quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A Citação
"Quase todos os homens são capazes de superar a adversidade, mas se quiserem pôr à prova o carácter de um homem, dêem-lhe poder."
Abraham Lincoln
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
O Benfica
Com um abraço fraterno aos meus leitores lampiões, até porque a minha guerra é contra os senhores do norte, mas não podia deixar de postar esta pequena amostra do Portugal Português a quem nem falta o peculiar bigode...
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O Rumo
Passos Coelho mandou Borges à frente para mandar o barro à parede. Concessionar a televisão pública a privados acabando com o canal 2 parecia-lhe uma boa ideia, por mais estranho que isso possa parecer a uma criança de 6 anos.
Acontece que a generalidade da opinião pública, em boa hora diga-se, não achou piada
à coisa e a solução do problema fica agora em águas de bacalhau. A questão é
que há soluções para o problema e até boas soluções - privatizar o canal 1 e o
canal noticioso por exemplo, que comercialmente e financeiramente até serão os
canais mais apetecíveis para eventuais compradores.
Tal como na questão da limitação das freguesias o provável é o assunto arrastar-se sem vestígios de se chegar a uma resolução definitiva. Entretanto estas hesitações e estas discussões frívolas à volta dos temas, continuam a custar diariamente milhões de euros ao País.
Cada vez há mais provas evidentes de que este Governo quando resolve decidir, por norma decide mal. E tem ímpetos dialogantes quando o diálogo não faz qualquer sentido. Passos Coelho perdeu o rumo…
Tal como na questão da limitação das freguesias o provável é o assunto arrastar-se sem vestígios de se chegar a uma resolução definitiva. Entretanto estas hesitações e estas discussões frívolas à volta dos temas, continuam a custar diariamente milhões de euros ao País.
Cada vez há mais provas evidentes de que este Governo quando resolve decidir, por norma decide mal. E tem ímpetos dialogantes quando o diálogo não faz qualquer sentido. Passos Coelho perdeu o rumo…
O Remador
Remava
contra ventos e marés, não porque fosse especialmente dotado do ponto de vista físico,
mas porque era a única saída possível para aquele rio de amargura…
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O Imperdoável
Acabar com o
Canal 2 da RTP é a cereja em cima do bolo para um país que segue completamente
à deriva.
O Serviço Público é para este Governo um conceito anacrónico. Algo que não os comove minimamente e que querem - depressa e em força - aniquilar. O problema é que existem áreas sensíveis de governação que pela sua importância estratégica deveriam ser de todo interditas às divagações ultra-liberais desta imbecil gente que nos governa.
Passos Coelho tem de explicar aos portugueses, sem se esconder atrás dos Borges desta vida, qual é o alcance para as gerações vindouras de mais esta cretinice? E, já agora, explicar também aos portugueses porque é que ninguém equacionou a hipótese mais sensata e talvez até a mais rentável para o País: privatizar definitivamente o canal 1 e o canal noticioso que, assim como assim, em termos de programação não diferem sobremaneira dos canais concorrentes da SIC e da TVI e deixar o canal 2, a RTP Internacional, a RTP África e a RTP Memória na órbita do Estado.
O Serviço Público para esta escumalha que nos governa é um mero empecilho às suas nobres intenções. Portugal não tem Salvação…
O Serviço Público é para este Governo um conceito anacrónico. Algo que não os comove minimamente e que querem - depressa e em força - aniquilar. O problema é que existem áreas sensíveis de governação que pela sua importância estratégica deveriam ser de todo interditas às divagações ultra-liberais desta imbecil gente que nos governa.
Passos Coelho tem de explicar aos portugueses, sem se esconder atrás dos Borges desta vida, qual é o alcance para as gerações vindouras de mais esta cretinice? E, já agora, explicar também aos portugueses porque é que ninguém equacionou a hipótese mais sensata e talvez até a mais rentável para o País: privatizar definitivamente o canal 1 e o canal noticioso que, assim como assim, em termos de programação não diferem sobremaneira dos canais concorrentes da SIC e da TVI e deixar o canal 2, a RTP Internacional, a RTP África e a RTP Memória na órbita do Estado.
O Serviço Público para esta escumalha que nos governa é um mero empecilho às suas nobres intenções. Portugal não tem Salvação…
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
A Bicefalia
No Bloco de Esquerda existe grande discussão interna à volta da eventual liderança bicéfala do futuro. Francisco Louça quer deixar o lugar, mas aponta o caminho a tomar. Os militantes mais mediáticos acham que ao novo líder devem ser dadas as mesmas condições que Louça beneficiou ao longo do seu reinado.
O Bloco de Esquerda é um Projeto político que vive de facto um momento crucial para a sua sobrevivência como tal. Nasceu em circunstâncias muito próprias e teve uma ascensão célere. Capitalizou rapidamente o facto de se ter formado com base em 3 organizações já implementadas no terreno com estruturas próprias, e beneficiou também da conjuntura política da altura: o habitual socialismo envergonhado do PS que permitia desbravar novos caminhos à esquerda. Inclusivamente, eu próprio, apoiei o Bloco nos primórdios quando valiam 2 % a 4 % do eleitorado. O Problema do Bloco de Esquerda foi que para crescer teve de se descaracterizar.
O facto de ser constituído por gente intelectualmente credível com notoriedade nos media foi outra particularidade fundamental nos primeiros tempos para a passagem da mensagem que foi bem delineada, saliente-se. E cada vez mais sem uma mensagem inteligente, não há projecto que singre, a qualquer nível.
Francisco Louça, goste-se ou não se goste, é na minha ótica um político que marca uma geração. Não será fácil de substituir mesmo para o Bloco que tem na nata dos seus militantes gente capaz e com perfil para o suceder. Foi mesmo a sua coerência que o derrotou. A sua insensata e incondicional estratégia anti-troika acabou por levar o partido para uma espécie de beco sem saída, previsível, aliás.
A Bicefalia na liderança pode ser uma solução interessante que mantinha o Bloco nos trilhos do vanguardismo. Se essa Liderança for partilhada por um Homem e uma Mulher reforçaria ainda mais essa tendência.
Agora, mais importante nesta fase para o Bloco que as caras ou o modelo de liderança é o rumo a tomar. O futuro do Bloco passa por perceber quais as diretrizes que alguns dos seus militantes mais emblemáticos preconizam. E sinceramente, penso que isso ainda é uma incógnita, mesmo na cabeça de alguns deles.
Eu não acredito no futuro de Portugal. Continuamos a errar em tudo o que é essencial. Iremos continuar a viver ao sabor das marés mas gostava que da génese do Bloco pudesse sair algo aproveitável para o futuro. Algo que pudesse melhorar a sociedade onde o meu filho vai crescer e formar a sua personalidade. E para isso acontecer, o Bloco tem que perceber que a sua afirmação como alternativa governativa com um projeto viável para o País é imprescindível. Nunca ganhará eleições provavelmente, mas pode negociar, pode exigir, pode estimular políticas, pode, em suma, fazer desenvolver Portugal. Mas para isso, primeiro tem que ceder…
O Bloco de Esquerda é um Projeto político que vive de facto um momento crucial para a sua sobrevivência como tal. Nasceu em circunstâncias muito próprias e teve uma ascensão célere. Capitalizou rapidamente o facto de se ter formado com base em 3 organizações já implementadas no terreno com estruturas próprias, e beneficiou também da conjuntura política da altura: o habitual socialismo envergonhado do PS que permitia desbravar novos caminhos à esquerda. Inclusivamente, eu próprio, apoiei o Bloco nos primórdios quando valiam 2 % a 4 % do eleitorado. O Problema do Bloco de Esquerda foi que para crescer teve de se descaracterizar.
O facto de ser constituído por gente intelectualmente credível com notoriedade nos media foi outra particularidade fundamental nos primeiros tempos para a passagem da mensagem que foi bem delineada, saliente-se. E cada vez mais sem uma mensagem inteligente, não há projecto que singre, a qualquer nível.
Francisco Louça, goste-se ou não se goste, é na minha ótica um político que marca uma geração. Não será fácil de substituir mesmo para o Bloco que tem na nata dos seus militantes gente capaz e com perfil para o suceder. Foi mesmo a sua coerência que o derrotou. A sua insensata e incondicional estratégia anti-troika acabou por levar o partido para uma espécie de beco sem saída, previsível, aliás.
A Bicefalia na liderança pode ser uma solução interessante que mantinha o Bloco nos trilhos do vanguardismo. Se essa Liderança for partilhada por um Homem e uma Mulher reforçaria ainda mais essa tendência.
Agora, mais importante nesta fase para o Bloco que as caras ou o modelo de liderança é o rumo a tomar. O futuro do Bloco passa por perceber quais as diretrizes que alguns dos seus militantes mais emblemáticos preconizam. E sinceramente, penso que isso ainda é uma incógnita, mesmo na cabeça de alguns deles.
Eu não acredito no futuro de Portugal. Continuamos a errar em tudo o que é essencial. Iremos continuar a viver ao sabor das marés mas gostava que da génese do Bloco pudesse sair algo aproveitável para o futuro. Algo que pudesse melhorar a sociedade onde o meu filho vai crescer e formar a sua personalidade. E para isso acontecer, o Bloco tem que perceber que a sua afirmação como alternativa governativa com um projeto viável para o País é imprescindível. Nunca ganhará eleições provavelmente, mas pode negociar, pode exigir, pode estimular políticas, pode, em suma, fazer desenvolver Portugal. Mas para isso, primeiro tem que ceder…
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Eu gostava de ser Campeão…
Mas assim é muito complicado. Depois de conhecidos os resultados negativos dos adversários diretos, e com a possibilidade de atingir a liderança logo na primeira jornada, o mínimo exigível era ganhar contra um Guimarães de segunda que não deverá ir muito longe na prova, e que nem recebeu o imenso apoio que costuma ter nos jogos em casa. A exibição até não foi má de todo,
principalmente na segunda parte. Na verdade até seria justa a vitória do
Sporting, caso ocorresse. Mas isto é a nossa sina: vamos enchendo o balão da
esperança todos os anos, e depois quando começa a doer é mais do mesmo.
Na primeira parte os jogadores entraram a jogar a passo, devagar, devagarinho e a rirem-se uns para os outros porque o provável cenário da ascensão à liderança não é suficientemente motivador para eles. Têm a atenuante que de facto não estão habituados a isso, ou seja, a jogar para atingirem a liderança do Campeonato. Ao ponto que chegou o meu Sporting. Mas também já equaciono o seguinte: O meu Sporting nunca existiu e é fruto da minha fértil e, de tempos a tempos, criativa imaginação. Por vezes, tenho a mania das Grandezas.
Na segunda parte os jogadores entraram mais concentrados e mais acutilantes. Faltou pernas para o assalto final, o que também é normal nesta fase da época. E o Wolf não tem bola, e quando tem, nota-se que está a atravessar uma crise de confiança. Também por isso eu talvez tivesse metido primeiro o Laybad que desequilibra mais junto à baliza do que o André Martins, mas isso sou eu que não percebo nada disto. O treinador também tem que gerir as expectativas do balneário e a verdade é que o marroquino chegou há meia dúzia de dias.
Ricardo Sá Pinto – um Homem inteligente e com paixão pelo Clube – que como já alguém disse é um Herói (cada vez acredito mais nisso) está a construir uma equipa de trás para a frente e é assim que deve ser feito. O futebol da equipa é mais consistente que na época passada e os automatismos demoram tempo a surtir efeito. Para mim esta época menos que ser campeão (com hoje ficou muito mais difícil) ou ganhar a liga Europa será uma desilusão, mas lá estou eu com as minhas manias em ser ambicioso. Em Alcochete, o objetivo traçado pela Direção, deve ser algo muito semelhante a ganhar a taça da Liga, ou no máximo atingir o segundo lugar do campeonato.
Enquanto me lembrar das duas grandes deceções que apanhei nos dois últimos jogos oficias (absurda derrota no jamor na final da taça e empate hoje no fundamental início do campeonato) vou tentar desvalorizar esta doença que me atormenta constantemente. Pelo menos esforço-me na tentativa de evitar cair no mais puro masoquismo. Uma coisa é certa: programas televisivos sobre desporto nem vê-los. Os Sportinguistas são os piores adversários do próprio Clube e já basta de insultos à minha parca inteligência…
Na primeira parte os jogadores entraram a jogar a passo, devagar, devagarinho e a rirem-se uns para os outros porque o provável cenário da ascensão à liderança não é suficientemente motivador para eles. Têm a atenuante que de facto não estão habituados a isso, ou seja, a jogar para atingirem a liderança do Campeonato. Ao ponto que chegou o meu Sporting. Mas também já equaciono o seguinte: O meu Sporting nunca existiu e é fruto da minha fértil e, de tempos a tempos, criativa imaginação. Por vezes, tenho a mania das Grandezas.
Na segunda parte os jogadores entraram mais concentrados e mais acutilantes. Faltou pernas para o assalto final, o que também é normal nesta fase da época. E o Wolf não tem bola, e quando tem, nota-se que está a atravessar uma crise de confiança. Também por isso eu talvez tivesse metido primeiro o Laybad que desequilibra mais junto à baliza do que o André Martins, mas isso sou eu que não percebo nada disto. O treinador também tem que gerir as expectativas do balneário e a verdade é que o marroquino chegou há meia dúzia de dias.
Ricardo Sá Pinto – um Homem inteligente e com paixão pelo Clube – que como já alguém disse é um Herói (cada vez acredito mais nisso) está a construir uma equipa de trás para a frente e é assim que deve ser feito. O futebol da equipa é mais consistente que na época passada e os automatismos demoram tempo a surtir efeito. Para mim esta época menos que ser campeão (com hoje ficou muito mais difícil) ou ganhar a liga Europa será uma desilusão, mas lá estou eu com as minhas manias em ser ambicioso. Em Alcochete, o objetivo traçado pela Direção, deve ser algo muito semelhante a ganhar a taça da Liga, ou no máximo atingir o segundo lugar do campeonato.
Enquanto me lembrar das duas grandes deceções que apanhei nos dois últimos jogos oficias (absurda derrota no jamor na final da taça e empate hoje no fundamental início do campeonato) vou tentar desvalorizar esta doença que me atormenta constantemente. Pelo menos esforço-me na tentativa de evitar cair no mais puro masoquismo. Uma coisa é certa: programas televisivos sobre desporto nem vê-los. Os Sportinguistas são os piores adversários do próprio Clube e já basta de insultos à minha parca inteligência…
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
O Meu Maior Desejo
Quando um tipo gosta desmesuradamente de Cinema e passa meses sem pisar uma sala é no mínimo triste. Não me lembro de um período assim tão grande em branco. O bom Cinema funciona para mim como um golo do Sporting: Revigora-me a alma. Mas cheira-me que este último filme do Hirokazu Kore-eda de quem já tinha retido isto não me vai escapar...
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
A Metáfora
Jeremias era cada vez mais um tipo de deleites subtis, mas ao
ouvir a primeira metáfora saída da boca do seu pimpolho não podia deixar de
ficar com a alma estarrecida. É que os cabelos dançavam mesmo…
O Tubarão de Baltimore
Michael Phelps depois de cilindrar todos os recordes olímpicos diz que a partir de agora nadar só no mar. Depois de na minha modesta opinião se ter tornado no melhor atleta de todos os tempos - dificilmente superável nas próximas décadas - com 27 aninhos dá por terminada a carreira. O rotineiro pequeno-almoço deste rapaz é composto por três sandes de ovos fritos com queijo, alface, tomate, cebola e maionese, duas chávenas de café, uma omelete de cinco ovos, uma tigela de papas de milho, três torradas barradas com açúcar e três panquecas de chocolate. Os tubarões que se cuidem...
terça-feira, 31 de julho de 2012
O Olimpismo
Ontem perante uma questão um bocado estúpida de um jornalista - diga-se - que lhe perguntava o que destacava de positivo e negativo na participação portuguesa do dia (como se houvesse algo digno de destaque na hecatombe) o ex-medalha olímpica Nélson Évora destacou a vitória de uma jovem do badminton sobre uma adversária do Sri Lanka e nomeou-o como feito histórico. Quando o politicamente correto se sobrepõe a todos os possíveis resquícios de alguma racionalidade na análise da prestação dos atletas, está tudo dito relativamente aos critérios de exigência que proliferam na representação portuguesa nos Jogos e no país em geral.
Vicente Moura, que por acaso até é do meu Clube, é personagem principal há demasiado tempo deste filme de mau gosto. Há muito que devia ter havido uma renovação na classe dirigente do comité olímpico. Isto, independentemente dos resultados alcançados, porque o seu discurso há demasiado tempo que é de uma pobreza confrangedora para o pobre do contribuinte.
Ganhar em jogos olímpicos nunca será fácil para um atleta português por razões culturais (gostamos demasiado de futebol) e estruturais. Relativamente às condições de treino penso que os atletas já não terão as razões de queixa do passado. O problema reside mais no desaproveitamento desses mesmos recursos já existentes, e na falta de dinamização dos mesmos. Hoje não há paróquia em Portugal que não tenha uma piscina e um polidesportivo. Agora falta o essencial: motivar os jovens e incutir-lhes uma mentalidade competitiva desde cedo. E basta olhar aqui para o lado para Espanha para perceber como se faz: trabalho sério e consistente nas escolas desde tenra idade resulta em campeões praticamente em todas as modalidades.
Felizmente que o Rei futebol em termos desportivos ainda nos vai dando algumas compensações mas, convém realçar, graças a êxitos pontuais que nada resultam de uma aposta com cabeça, tronco e membros por parte do Estado. Mourinho foi criação do próprio (o mérito é todo dele) e a fábrica de talentos de Alvalade é uma exceção à regra.
Agora, para a foto final não ser absolutamente desoladora, resta-nos esperar por uma medalhinha na Vela ou no Atletismo. Se vier pintada de verde, tanto melhor…
Vicente Moura, que por acaso até é do meu Clube, é personagem principal há demasiado tempo deste filme de mau gosto. Há muito que devia ter havido uma renovação na classe dirigente do comité olímpico. Isto, independentemente dos resultados alcançados, porque o seu discurso há demasiado tempo que é de uma pobreza confrangedora para o pobre do contribuinte.
Ganhar em jogos olímpicos nunca será fácil para um atleta português por razões culturais (gostamos demasiado de futebol) e estruturais. Relativamente às condições de treino penso que os atletas já não terão as razões de queixa do passado. O problema reside mais no desaproveitamento desses mesmos recursos já existentes, e na falta de dinamização dos mesmos. Hoje não há paróquia em Portugal que não tenha uma piscina e um polidesportivo. Agora falta o essencial: motivar os jovens e incutir-lhes uma mentalidade competitiva desde cedo. E basta olhar aqui para o lado para Espanha para perceber como se faz: trabalho sério e consistente nas escolas desde tenra idade resulta em campeões praticamente em todas as modalidades.
Felizmente que o Rei futebol em termos desportivos ainda nos vai dando algumas compensações mas, convém realçar, graças a êxitos pontuais que nada resultam de uma aposta com cabeça, tronco e membros por parte do Estado. Mourinho foi criação do próprio (o mérito é todo dele) e a fábrica de talentos de Alvalade é uma exceção à regra.
Agora, para a foto final não ser absolutamente desoladora, resta-nos esperar por uma medalhinha na Vela ou no Atletismo. Se vier pintada de verde, tanto melhor…
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O Inconstestado
Incontestável, só se for em casa dele, e mesmo aí não tenho grandes certezas, mas nesse caso tenho de dar o benefício da dúvida.
Este rapaz é o grau zero da política. O Miguel Relvas do PS. Mal está o País se este personagem chegar a primeiro-ministro, mas atendendo ao estado a que as coisas chegaram já não digo nada...
Este rapaz é o grau zero da política. O Miguel Relvas do PS. Mal está o País se este personagem chegar a primeiro-ministro, mas atendendo ao estado a que as coisas chegaram já não digo nada...
segunda-feira, 16 de julho de 2012
A Pureza
Como tive oportunidade de constatar ontem os Radiohead, numa época de folclores diversos, excessos comerciais e devaneios sem sentido, continuam iguais a eles próprios: super-profissionais, militantes, empenhados e talentosos. Thom Yorke já não canta os clássicos mas ainda sabe como se faz rock puro saído das profundezas da alma.
Surpreendeu-me a extraordinária organização do evento. Estão de parabéns, ou então sou mesmo eu que estou completamente desatualizado pois já não ia a estas coisas há imenso tempo. Uma nota para a atuação de B. Fachada que agradeceu muitas vezes a todos, apesar de ninguém estar ali para o ver - referiu - dado que quando foi convidado já a lotação estava esgotada...
quarta-feira, 11 de julho de 2012
O Miguel e a Igualdade
Na Lusófona, como ao longo de toda a sua vida, em cada esquina um amigo, em cada rosto desigualdade. Aguardo serenamente novo acórdão do Tribunal Constitucional relativamente à violação do propagado Princípio….
sexta-feira, 6 de julho de 2012
A Constituição
O Tribunal Constitucional falou e entendeu que o Governo ao cortar os subsídios aos funcionários públicos entra em conflito com o princípio da igualdade. É uma decisão acertada. Quem diz que os Juízes defendem causa própria com esta medida é um bocado troglodita. Se não confiarmos nas instituições que zelam pela democracia, temos que estar preparados para pôr tudo em causa.
O acórdão tem a tal dose de absurdo que é sempre obrigatória em Portugal porque proíbe mas consente, contudo concedo que se optou pela decisão mais equilibrada: Nada a dizer relativamente a isso. Agora há algo que para mim é evidente: quer grande parte da Constituição, quer a generalidade da legislação laboral em Portugal estão caducas e carecem de reformas profundas e não de cosmética. A Troika com todos os seus defeitos percebeu isso, mas o Governo começou pelo fim. Passou por cima dos preliminares determinado a atingir a ejaculação rapidamente. E se havia algum Governo com margem para fazer as reformas necessárias seria certamente este.
Entretanto, Passos Coelho já indiciou o novo e inevitável caminho: os cortes nos subsídios vão também chegar aos privados. Para a função pública é uma aparente boa notícia pois a perda dos subsídios não fica desta forma institucionalizada como parecia inevitável acontecer, no entanto não deverão esperar pela demora. Este Governo já há muito identificou os alvos a abater. Os despedimentos na função pública vão ser liberalizados. É somente uma questão de tempo...
O acórdão tem a tal dose de absurdo que é sempre obrigatória em Portugal porque proíbe mas consente, contudo concedo que se optou pela decisão mais equilibrada: Nada a dizer relativamente a isso. Agora há algo que para mim é evidente: quer grande parte da Constituição, quer a generalidade da legislação laboral em Portugal estão caducas e carecem de reformas profundas e não de cosmética. A Troika com todos os seus defeitos percebeu isso, mas o Governo começou pelo fim. Passou por cima dos preliminares determinado a atingir a ejaculação rapidamente. E se havia algum Governo com margem para fazer as reformas necessárias seria certamente este.
Entretanto, Passos Coelho já indiciou o novo e inevitável caminho: os cortes nos subsídios vão também chegar aos privados. Para a função pública é uma aparente boa notícia pois a perda dos subsídios não fica desta forma institucionalizada como parecia inevitável acontecer, no entanto não deverão esperar pela demora. Este Governo já há muito identificou os alvos a abater. Os despedimentos na função pública vão ser liberalizados. É somente uma questão de tempo...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Meditação na Pastelaria
«Por favor, Madame, tire as patas,
Por favor, as patas do seu cão
De cima da mesa, que a gerência
Agradece.
Por favor, as patas do seu cão
De cima da mesa, que a gerência
Agradece.
Nunca se sabe quando começa a insolência!
Que tempo este, meu Deus, uma senhora
Está sempre em perigo e o perigo
Em cada rua, em cada olhar,
Em cada sorriso ou gesto
De boa-educação!
Que tempo este, meu Deus, uma senhora
Está sempre em perigo e o perigo
Em cada rua, em cada olhar,
Em cada sorriso ou gesto
De boa-educação!
A inspecção irónica das pernas,
Eis o que os homens sabem oferecer-nos,
Inspecção demorada e ascendente,
Acompanhada de assobios
E de sorrisos que se abrem e se fecham
Procurando uma fresta, uma fraqueza
Qualquer da nossa parte…
Eis o que os homens sabem oferecer-nos,
Inspecção demorada e ascendente,
Acompanhada de assobios
E de sorrisos que se abrem e se fecham
Procurando uma fresta, uma fraqueza
Qualquer da nossa parte…
Mas uma senhora é uma senhora.
Só vê a malícia quem a tem.
Uma senhora passa
E ladrar é o seu dever – se tanto for preciso!
Só vê a malícia quem a tem.
Uma senhora passa
E ladrar é o seu dever – se tanto for preciso!
O pó de arroz:
Horrível!
O bâton:
Igual!
Horrível!
O bâton:
Igual!
O amor de Raul é já uma saudade,
Foi sempre uma saudade…
Foi sempre uma saudade…
(O escritório
Toma-lhe o tempo todo?
Desconfio que não…)
Toma-lhe o tempo todo?
Desconfio que não…)
Filhos tivemos um:
Desapareceu…
E já nem sei chorar!
Desapareceu…
E já nem sei chorar!
Chorar…
Como eu queria poder chorar!
Como eu queria poder chorar!
Chorar encostada a uma saudade
Bem maior do que eu,
Que não fosse esta tristeza
Absurda de cada dia:
Unha
Quebrada de melancolia…
Bem maior do que eu,
Que não fosse esta tristeza
Absurda de cada dia:
Unha
Quebrada de melancolia…
Perdi tudo, quase tudo…
Hoje,
Resta-me a devoção
E este pequeno inteligente cão.
Resta-me a devoção
E este pequeno inteligente cão.
Por favor, Madame, tire as patas,
Por favor, as patas do seu cão
De cima da mesa, que a gerência
Agradece. »
Por favor, as patas do seu cão
De cima da mesa, que a gerência
Agradece. »
Alexandre O'Neill
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