Paulo Bento mantém as virtudes e defeitos que tinha como treinador do meu Grande Sporting. E isto nem sequer é uma crítica ao seu trabalho que foi bastante meritório. Com uma esmagadora maioria de jogadores medianos, um super-craque e 4/5 jogadores de verdadeira elite (não mais) seria complicado exigir outro destino que não este. E teve o azar de este ser um Europeu sem grandes surpresas, ao contrário do que acontece frequentemente, com as habituais equipas mais fortes a atingirem todas as meias-finais da prova.

O País pode agora voltar com tranquilidade a enfiar a cabeça no buraco que cavou. Somos o aluno mais bem comportado da europa, disciplinado e voluntarioso, apesar de intelectualmente revoltado. Esta realidade é a mesma em Portugal há décadas e décadas. Encontra-se enraizada nas relações laborais, nas instituições, nos partidos políticos, nos clubes de futebol. Esta é a sina do ser português que viveu, convém lembrar, uma das revoluções políticas mais pacíficas do mundo. Não havendo mais nada para cortar, voltaremos todos a viver da terra. A única diferença é que veremos a bola em imponentes plasmas…

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Nepal

Perante a mesquinhez mais ignorante, Jeremias silenciava a sua revolta. Os silêncios esforçados de Jeremias ecoavam nas montanhas do Nepal... 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Varela

Varela marcou um golo um pouco ridículo mas decisivo para as aspirações desta seleção no Europeu. A façanha de Varela é um bom retrato do Portugal atual: um jogador mediano que em tempo de vacas magras (a grande estrela CR7 apagada) faz das suas fraquezas, forças, e num estilo algo desajeitado consegue evitar que o país se enterre definitivamente numa depressão profunda. Merece o prémio pela sua abnegação e beneficia do facto de Paulo Bento não gostar do estilo Quaresma que, quanto a mim, acrescentaria bem mais à equipa.
O Grande Patrício tem apanhado com jogos um pouco traiçoeiros mas estou convicto que ainda vai ser decisivo. Cristiano Ronaldo ontem levou um banho de humildade. Vive, muito por culpa própria, com a pressão e o desejo de ser novamente considerado o melhor do mundo mas ainda vai a tempo de ser uma das grandes figuras do Europeu…

Pablo Picasso


quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Folcore

Com o Circo em andamento a Grande Juíza disse de sua Suprema Justiça, não obstante a habitualmente louca (mas brilhante) ironia numa das formas escolhidas para demonstrar a sua vontade...

terça-feira, 29 de maio de 2012

A Promiscuidade

Talvez haja coisas mais graves que infelizmente passam incólumes do que este episódio dos SMS’s e das pressões e chantagens sobre jornalistas, mas convém perceber que Miguel Relvas é um indivíduo perigoso, sem qualquer característica especialmente relevante que mereça qualquer elogio. Falamos de um tipo completamente vulgar, um fura-vidas que vindo da província ribatejana tem pautado a sua carreira política pelo domínio dos jogos de bastidores de um partido completamente cego pelo poder como é o PPD/PSD, como demonstra, aliás, a sua história e a nata dos seus militantes.
Enquanto este tipo de promiscuidade (agora nas bocas do mundo) não começar a ser visto como uma ameaça latente a combater ferozmente, e a ser punido criminalmente de forma severa, não vamos a lado nenhum.
Passos Coelho demonstra verdadeiramente pela primeira vez a superficialidade das suas convicções ao não ser capaz de abdicar do homem do partido, apesar das fortes vozes de contestação. A incompetência atávica que mina o PPD/PSD começa a fazer das suas como, aliás era previsível, sendo que a procissão ainda vai no adro. Existem secretários de estado deste governo que dificilmente passariam num rudimentar teste de inteligência…

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Mon 6 Mai

Maria de Medeiros realizou uma curta em Paris na noite em que François Hollande ganhou as eleições que afastaram Sarkozi do espectro político europeu. Interessante, Documental e Livre... 
 

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Resignação

Não me resigno com o estado a que chegou o meu Sporting. E por muito que me custe, são figuras de outros clubes as únicas que conseguem com clarividência analisar o problema. Esta apatia generalizada, esta normalização da derrota corrói o clube por dentro e paulatinamente atira-o para uma posição secundária no futebol português. Cada vez me convenço mais: o Sporting é gerido por amadores e mentecaptos.

Agora, Godinho vai aparecer com dinheiro chinês ou árabe, compram-se meia dúzia de jogadores em que 50 % corresponderão às expetativas e os outros só servirão para enterrar (ainda mais) o clube. Honra seja feita a Carlos Freitas que na minha ótica é o menos culpado disto. É impossível acertar em todos os jogadores contratados. Os nossos rivais têm levado com barretes bem mais caros que nós, saliente-se.

O resultado da final da taça é o reflexo de sucessivas direções sem o mínimo de visão para gerirem o clube. Não votei nesta direção, mas até começou bem. A partir do momento que despediu domingos, (que com os bolsos cheios todos os meses deve-se estar a rir em grande estilo com isto até porque foi o único treinador do universo Sporting que passou uma meia-final esta época) Godinho lopes perdeu a pouca credibilidade que lhe restava e comprometeu, com essa decisão a próxima época, como escrevi também aqui na altura. Enquanto se continuar a fazer experiências com treinadores e direções agregadoras de ódios diversos não vamos a lado nenhum. Por causa desta decisões tomadas com os pés de Godinho e Duque acabamos o fim de semana com a humilhação de termos perdido uma final da taça das mais fáceis de ganhar da história e ainda de termos visto Paulo Sérgio (um dos piores treinadores que passou pelo Clube) com uma equipa 1000 vezes pior que a nossa, vencer a taça da escócia. Para o ano vai ser mais do mesmo: umas alturas em que até vamos andar animados com umas vitórias com estilo mas no fim o resultado vai ser o mesmo.

O Sporting é um clube muito especial e o seu futebol precisa de há anos a esta parte de um grande líder de balneário que possa incutir experiência, traquejo, serenidade e confiança na cabeça dos jogadores. Esse líder pela nossa conjuntura financeira só pode ser o treinador.
Sá Pinto tem futuro na profissão e tem demonstrado um discurso muito meritório, mas no contexto muito especifico de um clube instável como o nosso até um cego percebia que dificilmente bateria certo. O meu destino é continuar a bater nesta tecla durante anos: Invistam num treinador estrangeiro sério, competente, com curriculum e com experiência para um projeto de 3 anos em detrimento de gastar rios de dinheiro em jogadores. Jogadores só se compra se conseguirmos vender. Na minha cabeça, esta é a única aposta que faz sentido atendendo à situação em que o Clube se encontra.

Nunca pensei ter saudades do paulo bento. Desejei muito a saída dele porque o seu tempo e o seu modelo de jogo estavam esgotados e mais nada tinha para ganhar mas Godinho, tem esse mérito, faz-me ter saudade de paulo bento.

E só para que fique claro: quem precisar de uma assinatura de sócio com quotas em dia para convocar assembleia geral para marcar eleições e afastar definitivamente esta corja, estou ao dispor...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os Sinais

Não acredito, como já escrevi aqui há muito tempo, que Portugal siga o declínio Grego. Só quem nunca esteve na Grécia pode pensar semelhante coisa. Mas com a presumível saída do euro, a vida não acaba no berço da civilização. Se tal se concretizar, a Grécia passará por uma fase extraordinariamente complicada com o grande capital a fugir todo do país. Mas depois de um período de adaptação bastante duro (reconheça-se) começará novamente, partindo quase do zero, a crescer com naturalidade à conta de novas politicas porventura de cariz mais humano e menos economicista. Mas 2/3 anos de grandes dificuldades (maiores do que as que estão a atravessar atualmente) ninguém lhes poderá tirar, caso se confirme o pior cenário. 

Portugal continua com indicadores pouco consistentes relativamente ao futuro. Se por um lado a economia dá sinais de querer abrandar o pessimismo reinante, por outro o desemprego continua a galopar para níveis impressionantes face ao que estávamos habituados. Saliento que na minha ótica os 14 % apresentados são meramente estatísticos e os 20 % indicativos apresentados por alguns são uma simples estimativa. Na verdade, o desemprego real em Portugal considerando pessoas ativas que não têm trabalho, ou nunca tiveram, rondará certamente os 25 %. Não tenho grandes dúvidas relativamente a isso. E um quarto de pessoas sem emprego é muita fruta para uma economia frágil como a nossa. Os espanhóis quando tiverem que recuperar será num ápice, como seguramente se perceberá. 

Reconheço alguma legitimidade numa certa Esquerda para apregoar o desbravar de novos caminhos. Se Merkel não reinasse na Europa, certamente que a austeridade sentida pelas gentes do sul não seria tão drástica como se está a verificar. Possivelmente até poderão florescer alguns bálsamos para a doença resultantes do novo quadro político na Europa, que aos poucos começa a ser invertido. As populações quando sentem que lhes vão ao bolso desejam sempre a mudança. Agora há um factor que é indesmentível e que ninguém pode negar, a não ser os fundamentalistas que existem em todas as áreas políticas: A recuperação em Portugal tem que ser efetuada à conta de investimento privado e não do erário público. Ao Governo cabe proporcionar condições para que esse investimento, fora da esfera pública, seja uma realidade, o que também não é fácil derivado às notícias apocalípticas que caiem de forma constante e que incentivam o pessimismo generalizado. 

No entanto a grande verdade é que este Governo tem implementado medidas completamente desequilibradas tomadas com os pés como por exemplo: a repentina execução de medidas draconianas no domínio da saúde; o desinvestimento desproporcionado na cultura face a outras áreas; uma evidente falta de sensibilidade política para controlar as repercussões que as subidas leoninas do IVA têm, quer ao nível do decréscimo acentuado do consumo, quer nas perdas de receitas fiscais e no consequente aumento dos custos do Estado com o desemprego, e por aí fora. 
Portugal para não ir ao fundo necessita nesta fase de muita prudência nas análises, algum pragmatismo, e gente capaz de perceber a verdadeira dimensão dos problemas, o que não tem acontecido até aqui…

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Anuus Horribilis

2012 ainda nem vai a meio e já ameaça ser um anuus horribilis para a arte de saber pensar no nosso país. E isto numa época em que necessitamos impreterivelmente de gente com mentes esclarecidas o que, como se sabe, não abundam num portugal culturalmente miserável. Depois de Miguel Portas, um exemplo de coerência na sua vida pública e privada, e do consagrado cineasta com uma obra imensa - Fernando Lopes - deixa-nos agora de forma totalmente inesperada, e no auge da sua carreira repleta de virtuosismo, Bernardo Sassetti, de quem mais que uma vez tive oportunidade de assistir à demonstração inequívoca do seu brilhantismo. Vão-se almas singulares, deixam um legado de vida bem vivida para quem fica….

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Tabu

Miguel Gomes depois do extraordinário Aquele Querido Mês de Agosto está de volta com Tabu. Não sendo na minha ótica um filme tão conseguido como o que o precedeu confirma que estamos na presença de um grande Cineasta. Gomes prova que o cinema de autor em Portugal também pode ter público, numa época de grandes dificuldades para o mercado da Cultura, o que ainda valoriza mais o feito. 
Tabu tem um Argumento pujante e uma estrutura pouco comum que sobrepõe duas realidades temporais distintas com as suas idiossincrasias próprias. Uma idosa temperamental, a sua empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o andar na Lisboa contemporânea que podia perfeitamente ser o nosso prédio. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de outros tempos dominada pela colonização. Com Ana Moreira, bem dirigida, a caminhar no seu terreno natural é com satisfação que vejo filme e cineasta premiados em festivais de cinema do mundo…
 

O Déjà Vu

O Socialista François Hollande é o novo Presidente de França depois derrotar Nicolas Sarkozy por margem mínima. O político já apelidado de “Homem normal” promete combater a austeridade e o desemprego na Europa fazendo frente às políticas cegas da Senhora Merkel. 
Acho sempre piada ao chauvinismo exacerbado do Franceses porque é uma característica muito particular dos mesmos. São megalómanos por natureza e num discurso de um qualquer politico francês a palavra “França” é sempre repetida vezes sem conta. Infelizmente, para mim isto representa que o crescimento eleitoral progressivo da dinastia Le Pen ainda vai dar muito que falar com consequências imprevisíveis num futuro próximo. 
Hollande, tal como foi Obama, é a nova coqueluche da esquerda europeia. Tal como aconteceu com o presidente americano as expetativas vão sair goradas. Não é tempo para heróis anunciados. Todos os Homens são normais até se tornarem Políticos. Daqui a 6 meses, todos perceberão o inevitável. Já vimos este filme antes…